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O poder da meditação

Publicado: fevereiro 22, 2010 por Yogi em Culture, Media, Philosophy, Psy, Science, Tech, Tudo
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Isto É – O Poder da Meditação

Cilene Pereira e Maíra Magro

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

Ela chegou ao Ocidente como mais um item da lista de atrações exóticas do Oriente. Hoje, está se transformando em um dos mais respeitados recursos terapêuticos usados pela medicina que conhecemos. Está se falando aqui da meditação, uma prática milenar cujo principal objetivo é limpar a mente dos milhares de pensamentos desnecessários que por ela passam a cada minuto, ajudando o indivíduo a se concentrar no momento presente. É por essa razão que um de seus benefícios é o de ajudar as pessoas a lidar com sentimentos como a ansiedade. Mas o que se tem visto, de acordo com as numerosas pesquisas científicas a respeito da técnica, é que a meditação se firma cada vez mais como uma espécie de remédio – acessível e sem efeitos colaterais – indicado para um leque já amplo de enfermidades: da depressão ao controle da dor, da artrite reumatoide aos efeitos colaterais do câncer.

A inclusão da prática no rol de tratamentos da medicina ocidental é um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela figura entre as opções de centros renomados como o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, um dos centros de referência do planeta no tratamento da doença. Também está disponível na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde. No Brasil, o método começa a ganhar espaço, boa parte dele assegurado pela Política de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, implementada em 2006 pelo Ministério da Saúde. Ela incentiva o uso, pela rede pública, de uma série de práticas não convencionais – como a medicina tradicional chinesa, a acupuntura e a fitoterapia – para auxiliar no processo de cura. “Nessas diretrizes, a meditação está prevista como parte integrante da medicina chinesa”, explica a médica sanitarista Carmem De Simoni, coordenadora do programa.

FELICIDADE
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A atriz Cláudia Ohana, 46 anos, aderiu ao método há dez anos. Foi uma das formas que escolheu para diminuir a ansiedade, que lhe provoca irritação e dor de estômago. “Depois de uma semana de prática, fico mais tranquila e paciente.” Para ela, a técnica diminui o stress causado pelo excesso de trabalho e pela vida na cidade grande. “É praticamente uma pílula de felicidade”, afirma

Em Campinas, no interior de São Paulo, 20 postos de saúde oferecem treinamentos de meditação gratuitos à população. Em São Carlos, também no interior paulista, alguns postos públicos de atendimento começarão a ofertar este ano sessões usando uma técnica conhecida como atenção plena (Mindfulness-Based Stress Reduction, ou MBSR, em inglês), desenvolvida pelo Centro Médico da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. É baseada em exercícios de respiração e consciência corporal que ajudam o indivíduo a focar as percepções no momento presente. “Queremos incluir a prática em 30 unidades de saúde”, diz Marcelo Demarzo, chefe do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

“Meditadores têm habilidade singular para cultivar emoções positivas”
Eileen Luders, pesquisadora da Universidade da Califórnia

Outra experiência interessante no Brasil é o uso do método em escolas da rede estadual do ensino médio do Rio de Janeiro. Trata-se de uma iniciativa da Fundação David Lynch, criada pelo cineasta americano, com o objetivo de reduzir a violência nos colégios por meio da prática. Um projeto piloto com cerca de 750 crianças e adolescentes de 10 a 18 anos mostrou que ela contribui para o aumento da concentração e da criatividade. “Muitas relataram ainda benefícios como redução de crises de dor de cabeça”, diz Joan Roura, representante da entidade no Brasil.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, decidiu oferecer a prática tanto para pacientes quanto para funcionários, depois de testá-la por dois anos no setor de oncologia. “Nos pacientes em tratamento contra o câncer, notamos uma diminuição na ansiedade e maior disposição para enfrentar a doença”, afirma o médico Paulo de Tarso Lima. Ele é responsável pelo serviço de medicina integrativa no hospital, que promove a adoção de terapias complementares – entre elas, a meditação – para auxiliar no tratamento convencional.

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O movimento que se observa atualmente com a meditação é o mesmo experimentado pela acupuntura cerca de dez anos atrás. Da mesma forma que o método das agulhas, ela conquista o respeito da medicina tradicional porque tem passado nas provas de eficácia realizadas de acordo com a ciência ocidental. Isso quer dizer que, aos olhos dos pesquisadores, foi despida de qualquer caráter esotérico, mostrando-se, ao contrário, um recurso possível a todos – ninguém precisa ser guru indiano para praticá-lo – e de fato capaz de promover no organismo mudanças fisiológicas importantes.

