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O poder da meditação

Publicado: fevereiro 22, 2010 por Yogi em Culture, Media, Philosophy, Psy, Science, Tech, Tudo
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Isto É – O Poder da Meditação

Cilene Pereira e Maíra Magro

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

Ela chegou ao Ocidente como mais um item da lista de atrações exóticas do Oriente. Hoje, está se transformando em um dos mais respeitados recursos terapêuticos usados pela medicina que conhecemos. Está se falando aqui da meditação, uma prática milenar cujo principal objetivo é limpar a mente dos milhares de pensamentos desnecessários que por ela passam a cada minuto, ajudando o indivíduo a se concentrar no momento presente. É por essa razão que um de seus benefícios é o de ajudar as pessoas a lidar com sentimentos como a ansiedade. Mas o que se tem visto, de acordo com as numerosas pesquisas científicas a respeito da técnica, é que a meditação se firma cada vez mais como uma espécie de remédio – acessível e sem efeitos colaterais – indicado para um leque já amplo de enfermidades: da depressão ao controle da dor, da artrite reumatoide aos efeitos colaterais do câncer.

A inclusão da prática no rol de tratamentos da medicina ocidental é um fenômeno mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela figura entre as opções de centros renomados como o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, um dos centros de referência do planeta no tratamento da doença. Também está disponível na Clínica Mayo, outro respeitado serviço de saúde. No Brasil, o método começa a ganhar espaço, boa parte dele assegurado pela Política de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, implementada em 2006 pelo Ministério da Saúde. Ela incentiva o uso, pela rede pública, de uma série de práticas não convencionais – como a medicina tradicional chinesa, a acupuntura e a fitoterapia – para auxiliar no processo de cura. “Nessas diretrizes, a meditação está prevista como parte integrante da medicina chinesa”, explica a médica sanitarista Carmem De Simoni, coordenadora do programa.

FELICIDADE
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A atriz Cláudia Ohana, 46 anos, aderiu ao método há dez anos. Foi uma das formas que escolheu para diminuir a ansiedade, que lhe provoca irritação e dor de estômago. “Depois de uma semana de prática, fico mais tranquila e paciente.” Para ela, a técnica diminui o stress causado pelo excesso de trabalho e pela vida na cidade grande. “É praticamente uma pílula de felicidade”, afirma

Em Campinas, no interior de São Paulo, 20 postos de saúde oferecem treinamentos de meditação gratuitos à população. Em São Carlos, também no interior paulista, alguns postos públicos de atendimento começarão a ofertar este ano sessões usando uma técnica conhecida como atenção plena (Mindfulness-Based Stress Reduction, ou MBSR, em inglês), desenvolvida pelo Centro Médico da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. É baseada em exercícios de respiração e consciência corporal que ajudam o indivíduo a focar as percepções no momento presente. “Queremos incluir a prática em 30 unidades de saúde”, diz Marcelo Demarzo, chefe do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

“Meditadores têm habilidade singular para cultivar emoções positivas”
Eileen Luders, pesquisadora da Universidade da Califórnia

Outra experiência interessante no Brasil é o uso do método em escolas da rede estadual do ensino médio do Rio de Janeiro. Trata-se de uma iniciativa da Fundação David Lynch, criada pelo cineasta americano, com o objetivo de reduzir a violência nos colégios por meio da prática. Um projeto piloto com cerca de 750 crianças e adolescentes de 10 a 18 anos mostrou que ela contribui para o aumento da concentração e da criatividade. “Muitas relataram ainda benefícios como redução de crises de dor de cabeça”, diz Joan Roura, representante da entidade no Brasil.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, decidiu oferecer a prática tanto para pacientes quanto para funcionários, depois de testá-la por dois anos no setor de oncologia. “Nos pacientes em tratamento contra o câncer, notamos uma diminuição na ansiedade e maior disposição para enfrentar a doença”, afirma o médico Paulo de Tarso Lima. Ele é responsável pelo serviço de medicina integrativa no hospital, que promove a adoção de terapias complementares – entre elas, a meditação – para auxiliar no tratamento convencional.

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O movimento que se observa atualmente com a meditação é o mesmo experimentado pela acupuntura cerca de dez anos atrás. Da mesma forma que o método das agulhas, ela conquista o respeito da medicina tradicional porque tem passado nas provas de eficácia realizadas de acordo com a ciência ocidental. Isso quer dizer que, aos olhos dos pesquisadores, foi despida de qualquer caráter esotérico, mostrando-se, ao contrário, um recurso possível a todos – ninguém precisa ser guru indiano para praticá-lo – e de fato capaz de promover no organismo mudanças fisiológicas importantes.

