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O Brasil e a Rússia devem ser os únicos grandes países do mundo a atingir 2050 com um balanço positivo entre crescimento da economia e conservação dos recursos naturais. No caso brasileiro, a matriz energética mais limpa e as florestas dão ao País mais preparo para enfrentar as mudanças climáticas e mais oportunidades de negócios nesse campo. É o que mostra estudo da Universidade de São Paulo (USP), que calculou o balanço dos países em relação às mudanças climáticas. Por Andrea Vialli, do O Estado de S.Paulo, 24/09/2008.

Com base na metodologia contábil empresarial, a pesquisa avaliou o estoque de recursos naturais e o saldo entre as emissões e capturas de gases causadores de efeito estufa em sete países – Brasil, Rússia, Índia, China, Estados Unidos, Alemanha e Japão – até 2050.

“No cenário previsto para 2050, o Brasil terá um superávit de US$ 544 bilhões, patrimônio suficiente para continuar crescendo e ainda contribuir positivamente para a Terra com cotas excedentes de carbono, provenientes de energia limpa e recursos florestais” diz José Roberto Kassai, professor de contabilidade da faculdade de Economia e Administração (FEA/USP) e um dos responsáveis pelo estudo, que envolveu seis pesquisadores da USP.

O mundo, segundo o estudo, terá um déficit econômico-ambiental estimado em US$ 15,3 trilhões, ou 23,7% do PIB mundial. “Só Brasil e Rússia terão condições de continuar crescendo sem maiores pressões sobre o meio ambiente”, avalia. O estudo completo será divulgado em outubro, na Câmara Americana do Comércio (Amcham).

Para Kassai, o balanço positivo para o País pode se traduzir em oportunidades de negócios. “Se o Brasil souber aproveitar esse trunfo, poderá receber volumosos investimentos estrangeiros, tanto para projetos de geração de créditos de carbono quanto em compensações financeiras para manter as florestas intactas.”

LUCROS

Muitas empresas já estão lucrando no mercado de créditos de carbono, que vem ganhando impulso desde 2005. A fabricante de papel Klabin concluiu, em abril, a venda do seu segundo lote de créditos de carbono. A empresa substitui o óleo combustível por gás natural nas caldeiras da fábrica em Piracicaba (SP). A venda dos créditos trouxe receita adicional de 1,5 milhão.

“O gás natural é 26% menos poluente que o óleo” , diz Júlio Nogueira, gerente-corporativo de meio ambiente da Klabin. Segundo ele, novos projetos estão em curso. Na nova fábrica de papel da empresa, inaugurada na semana passada, no Paraná, uma das caldeiras será alimentada só com restos de madeira da própria fábrica e do pólo madeireiro da região. “Esse projeto tem um potencial de gerar créditos equivalentes a até 100 mil toneladas de CO2 por ano.”

A petroquímica Solvay Indupa, em Santo André, faturou US$ 1,4 milhão com uma venda de créditos na semana passada, também proveniente da troca de óleo combustível por gás natural. “Geramos receita extra com uma vantagem ambiental enorme, já que o gás não emite gases de enxofre”, diz Carlos Nardocci, assessor da direção industrial.

O ESTUDO DA USP

Amostra: Sete países que representam 68% do PIB e 50% da população do mundo

Metodologia: Usando a equação básica da contabilidade empresarial (ativo – passivo = patrimônio líquido), os pesquisadores calcularam o patrimônio líquido ambiental de cada país. Ou seja, qual o custo do crescimento econômico em relação à preservação e manutenção dos recursos naturais

Resultados: Somente Brasil e Rússia terão patrimônio líquido ambiental com superávit em 2050. O Brasil terá um superávit de US$ 544 bilhões e a Rússia, de US$ 156 bilhões. Países como os EUA e China serão os maiores deficitários ambientais, com US$ 2,72 trilhões e US$ 3,26 trilhões, respectivamente. O mundo como um todo terá um ‘déficit’ ambiental de US$ 15,3 trilhões