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PREVENÇÃO
Em São Paulo, idosos usam o método como auxílio contra a hipertensão

A profusão de pesquisas que apontam algumas dessas alterações é grande. Os resultados mais impressionantes vêm dos estudos que se propõem a investigar seus efeitos no cérebro. Um exemplo é o trabalho realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica “NeuroImage”. Após compararem o cérebro de 22 meditadores com o de 22 pessoas que nunca meditaram, eles descobriram que os praticantes possuem algumas estruturas cerebrais maiores do que as dos não praticantes. Especificamente, hipocampo, tálamo e córtex orbitofrontal. As duas primeiras estão envolvidas no processamento das emoções. E a terceira região, no raciocínio. “Sabemos que as pessoas que meditam têm uma habilidade singular para cultivar emoções positivas”, disse à ISTOÉ Eileen Luders, do Laboratório de Neuroimagem da universidade. “As diferenças observadas na anatomia cerebral desses indivíduos nos deram uma pista da razão desse fenômeno.”

ALÍVIO CONTRA O CÂNCER A prática faz com que os pacientes
sintam menos náuseas após a quimioterapia

Na publicação “Psychological Science”, há outro trabalho interessante. Pesquisadores da Universidade George Mason constataram que a prática proporciona uma melhora significativa na memória visual. Normalmente, uma imagem é armazenada integralmente no cérebro por pouquíssimo tempo. Mas o estudo verificou que monges, habituados a meditar todos os dias, conseguem guardá-las – com riqueza de detalhes – até 30 minutos depois de praticar. “Isso significa que a meditação melhora muito este tipo de memória, mesmo após um certo período”, disse à ISTOÉ Maria Kozhenikov, autora do experimento. Essa habilidade transforma a técnica em um potencial instrumento para complementar o tratamento de doenças que prejudiquem a memória, como o mal de Alzheimer.

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

No Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, aqui no Brasil, pela técnica de ressonância magnética foram fotografados os cérebros de 100 voluntários, antes e depois de um retiro de uma semana para práticas diárias. “Na análise de uma primeira amostra, observamos que as áreas ligadas à atenção, como o córtex pré-frontal e o cíngulo anterior, ficaram mais ativadas após o treinamento”, afirma a bióloga Elisa Kozasa, responsável pela pesquisa. As regiões cerebrais eram observadas enquanto os voluntários realizavam testes para medir o quanto estavam atentos. “Houve uma tendência de maior número de acertos e mais velocidade nas respostas após a meditação”, explica a pesquisadora Elisa.

CONTROLE EM CENA
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O ator paulista Maurício Souza Lima, 43 anos, sofreu episódios frequentes de síndrome do pânico por mais de cinco anos. Chegou a tomar antidepressivos e tranquilizantes, mas não conseguia se livrar do distúrbio. Depois que a taquicardia e os tremores o atingiram em pleno palco, durante uma apresentação, há dez meses, ele buscou apoio na meditação transcendental. “Nunca mais tive uma crise”

Na área da oncologia, há várias evidências científicas de eficácia. Tome-se como exemplo o estudo feito na Universidade de Brasília pelo psiquiatra Juarez Iório Castellar. Ele investiga os efeitos do método em 80 pacientes com histórico de câncer de mama. Castellar pediu às participantes que preenchessem questionários para medir a qualidade de vida. Por meio da coleta de amostras de sangue e saliva antes e depois dos exercícios meditativos, ele também está acompanhando variações hormonais que indicam a situação da doença. “Um dos dados que já verificamos é que a meditação reduziu os efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos, insônia e inapetência”, afirma.

Outra frente de pesquisas tenta decifrar seu impacto nas doenças mentais. Novamente, as conclusões são bem animadoras. Na Universidade de Exeter, na Inglaterra, o pesquisador Willem Kuyken verificou que o método é uma opção concreta para auxiliar no controle da depressão a longo prazo. Depois de 15 meses comparando a evolução de pacientes que meditavam e tomavam remédios com a apresentada por aqueles que apenas usavam os antidepressivos, o cientista constatou que crises mais sérias ocorreram em 47% dos meditadores, enquanto entre os outros o índice foi de 60%. Na Universidade George Washington, nos Estados Unidos, a técnica provou-se uma aliada no tratamento de crianças com transtorno de hiperatividade e déficit de atenção. “Houve redução de 50% dos sintomas após três meses de prática”, disse à ISTOÉ Sarina Grosswald, coordenadora da pesquisa. Há ainda evidências de benefícios na luta contra transtornos alimentares como bulimia e dependência de drogas. “A meditação relaxa os dependentes e os torna mais fortes para resistir à vontade de consumir drogas”, explicou à ISTOÉ Elias Dakwar, do Instituto de Psiquiatria do Columbia-Presbyterian Medical Center, em Nova York, instituição que passou a usar o método recentemente.