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PREVENÇÃO
Em São Paulo, idosos usam o método como auxílio contra a hipertensão

A profusão de pesquisas que apontam algumas dessas alterações é grande. Os resultados mais impressionantes vêm dos estudos que se propõem a investigar seus efeitos no cérebro. Um exemplo é o trabalho realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica “NeuroImage”. Após compararem o cérebro de 22 meditadores com o de 22 pessoas que nunca meditaram, eles descobriram que os praticantes possuem algumas estruturas cerebrais maiores do que as dos não praticantes. Especificamente, hipocampo, tálamo e córtex orbitofrontal. As duas primeiras estão envolvidas no processamento das emoções. E a terceira região, no raciocínio. “Sabemos que as pessoas que meditam têm uma habilidade singular para cultivar emoções positivas”, disse à ISTOÉ Eileen Luders, do Laboratório de Neuroimagem da universidade. “As diferenças observadas na anatomia cerebral desses indivíduos nos deram uma pista da razão desse fenômeno.”

ALÍVIO CONTRA O CÂNCER A prática faz com que os pacientes
sintam menos náuseas após a quimioterapia

Na publicação “Psychological Science”, há outro trabalho interessante. Pesquisadores da Universidade George Mason constataram que a prática proporciona uma melhora significativa na memória visual. Normalmente, uma imagem é armazenada integralmente no cérebro por pouquíssimo tempo. Mas o estudo verificou que monges, habituados a meditar todos os dias, conseguem guardá-las – com riqueza de detalhes – até 30 minutos depois de praticar. “Isso significa que a meditação melhora muito este tipo de memória, mesmo após um certo período”, disse à ISTOÉ Maria Kozhenikov, autora do experimento. Essa habilidade transforma a técnica em um potencial instrumento para complementar o tratamento de doenças que prejudiquem a memória, como o mal de Alzheimer.

A técnica ganha espaço em instituições renomadas e prova ser eficaz contra um leque cada vez maior de doenças. Entre elas, a depressão, males cardíacos e até Aids

No Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, aqui no Brasil, pela técnica de ressonância magnética foram fotografados os cérebros de 100 voluntários, antes e depois de um retiro de uma semana para práticas diárias. “Na análise de uma primeira amostra, observamos que as áreas ligadas à atenção, como o córtex pré-frontal e o cíngulo anterior, ficaram mais ativadas após o treinamento”, afirma a bióloga Elisa Kozasa, responsável pela pesquisa. As regiões cerebrais eram observadas enquanto os voluntários realizavam testes para medir o quanto estavam atentos. “Houve uma tendência de maior número de acertos e mais velocidade nas respostas após a meditação”, explica a pesquisadora Elisa.

CONTROLE EM CENA
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O ator paulista Maurício Souza Lima, 43 anos, sofreu episódios frequentes de síndrome do pânico por mais de cinco anos. Chegou a tomar antidepressivos e tranquilizantes, mas não conseguia se livrar do distúrbio. Depois que a taquicardia e os tremores o atingiram em pleno palco, durante uma apresentação, há dez meses, ele buscou apoio na meditação transcendental. “Nunca mais tive uma crise”

Na área da oncologia, há várias evidências científicas de eficácia. Tome-se como exemplo o estudo feito na Universidade de Brasília pelo psiquiatra Juarez Iório Castellar. Ele investiga os efeitos do método em 80 pacientes com histórico de câncer de mama. Castellar pediu às participantes que preenchessem questionários para medir a qualidade de vida. Por meio da coleta de amostras de sangue e saliva antes e depois dos exercícios meditativos, ele também está acompanhando variações hormonais que indicam a situação da doença. “Um dos dados que já verificamos é que a meditação reduziu os efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas, vômitos, insônia e inapetência”, afirma.

Outra frente de pesquisas tenta decifrar seu impacto nas doenças mentais. Novamente, as conclusões são bem animadoras. Na Universidade de Exeter, na Inglaterra, o pesquisador Willem Kuyken verificou que o método é uma opção concreta para auxiliar no controle da depressão a longo prazo. Depois de 15 meses comparando a evolução de pacientes que meditavam e tomavam remédios com a apresentada por aqueles que apenas usavam os antidepressivos, o cientista constatou que crises mais sérias ocorreram em 47% dos meditadores, enquanto entre os outros o índice foi de 60%. Na Universidade George Washington, nos Estados Unidos, a técnica provou-se uma aliada no tratamento de crianças com transtorno de hiperatividade e déficit de atenção. “Houve redução de 50% dos sintomas após três meses de prática”, disse à ISTOÉ Sarina Grosswald, coordenadora da pesquisa. Há ainda evidências de benefícios na luta contra transtornos alimentares como bulimia e dependência de drogas. “A meditação relaxa os dependentes e os torna mais fortes para resistir à vontade de consumir drogas”, explicou à ISTOÉ Elias Dakwar, do Instituto de Psiquiatria do Columbia-Presbyterian Medical Center, em Nova York, instituição que passou a usar o método recentemente.