[EcoDebate, 25/09/2008]

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Space/Time Foam

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Supersimetric and Unified Field Theory

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SÁBADO, 20 DE DEZEMBRO DE 2008

Uma entrevista com John Hagelin

Por Dennis Hughes, Share Guide Publisher   

John Hagelin, Ph.D. é uma autoridade mundial sobre os fundamentos da consciência humana. Sob a orientação de Maharishi Mahesh Yogi, ele tem dado grandes contribuições na reformulação sistemática da antiga ciência Vêdica da consciência. Perito na teoria do Campo Quântico Unificado, a contribuição científica do Dr. Hagelin no campo das partículas físicas e cosmologia inclui alguns dos mais citados trabalhos em Física.

Ele é o co-desenvolvedor daquilo que é agora considerado a principal candidata a Teoria do Campo Unificado, e dedica-se a aplicar as últimas descobertas científicas acerca da compreensão das leis naturais para o benefício individual e da sociedade. Em 1992, Dr. Hagelin aceitou ser presidente do recentemente formado Partido da Lei Natural (Natural Law Party). Sob a sua liderança, o partido se tornou o primeiro “partido alternativo” a alcançar “status” de partido nacional na Comissão Eleitoral Federal e ter seu candidato presidencial qualificado igualmente aos fundos federais

The Share Guide: Nós todos sabemos que o mundo está num estado frágil hoje, em muitos níveis. Que passos nós podemos dar como indivíduos para promover a saúde de nosso planeta?

Dr. John Hagelin: O impacto de nossas ações, individualmente e coletivamente, é inconcebivelmente vasto. Nós todos podemos apreciar, em alguma extensão, o impacto ambiental do comportamento poluidor. Mas, baseado naquilo que sabemos sobre o universe, o verdadeiro impacto de nossas ações é amplo demais. Por exemplo, a teoria do caos estabelece que nossos muitos minutes de ação podem ter incalculavelmente largos efeitos. Isso coloca uma grande carga de responsabilidade em todos. Exercitar a consideração do senso comum e tomar cuidados com nosso ambiente é um bom começo. Mas se nós realmente queremos proteger nosso planeta contra os efeitos negatives do comportamento humano, devemos fazer nosso pensamento e ação, espontaneamente, ficar de acordo com a Lei Natural. Devemos alinhar nosso comportamento com a Inteligência Universal que governa o universo e sustenta milhões de espécies na Terra. Felizmente, é natural um comportamento espontâneo alimentador da vida, a fisiologia do cérebro humano dificilmente etá conectada à experiência da Iluminação (os os mais elevados estados da consciência em que nós diretamente experimentamos e nos tornamos conectados com a Inteligência Cósmica, ou Campo Unificado na terminologia da física moderna. O desenvolvimento de nosso potencial cerebral total e a resultante expansão da compreensão humana como Ser Universal, devem ser o alvo da Educação hoje.

The Share Guide: Campo Unificado é outro termo para a Consciência Cósmica?

Dr. John Hagelin: O Campo Unificado é o mais profundo nível da realidade física descoberto pela Ciência. É um campo universal de inteligência da Natureza que governa o vasto universo em perfeita ordem. Consciência Cósmica é o estado de Iluminação, um estado de consciência humana em que a mente individual experimenta (e se identifica com) a inteligência universal. Nesse estado, o ego individual expande-se para se tornar o Cosmos. Todos os indivíduos são indivíduos Cósmicos e suas ações são suportadas espontaneamente por toda a vida.

The Share Guide: Estou interessado na conexão entre a meditação individual e o Campo Unificado. Como isso se dá, em relação com a prática de meditação diária? E como isso se transforma em criação de paz no mundo?