DESCANSO GARANTIDO
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Há apenas três meses, o médico cearense Lúcio Guimarães Xavier, 37 anos, começou a meditar duas vezes ao dia, durante 20 minutos. Ele já nota uma melhora na sensação de bem-estar, na capacidade de concentração e na qualidade do sono. “Costumava ter insônia e hoje durmo muito bem.” Ele também se surpreendeu com o desaparecimento de um tremor nas mãos, que tinha desde criança

O segredo que possibilita efeitos dessa magnitude nestes tipos de patologias é o fato de a meditação ensinar o indivíduo a viver o presente, sem antecipar medos e sofrimentos. “E como o ato de pensar é ‘desligado’, a mente transcende seu estado ocupado e experimenta um profundo silêncio”, explica Sarina Grosswald. “O corpo, por sua vez, fica totalmente relaxado.” É este o mecanismo que também explica parte do seu poder contra a dor. “O método ajuda os pacientes a perceberem a dor e a deixá-la ir embora, sem se prender a ela”, disse à ISTOÉ Paula Goolkasian, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ela faz parte de uma equipe que estuda intensamente a relação entre dor e meditação e é autora de alguns artigos científicos a respeito do tema.

Permeando todos esses processos, porém, está a redução do stress proporcionada pelo método – e os benefícios advindos disso. O controle da tensão implica mudanças importantes na química cerebral, entre elas a diminuição da produção do cortisol. Liberado em situações de stress, o hormônio tem consequências danosas. Uma delas é a elevação da pressão arterial. Portanto, quanto menor sua concentração, mais baixas são as chances de hipertensão. E como a meditação diminui o stress, acaba reduzindo, indiretamente, a pressão. Este mecanismo explica por que a técnica contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, causadas, entre outras coisas, por uma pressão arterial acima dos níveis recomendados. Um estudo recente realizado na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, deu uma ideia desse potencial. Durante nove anos, os cientistas acompanharam 201 homens e mulheres com média de 59 anos de idade. Parte foi orientada a meditar todos os dias e o restante recebeu recomendação para mudar hábitos. Os meditadores tiveram 47% menos chance de morrer de um problema cardiovascular em comparação com os outros. Com base nesse resultado, o coordenador da pesquisa, Robert Schneider, considera que a descoberta equivale ao encontro de uma nova classe de “remédios” para evitar essas enfermidades. “Nesse caso, a medicação é derivada dos próprios mecanismos de cura do corpo e de sua farmácia interna”, disse à ISTOÉ.

FORÇA EXTRA Dependentes químicos que meditam ficam
mais fortes para resistir ao apelo das drogas

A ciência registrou ainda mais um impacto positivo da redução do stress promovida pelo método: o auxílio contra a Aids.A doença caracteriza-se pelo ataque do vírus HIV aos linfócitos CD-4 (células que integram o sistema de defesa do corpo). Por causa disso, o corpo fica mais vulnerável a infecções, podendo sucumbir a elas. Mas é sabido que outro inimigo dos exércitos de defesa é o stress: o hormônio cortisol enfraquece seu funcionamento. Por isso, diminuir a tensão é uma maneira de evitar que isso aconteça. Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas testaram a força da meditação para controlar o stress em pacientes com Aids e constataram que, também aqui, ela funciona. Eles selecionaram 48 pessoas soropositivas, divididas em dois grupos: um meditou e o outro, não. Após oito semanas, os que a praticaram não apresentavam perda de CD-4, ao contrário dos outros participantes. Isso revela que a meditação reduziu o stress. Dessa maneira, contribuiu para preservar o sistema imunológico dos pacientes, ajudando a retardar o avanço do HIV.