Dr. John Hagelin: A conexão é simples. Durante a meditação, a consciência rapidamente se expande para uma experiência de consciência universal (o Campo Unificado). A consciência individual se identifica temporariamente com a consciência universal no mais simples estado de consciência, o estado que os fisiologistas chamam “pura consciência”. Entretanto, nem todas as técnicas de meditação atingem essa experiência de pura consciência. Minhas observações foram com práticas de meditação que facilitam esta experiência fundamental de uma maneira eficaz e eficiente. Entre essas práticas está a Meditação Transcendental (MT) desenvolvida por Maharishi Mahesh Yogi, extensivamente procurada e amplamente praticada. Ela é segura, altamente eficaz e universal; funciona para pessoas de todas as convicções religiosas e culturais.

The Share Guide: Na palestra que você deu ano passado em São Francisco, você disse que “grupos de meditação agora são uma tecnologia comprovada para a paz, ao mesmo tempo em que nossa tecnologia de armamento pode assegurar a destruição”. Por favor explique!

Dr. Hagelin:

Mais de 50 estudos, publicados nos mais apreciados jornais científicos, têm demonstrado repetidamente que grupos de meditação podem vencer a violência e a guerra, em áreas de conflito. Neutraliza as tensões religiosas, étnicas e políticas em seu início, que são o combustível social do conflito. Já é demonstrado que previne o terrorismo global e reduz o crime, a violência doméstica e todas as negatividades nascidas do estresse social agudo.

The Share Guide: Muitos de nós entendemos que a meditação desenvolve nossa invencibilidade natural às idas e vindas de nossa vida diária. Mas desse estado de calma, como funciona o “princípio da proporcionalidade” do grupo de meditação?

Dr. Hagelin:

Quando dois alto-falantes próximos emitem o mesmo som, estas ondas sonoras se somam construtivamente. Eles produzem um volume equivalente a quatro alto-falantes (o quadrado do número de alto-falantes que são dois). Este é um princípio universal de comportamento de onda. Quando uma ondulação no Campo Unificado é gerada por indivíduos em proximidade física íntima, o poder das ondas combinadas deles/delas cresce como o quadrado do número de indivíduos. Isto é o que a pesquisa confirma. Por causa disto, grupos relativamente pequenos podem ter um impacto social enorme. Realmente, 8,000 indivíduos meditando juntos por períodos extensos podem transformar eventos mundiais. Isto tem sido rigorosamente demonstrado.

The Share Guide: Eu sei que você está trabalhando em um plano para colocar isto em ação. Por favor discuta o programa em que milhares de pandits vão meditar durante o ano todo na Índia!

Dr. Hagelin: 8.000 especialistas em meditação, em dedicação exclusiva, podem mudar o destino de civilização. Isto tem sido amplamente demonstrado. Estamos aumentando o número para 40.000 apenas por um fator de segurança.Um pandit védico é um meditador que, além de sua prática de Meditação Transcendental pratica o Vôo Iogue, práticas avançadas de promoção da paz que são tecnologias avançadas da antiga sabedoria Vêdica conhecidas como Yagyas. Estes Yagyas reforçam o impacto da paz mundial obtida pela meditação. Tenho levantado fundos para estabelecer esse grupo permanente de 8.000 a 40.000 de meditadores profissionais, em dedicação exclusiva, na Índia, onde é muito rentável. Obtivemos cerca de US$ 90 milhões, que é suficiente para sustentar quase 8.000 pessoas. Uma vez conseguindo reunir e treinar esse grupo, prevejo que vislumbraremos um mundo totalmente novo. Espero consegui-lo até Primavera de 2003. Rezo para que América e o mundo possam evitar qualquer confronto desastroso até lá.

The Share Guide: O que é o Vôo Iogue?

Dr. Hagelin: É uma técnica avançada de Meditação Transcendental derivado do Yoga Sutra de Patañjali. Durante a prática, o corpo, involuntariamente, começa a saltar, a partir da posição de lótus, num esforço espontâneo para voar. Historicamente, essa prática tem sustentação na habilidade corporal de flutuar e voar. É praticada hoje porque pesquisas demonstram que essa é a mais poderosa técnica de redução do estresse e conflito social. É uma tecnologia para a paz mundial.

The Share Guide: O que você quer dizer quando diz que a meditação é um quarto estado da consciência, distinto dos três estados conhecidos: vigília, sonho e sono? E, por favor, fale sobre o quinto estado, consciência transcendental ou iluminação!

Dr. Hagelin: Pura Consciência, a experiência direta do Campo Unificado, é um quarto estado de consciência, fisiologicamente e subjetivamente diferente da vigília, sonho e sono. Essa descoberto e publicado pela primeira vez em 1970, por Robert Keith Wallace e colaboradores. Mas, em primeiro lugar, essa experiência é um estado temporário. Com a prática regular de meditação, a experiência de consciência universal se torna permanentemente estabelecida, de forma que a percebemos durante a vigília, o sonho e o sono. Isso, então, constitui um quinto estado da consciência humana, tradicionalmente conhecido como Iluminação. Neste estado de 24 horas de felicidade, todas as ações estão em plena sintonia com a Lei Natural, que espontaneamente dá suporte à vida.

The Share Guide: Muitas pessoas são céticas quanto ao conceito de que grupos de meditação têm um efeito na paz mundial, e podem não aceitar os estudos citados em sua lista de pesquisas. Como você responde a esse ceticismo?

Dr. Hagelin: Não se trata de mera opinião. O método científico possui métodos incontestáveis de estabelecer fatos científicos, através de rigorosa experimentação. A eficácia de grupos de meditação em reduzir o crime e a guerra tem sido extensivamente estudado e rigorosamente estabelecido, mais do que qualquer fenômeno na história da ciência social. É um fato científico; não existe nenhum espaço para argumentação!

The Share Guide: Como nós percebemos, quando meditando, que não estamos conectados com nosso Self e sim com a Consciência Cósmica?

Dr. Hagelin: A experiência de Pura Consciência é auto-evidente e óbvia. Tal como acontece quando você desperta e sabe que está acordado. Se você não está absolutamente certo que você está acordado, existem chances de você estar sonhando. Da mesma forma, se você não tiver certeza de que está experimentando a Pura e Ilimitada Consciência, você provavelmente não a estará. Pode ser o momento de tentar um sistema mais eficaz de meditação.

The Share Guide: Você recomenda o conceito de “por entre parênteses” na sua atividade diária períodos de meditação de manhã e à noite. Isso lhe permite relaxar na sua natureza eterna por meio da meditação e desempenhar ações em todo o mundo deste ponto vantajoso.

Dr. Hagelin: Sim, é uma rotina maravilhosa. A experiência regular da Pura Consciência é necessária para estabilizá-la, através disso, alcançar a Iluminação.

The Share Guide: Você tem sido candidato presidencial. No livro ‘Uma Razão para Votar’, você é totalmente otimista quando declara que o maior épico da historia Americana será ‘a história de um povo que exigiu de seu governo, e de seu país, a partir de um ponto bem estabelecido, uma auto-serviência da oligarquia político industrial e de seus patrocinadores corporativos que, acima de tudo, procuram preservar seus status quo. Você também declara que essa é a ‘história de um povo que retorna a seu país pelos princípios da Lei Natural sobre a qual foi fundado’. Mas muitos de nós, onde quer que olhemos, vemos que nossos líderes agem fora da Lei Natural. Como nós, como indivíduos, podemos mudar a maré dos atuais acontecimentos que conduzem à degradação social e ambiental?

Dr. Hagelin: Infelizmente, como nação, tendemos a ter o governo que merecemos. É justamente o karma, especialmente numa democracia, onde nós é que elegemos o governo. Por isso, não podemos esperar um governo melhor a menos e até que despertemos as massas. É nisso que eu estou pessoalmente focalizado hoje, sobre o aumento da consciência coletiva da nação e do mundo. Isto pode soar como uma tarefa impossível, mas é mais fácil do que parece. Não é realmente necessário esclarecer a todos, ou mesmo alcançar a todos. Podemos alçar nosso poder, por intermédio daqueles que estejam acordados, podendo exercer uma influência desproporcional sobre a sociedade. Este é o poder da meditação coletiva. Grupos com experiência no Campo Unificado, de nossa realidade cósmica comum, potentemente estimulam este campo universal e têm um profundo efeito sobre o despertar de todos. Ele criam indomáveis ondas de positividade e paz. Cada grupo de meditação, repetidamente, demostrou reprimir a violência social e até mesmo a guerra aberta em áreas de conflito, como o Oriente Médio. Para mais informação sobre isto, vocês podem ler o excelente livro ‘Paz Permanente’ (Permanent Peace) de Robert M. Oates ou visitar o seu site http://www.createpermanentpeace.com.