Uma das mais intrigantes abordagens de pesquisa é a que estuda a relação entre o método e o envelhecimento precoce. Os pesquisadores começaram a fazer essa associação a partir da certeza do vínculo entre o stress – ele de novo – e a ocorrência de uma deterioração celular acentua da. Partindo desse raciocínio, eles querem saber se a meditação também teria efeito indireto nesse mecanismo, já que atua sobre o stress. Cientistas da Universidade da Califórnia estão investigando se a redução do stress causada pela meditação poderia provocar um efeito benéfico sobre os telômeros – espécie de capa protetora das extremidades dos cromossomos cujo comprimento está associado ao grau de envelhecimento celular. Quanto mais comprido, menor o índice de desgaste. E um dos fatores de desgaste dos telômeros é o stress. Portanto, quanto menos stress, mais preservadas essas estruturas.

SEM EFEITO COLATERAL
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Diagnosticada com um câncer no intestino em 2005, a bióloga pernambucana Marta Gomes Rodrigues, 59 anos, teve de se submeter a diversas sessões de quimioterapia. Com a reincidência da doença pela quarta vez, ela decidiu aliar ao tratamento a prática da meditação. “Os efeitos colaterais dos medicamentos diminuíram e as náuseas acabaram”, diz

No Brasil, o interesse por esse tema, especificamente, também cresce. O médico José Antônio Esper Curiati, do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, coordena grupos de meditação para idosos “Estou medindo os efeitos da prática em aspectos como memória, humor e qualidade do sono”, diz. No Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo, o médico Fernando Bignardi é outro que acompanha os reflexos em indivíduos na terceira idade. “O que notamos de mais imediato é uma mudança na condição emocional”, relata. “Depois há uma melhora no sono, nas condições metabólicas e, finalmente, alterações clínicas que levam à melhora de doenças como hipertensão e diabetes.”

A experiência bem-sucedida incentivou Bignardi a desenvolver uma pesquisa mais ampla. A instituição acompanha a saúde de 1,5 mil idosos para verificar a relação entre estilo de vida, personalidade, cognição e doenças. A intenção agora é analisar como a prática meditativa interfere nessa equação – inclusive na incidência de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. A médica Edith Horibe, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, já indica a meditação para seus pacientes. “Sem dúvida, ela permite uma vida mais longa e com saúde”, afirma. “E a técnica não exige mudanças no estilo de vida”, completa Kleber Tani, diretor da seção carioca da Sociedade Internacional de Meditação.

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Rajneesh Chandra Mohan Jain (रजनीश चन्द्र मोहन जैन) (Índia11 de Dezembro de 1931 – 19 de Janeiro de 1990) foi o fundador de um movimento filosófico-religioso, primeiro na sua terra natal e mais tarde nos Estados Unidos da América. Durante a década de 1970 foi conhecido pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh e mais tarde como Osho.

Embora Rajneesh nunca tenha escrito nenhum livro, muitos foram publicados por transcrições de seus discursos e palestras, livros que até hoje fazem muito sucesso em muitos países, inclusive o Brasil, país que possui um pequeno mas muito ativo grupo de discípulos e simpatizantes, espalhados em muitos dos grandes centros e em algumas comunidades mais afastadas. Muitos desses discípulos exercem algum tipo de atividade terapêutica alternativa e divulgam suas principais meditações, como a chamadaMeditação Dinâmica. Alguns técnicos dizem tratar-se de um exercício aeróbico que promove embriaguez por hiperventilação. Outros, com experiência pessoal nessa técnica, dizem que a hiperventilação não causa embriaguês, mas muita disposição física durante todo o dia; não é aconselhável deitar ou sentar-se após esta técnica, mas cuidar das atividades da vida.

Seus discípulos (Sannyasins) o apresentam como um grande contestador e libertador. Seu ensinamento, sem dúvida, enfatizava bastante a busca de liberdade pessoal e apresentava uma atitude mordaz em relação à tradição e à autoridade estabelecida. Entretanto, isso não é apresentado como uma rebeldia sem causa, mas como um transbordamento possível, vindo da meditação.

É uma figura extremamente polêmica. Em boa parte, porque ele próprio raramente procurava apaziguar ou evitar conflitos. Ele nunca foi um moralista, enfatizando sempre a consciência individual e a responsabilidade de cada um por si mesmo. As pessoas que o ouviam, gostavam muito do que ele contestava com consciência, mas não assimilavam.