The Share Guide: Você disse, em sua palestra de São Francisco, que nós devemos exercitar nossa Criatividade Cultural em nossa influência política. Para isso teremos que, na esfera política, aderir a um partido alternativo como o Partido Verde ou o Partido da Lei Natural, em vez de tentar reconstruir o Partido Democrático. O livro ‘Destruindo o Partido’, de Ralph Nader, mostra o quanto as probabilidades estão amontoadas contra esses partidos, mas eu tenho ouvido você dizer repetidamente que ‘os partidos alternativos empurram a nação para novas direções’. Você poderia cuidadosamente elaborar isso?

Dr. Hagelin: Noventa por cento de todas as idéias que nós gostamos em nossa democracia, originalmente, vieram de partidos alternativos. Esses partidos têm um poder que é desproporcional ao seus tamanhos. O Partido Democrático, durante décadas de liderança na Casa branca e no Senado, tem demonstrado a sua fidelidade a interesses particulares. Hoje, é demonstrado sua impotência em face a um Partido Republicano que intimida pela guerra. Mas a militância política sem uma profunda transformação em nossa consciência nacional, é também insuficiente para efetuar mudanças substanciais. Nós necessitamos mirar para a causa base da inércia e corrupção na política. Temos que elevar a consciência coletiva da nação.

The Share Guide: Existem outros partidos alternatives sérios além do Partido Verde e do Partido da Lei Natural? E o Partido Libertário e o Partido Reformista?

Dr. Hagelin: Esses partidos têm idéias que merecem ser ouvidas. De todos esses partidos, entretanto, o Partido da Lei Natural tem a mais completa e abrangente plataforma de estudos e soluções sustentáveis em harmonia com a Lei Natural,acrescido de um elenco de ativistas dedicados verdadeiramente maravilhoso. (Para mais informações visite http://www.naturallaw.org)

The Share Guide: Quais são suas sugestões de referência (livros e websites) e como nós podemos ficar informados do atual trabalho de meditação em grupo?

Dr. Hagelin: Meu livro, Manual for a Perfect Government, é conciso e ainda suficientemente compreensível. Recomendo um exame minucioso do Projeto para a Perpétua Paz Mundial, no website http://www.maharishi.invincibledefence.org. E, como mencionado antes, recomendo o livro Permanent Peace em http://www.createpermanentpeace.com.

Veja também dois vídeos selecionados de John Hagelin.

They’ve Seen the Future and Dislike the Present

Published: March 16, 2009

Two hours into Z-Day, the educational forum associated with the online movie “Zeitgeist,” Peter Joseph, the film’s director and the evening’s M.C., stepped out from behind his lectern and walked forward earnestly on the stage.

James Estrin/The New York Times

Peter Joseph, the director of two online “Zeitgeist” movies, was applauded after criticizing the global system of monetary finance.


James Estrin/The New York Times

Before the forum started, Jacque Fresco, 93, the 

futurist, talked with young admirers in the audience about his Venus Project.

In his goatee and mustache and tieless in a brown suit, Mr. Joseph had been lecturing for nearly 90 minutes on the unsustainable nature of the money-based economy — on cyclical consumption, planned obsolescence, corporate malfeasance and piles of poisonous waste. “It’s time that we wake up,” he intoned, speaking solemnly through a wireless clip-on mike. “The doomsday scenario, the big contraction, might be happening right now. The system of monetary exchange is — in the face of advancing technology — completely obsolete.”