Membros do seu grupo foram acusados de, deliberadamente, causar uma intoxicação com salmonela na comunidade de Condado de Wasco (no Oregon), na seqüência de alegadas tentativas para obter vantagens nas eleições do condado. Os seus discípulos garantem que ele teria morrido por envenenamento de tálio radioativo, provocado na altura em que esteve preso, durante trinta dias, nos Estados Unidos, em 1985. Alguns órgãos da imprensa chegam a divulgar que Osho teria morrido deAids.

Nos EUA, respondeu por 35 acusações e foi condenado a dez anos de prisão com sursis. Foi expulso também da Grécia, foi rechaçado da Alemanha e da Espanha e só conseguiu entrar na Irlanda porque seu piloto alegou ter um doente a bordo. Sua secretária Sheela Birustiel-Silvermann (Ma Anad Sheela) foi extraditada da Alemanha, onde estava no cárcere em Bühl e foi condenada pelo tribunal federal de Portland (Oregon), em 1986, a quatro anos e meio de prisão por fraude e envenenamento alimentar.

[editar]Rajneesh segundo seus defensores

O pensamento de Rajneesh está exposto em mais de 1000 livros que podem elucidar sobre a sua filosofia. Segundo referem os seus admiradores, Osho não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotespolíticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem optimista que apontava para um futuro onde a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por conseqüência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio, recordando aquilo que a consciência imediata esqueceu. Segundo esta visão, a humanidade parece-se a um conjunto de cegos guiados por outros cegos (imagem que também faz parte do ideário cristão). Os seus seguidores reconhecem-no como uma das figuras mais importantes da história da humanidade, sendo injustiçado pela humanidade ignorante. Todo o trabalho de Osho é de desconstrução e silêncio. Desconstrução de dogmas arcaicos e amarras psicológicas que aprisionam e limitam o ser humano. Segundo Osho, todo o planeta (com raras exceções) está doente. Mas é uma doença auto-imposta. Liberdade é o fundamento de um homem auto-realizado e digno. O Silêncio, por sua vez é a comunhão da criatura com sua essência divina e pura. O silêncio é re-encontrado pela meditação, onde o homem experimenta seu verdadeiro ser. Os seus discípulos garantem que, depois de expulso dos Estados Unidos da América, Osho não conseguiu qualquer visto para permanência nos países que visitou após o incidente, devido a pressões norte-americanas. De facto, nenhuma das acusações feitas têm consistência objectiva – fruto apenas do temor e ódio das instituições representadas pelo governo norte-americano, referem os seus discípulos. Deixou o seguinte epitáfio: “OSHO.. Nunca nasceu…nunca morreu…apenas visitou este planeta Terra entre 1931 e 1990”.

Maheshani, meditate as being absorbed in the yoni cakra, with yoni on the tongue, yoni in the mind, yoni in the ears and yoni in the eyes. Mighty Lady, all sadhana is vain unless with the yoni. Therefore,reject other pujas and do Yoni Puja. Maheshani, there is no siddhi without devotion to the Guru – Yoni Tantra, X

The Tantrik tradition has come to be viewed as synonymous in the West with sexuality. And, to some extent, that’s the case in Asia too, mostly because of the pervasive influence of Western education. What is the truth?

The Web pages on this site cover a multitude of different subjects and this reflects the tantrik tradition which spans a huge range of topics.

Many interested in the topic, however, think tantra is equivalent to sex and focus on one specific rite, particular to the Kaula and Vamachara schools of tantra, and on the “five things”, the so-called Panchamakara, including sexual intercourse, that are part of it. Vatsyayana’s Kama Sutra, for instance, has little or nothing to do with the tantrik tradition but it is true that prior to the Muslim and Christian invasions of the sub-continent, the culture had a healthy interest in sexuality and also had the sensual language of Sanskrit to express it.

The first inconvenient point about the tantrik tradition is that in the overwhelming majority of texts, it is demanded that a practitioner be initiated by a guru (female or male), who belongs to a lineage or sampradaya. If someone practises tantrik rites, uses a mantra or yantra from books, without being competent (adhikara), not only is there no success, but, on the contrary, he or she is cursed by the goddess. Or so the texts say.

“Beguiled by false knowledge as propagated, certain persons, deprived of the guru-shishya tradition, imagine the nature of the Kuladharma according to their own intellect. If merely by drinking wine, men were to attain fulfilment, all addicted to liquor would reach perfection. If mere partaking of flesh were to lead to the high state, all the carnivores in the world would become eligible to immense merit. If liberation were to be ensured by sexual intercourse with a shakti, all creatures would become liberated by female companionship.” (Kularnava Tantra, II, 116- 118).

The possibility exists that it was comparatively late that the tantrik schools went “underground”. Judging from texts like the Kalika Purana, it seems that tantrik sexuality was a part of everyday life.

The panchamakara (five “m”s) are maithuna (intercourse), madya (liquor), mudra (bean), mamsa (flesh) and matsya (fish). They form part of a rite performed by those of the class called Viras (heroes). According to the tradition, practitioners fall into three classes: divya (divine), vira (heroic) and pashu (beastlike).

Yet the vira, or heroic sadhana, is only a part of the Kaula tradition and, if we believe the texts themselves, is only for a certain category of practitioners (sadhakas (m) and sadhvinis (f)) who can benefit from it. It is prohibited for the pashu, who is likely to misunderstand both it and its inner significance on a superficial level. For those not competent to practise this rite, it is poisonous.

Further, tantrik groups which do not fall into the Kulachara or Vamachara divisions, do not drink wine or use sex in a ritual context. Some may substitute ginger for flesh, milk for wine and the symbolic union of two flowers for copulation.

The influential Kaulavali Nirnaya Tantra, a digest of many of the greatest of the Kaula tantras, says that drinking is either divya, vira or pashu. The first is the realisation that the Goddess as wine-nectar is within, the second uses alcohol, while for the pashu it is prohibited as it is done without understanding. To a vira who wants to be liberated, ordinary prohibitions do not apply. Wine is Shakti and flesh is Shiva.

And the Kularnava Tantra says that the divine person, or divya, realises that wine flows from the 1,000 petal lotus, flesh is the sense of duality, fish is the disordering of the senses and sexual intercourse is the union of Kundalini with supreme Shiva. Indeed, the commentary to the famousKarpuradistotra goes further and says that true sexual intercourse is union with the goddess within. Intercourse with any other woman is adultery. That may be true for the divya, but not for the vira. (See Vira Sadhana)

These considerations make it clear that far from tantra being synonymous with sex, sexuality is a part of the sadhana (work on oneself) and the tradition, and then, perhaps, only at a certain stage and for a certain time.

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Michael Bond1
Nature 456, 170-171 (13 November 2008) | doi:10.1038/456170a; Published online 12 November 2008

J. BOURG/REUTERS/CORBIS

The Dalai Lama is keen for Buddhists and scientists to interact.

In the troubled relationship between science and religion, Buddhism represents something of a singularity, in which the usual rules do not apply. Sharing quests for the big truths about the Universe and the human condition, science and Buddhism seem strangely compatible. At a fundamental level they are not quite aligned, as both these books make clear. But they can talk to each other without the whiff of intellectual or spiritual insult that haunts scientific engagement with other faiths.

The disciplines are compatible for two reasons. First, to a large degree, Buddhism is a study in human development. Unencumbered by a creator deity, it embraces empirical investigation rather than blind faith. Thus it sings from the same hymn-sheet as science. Second, it has in one of its figureheads an energetic champion of science. The current Dalai Lama, spiritual leader of Tibetans, has met regularly with many prominent researchers during the past three decades. He has even written his own book on the interaction between science and Buddhism (The Universe in a Single Atom; Little, Brown; 2006). His motivation is clear from the prologue of that book, which Donald Lopez cites in his latest work

Not all scientists are convinced by the need for this dialogue, and some are profoundly suspicious. When the Society for Neuroscience invited the Dalai Lama to give the inaugural lecture at its 2005 annual meeting in Washington DC, more than 500 researchers signed a petition objecting. They claimed it was inappropriate for a religious leader to address a scientific meeting, and that the study of empathy and compassion and how meditation affects brain activity, on which the Dalai Lama had been invited to speak, was too flaky to be taken seriously (see

It is unclear if the petitioners’ motives were also political — many of the signatories were of Chinese origin — but their concerns over scientific integrity are hard to justify. Science has nothing to fear from a religious leader who has declared that should science prove some Buddhist concept wrong, “then Buddhism will have to change”. Lopez, whose book is more a history of the discourse between Buddhism and science than an examination of how the two inform each other, makes much of the Dalai Lama’s doctrinal flexibility. He suggests that this stems partly from the Tibetan leader’s desire to show that his religion is not the primitive superstition that many nineteenth-century European writers — and modern Chinese communists — have described. Perhaps so, but it must also derive from the Buddhist desire to know reality and not hide behind false assumptions about the world or our own nature.