This drew wild applause from the sold-out crowd, a patchwork of perhaps 900 people who paid $10 a head on Sunday night to sit in a packed auditorium at the Borough of Manhattan Community College on Chambers Street near the West Side Highway. Z-Day events were taking place from New England to New Zealand, but this was the big one: the marquee happening with the marquee names.

There, in the crowd, was Jacque Fresco, an industrial designer and the engineering guru of what people unironically called “the movement.” Mr. Fresco, an elfin 93-year-old, sat beside his partner, Roxanne Meadows, smiling self-effacingly.

Mr. Joseph, back on stage, waited patiently as some of the crowd, still cheering, refused to leave their feet.

If the election of Barack Obama was supposed to denote the gradual demise of churlish, corporate governance and usher in a new, sustainable era of visionary change, there was little sign of it at the second annual meeting of the Worldwide Zeitgeist Movement, which, its organizers said, held 450 sister events in 70 countries around the globe.

“The mission of the movement is the application of the scientific method for social change,” Mr. Joseph announced by way of introduction. The evening, which began at 7 with a two-hour critique of monetary economics, became by midnight a utopian presentation of a money-free and computer-driven vision of the future, a wholesale reimagination of civilization, as if Karl Marx and Carl Sagan had hired John Lennon from his “Imagine” days to do no less than redesign the underlying structures of planetary life.

In other words, a not entirely inappropriate response to the zeitgeist itself, which one young man, a philosophy student in a roomy purple blazer, described before the show began as “the world as we know it coming to an end.” As the evening labored on with a Power Point presentation, a panel talk with Mr. Fresco and a spirited question and answer session, some basic themes emerged: modern economics is a fraud; global debt will crush the planet; society itself is dying from the profit motive; and people ought to wise up to the fact that more than legislation — or presidential administrations — needs to change.

Though they were never actually shown — as most in attendance had seen them several times — Mr. Joseph’s two films, “Zeitgeist, the Movie” (released in 2007) and “Zeitgeist: Addendum” (released last fall), were the subtext of the evening: online documentaries that have been watched, he says, by 50 million people around the world.

The former may be most famous for alleging that the attacks of Sept. 11 were an “inside job” perpetrated by a power-hungry government on its witless population, a point of view that Mr. Joseph said he has recently “moved away from.” Indeed, the second film, the focus of the event, was all but empty of such conspiratorial notions, directing its rhetoric and high production values toward posing a replacement for the evils of the banking system and a perilous economy of scarcity and debt.

That’s where Mr. Fresco came in, an author, lecturer and former aircraft engineer at Wright-Patterson Air Force Base in Ohio who has spent the last six decades working on the Venus Project, a futuristic society where (adjust your seatbelts, now) machines would control government and industry and safeguard the planet’s fragile resources by means of an artificially intelligent “earthwide autonomic sensor system” — a super-brain of sorts connected to, yes, all human knowledge.

If this sounds vaguely like a disaster scenario out of “2001: A Space Odyssey,” Mr. Fresco did not seem worried in the least. Machines are unemotional and unaggressive, unlike human beings, he told the crowd during the question-and-answer phase. “If you took your laptop and smashed it in front of 50 other laptops, trust me, none of them would care.”

The audience — white, black, young, old, baseball caps and business suits alike — received such words like a tonic, and the questions kept coming: What would family life be like in the future? What would happen if the automated system decided that a person had to die? Mr. Fresco and Ms. Meadows are planning the production of a major feature film to bring the Venus Project to a wider, global audience. Before the night began, Mr. Fresco, a small man with a V-neck sweater and a hearing aid, sat signing books and answering questions from a dozen or so college students gathered like acolytes at his feet.

As the evening came to a close, someone finally asked: So what would it take to actually put such a program into action? A grassroots movement, Mr. Joseph said.

“We already have a quarter-million members,” he insisted from the stage. “At the rate things are going, this will be at Madison Square Garden next year.”