During the past two decades, the Dalai Lama has directed his enthusiasm for modern scientific knowledge largely through the Mind and Life Institute, a non-profit organization based in Boulder, Colorado, which promotes dialogue and research partnerships between science and Buddhism. The institute holds regular private conferences at which scientists and Buddhists explore their respective views of the world. Pier Luigi Luisi’s book Mind and Life is a first-hand account of one of these meetings, held over a week in 2002 in Dharamsala, India, where the Dalai Lama lives. The discussion, entitled ‘the nature of matter, the nature of life’, covered everything from particle physics to the evolution and nature of consciousness. One glance at the guest list, which included the Nobel prize-winning physicist Steven Chu and the biologist Eric Lander, should dispel any doubts about how seriously the scientific community takes such collaborations.

Luisi, a biologist himself, does a fine job of capturing the ebb and flow of debate and the delicate dynamics of cross-cultural interaction. Some of the dialogue is riveting, in particular when the participants come up against each other’s characterization of reality. When Chu describes how physicists measure the properties of simple particles as if the particles were independent entities, there is a buzz of scepticism from the monks in the Tibetan benches; his depiction conflicts with the Buddhist idea that it makes sense to consider something only in terms of the parts or properties that make it up. What the monks want to know is whether, say, the electron “is really something out there that has those properties?” Chu responds: “we don’t actually ask that question!”

Buddhism seems to offer a kind of science of introspection.

What does science get from such an exchange? At the least, it encourages alternative ways of thinking about reality. Yet there is one area in which dialogue between Buddhists and scientists could lead to genuine advances in understanding: the study of consciousness. Here, Buddhism offers something that science lacks — a tried and tested way of observing and altering, through careful attention to meditation, the subjective workings of the mind. Neuroscientists can show how the practices used by meditators result in physiological changes in the brain, but as several of the Dharamsala conference participants attest in the book, neuroscience does not yet have the tools to explore the various states of consciousness they experience. Buddhism seems to offer a kind of science of introspection.

As a research exercise, the East–West discourse on consciousness sounds harmonious, but at a deep level, it is anything but. Both Luisi and Lopez identify this as an area of great conceptual divergence. Whereas cognitive science’s best guess is that consciousness is an emergent property of neuronal organization, Buddhists see it at some pure subtle level as not contingent on matter at all, but deriving instead from “a previous continuum of consciousness” — the Dalai Lama’s words — that transcends death and has neither beginning nor end. That is hard to test. Furthermore, it seems impossible for anyone to grasp such Buddhist notions of consciousness without experiencing them, because there is no way yet of quantifying them — and that means years of meditation. As Chu says in Mind and Life: “It’s like a physicist explaining electromagnetic waves to someone who doesn’t know mathematics.”

Despite this, Luisi’s depiction leaves you with the impression that if cognitive scientists and Buddhists can learn a little more of each other’s language, they might be on to something. Consciousness aside, the book is stimulating whatever your field or expertise, because it is likely to offer a way of looking at the world that you had not tried. Readers will also get a short, sharp primer into the nature of fundamental particles and the origins of life, and the philosophy behind Buddhist ethics. Lopez’s book, by contrast, is more likely to excite those seeking an in-depth analysis of Buddhism’s historical relationship with science. He purports to offer a ‘guide for the perplexed’ — presumably those who are perplexed that the two disciplines should be compatible at all. His scholarly treatment should provide succour, yet he gets off to a sticky start by pondering what it means to group the words ‘Buddhism’ and ‘science’ in the same phrase, concluding that it depends on “what one means by Buddhism, what one means by Science, and, not insignificantly, what one means by and”. It would take more than a week in Dharamsala to unpack that one.

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Buddhism and Science: for the alleviation of human suffering, we need both science and spirituality.

Nature 436, 1071; 2008

Top

Two books exploring the relationship between Buddhism and science reveal surprising synergies — and hint that insights into the brain may come from studying the religion’s practices, finds Michael Bond.

BOOK REVIEWEDBuddhism and Science: A Guide for the Perplexed

by Donald S. Lopez

University of Chicago Press: 2008. 280 pp. $25, £13

BOOK REVIEWEDMind and Life: Discussions with the Dalai Lama on the Nature of Reality

by Pier Luigi Luisi & Zara Houshmand

Columbia University Press: 2008. 232 pp. $24.95, £14.95

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