DESCANSO GARANTIDO
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Há apenas três meses, o médico cearense Lúcio Guimarães Xavier, 37 anos, começou a meditar duas vezes ao dia, durante 20 minutos. Ele já nota uma melhora na sensação de bem-estar, na capacidade de concentração e na qualidade do sono. “Costumava ter insônia e hoje durmo muito bem.” Ele também se surpreendeu com o desaparecimento de um tremor nas mãos, que tinha desde criança

O segredo que possibilita efeitos dessa magnitude nestes tipos de patologias é o fato de a meditação ensinar o indivíduo a viver o presente, sem antecipar medos e sofrimentos. “E como o ato de pensar é ‘desligado’, a mente transcende seu estado ocupado e experimenta um profundo silêncio”, explica Sarina Grosswald. “O corpo, por sua vez, fica totalmente relaxado.” É este o mecanismo que também explica parte do seu poder contra a dor. “O método ajuda os pacientes a perceberem a dor e a deixá-la ir embora, sem se prender a ela”, disse à ISTOÉ Paula Goolkasian, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Ela faz parte de uma equipe que estuda intensamente a relação entre dor e meditação e é autora de alguns artigos científicos a respeito do tema.

Permeando todos esses processos, porém, está a redução do stress proporcionada pelo método – e os benefícios advindos disso. O controle da tensão implica mudanças importantes na química cerebral, entre elas a diminuição da produção do cortisol. Liberado em situações de stress, o hormônio tem consequências danosas. Uma delas é a elevação da pressão arterial. Portanto, quanto menor sua concentração, mais baixas são as chances de hipertensão. E como a meditação diminui o stress, acaba reduzindo, indiretamente, a pressão. Este mecanismo explica por que a técnica contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, causadas, entre outras coisas, por uma pressão arterial acima dos níveis recomendados. Um estudo recente realizado na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, deu uma ideia desse potencial. Durante nove anos, os cientistas acompanharam 201 homens e mulheres com média de 59 anos de idade. Parte foi orientada a meditar todos os dias e o restante recebeu recomendação para mudar hábitos. Os meditadores tiveram 47% menos chance de morrer de um problema cardiovascular em comparação com os outros. Com base nesse resultado, o coordenador da pesquisa, Robert Schneider, considera que a descoberta equivale ao encontro de uma nova classe de “remédios” para evitar essas enfermidades. “Nesse caso, a medicação é derivada dos próprios mecanismos de cura do corpo e de sua farmácia interna”, disse à ISTOÉ.

FORÇA EXTRA Dependentes químicos que meditam ficam
mais fortes para resistir ao apelo das drogas

A ciência registrou ainda mais um impacto positivo da redução do stress promovida pelo método: o auxílio contra a Aids.A doença caracteriza-se pelo ataque do vírus HIV aos linfócitos CD-4 (células que integram o sistema de defesa do corpo). Por causa disso, o corpo fica mais vulnerável a infecções, podendo sucumbir a elas. Mas é sabido que outro inimigo dos exércitos de defesa é o stress: o hormônio cortisol enfraquece seu funcionamento. Por isso, diminuir a tensão é uma maneira de evitar que isso aconteça. Na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas testaram a força da meditação para controlar o stress em pacientes com Aids e constataram que, também aqui, ela funciona. Eles selecionaram 48 pessoas soropositivas, divididas em dois grupos: um meditou e o outro, não. Após oito semanas, os que a praticaram não apresentavam perda de CD-4, ao contrário dos outros participantes. Isso revela que a meditação reduziu o stress. Dessa maneira, contribuiu para preservar o sistema imunológico dos pacientes, ajudando a retardar o avanço do HIV.

Uma das mais intrigantes abordagens de pesquisa é a que estuda a relação entre o método e o envelhecimento precoce. Os pesquisadores começaram a fazer essa associação a partir da certeza do vínculo entre o stress – ele de novo – e a ocorrência de uma deterioração celular acentua da. Partindo desse raciocínio, eles querem saber se a meditação também teria efeito indireto nesse mecanismo, já que atua sobre o stress. Cientistas da Universidade da Califórnia estão investigando se a redução do stress causada pela meditação poderia provocar um efeito benéfico sobre os telômeros – espécie de capa protetora das extremidades dos cromossomos cujo comprimento está associado ao grau de envelhecimento celular. Quanto mais comprido, menor o índice de desgaste. E um dos fatores de desgaste dos telômeros é o stress. Portanto, quanto menos stress, mais preservadas essas estruturas.

SEM EFEITO COLATERAL
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Diagnosticada com um câncer no intestino em 2005, a bióloga pernambucana Marta Gomes Rodrigues, 59 anos, teve de se submeter a diversas sessões de quimioterapia. Com a reincidência da doença pela quarta vez, ela decidiu aliar ao tratamento a prática da meditação. “Os efeitos colaterais dos medicamentos diminuíram e as náuseas acabaram”, diz

No Brasil, o interesse por esse tema, especificamente, também cresce. O médico José Antônio Esper Curiati, do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, por exemplo, coordena grupos de meditação para idosos “Estou medindo os efeitos da prática em aspectos como memória, humor e qualidade do sono”, diz. No Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Federal de São Paulo, o médico Fernando Bignardi é outro que acompanha os reflexos em indivíduos na terceira idade. “O que notamos de mais imediato é uma mudança na condição emocional”, relata. “Depois há uma melhora no sono, nas condições metabólicas e, finalmente, alterações clínicas que levam à melhora de doenças como hipertensão e diabetes.”

A experiência bem-sucedida incentivou Bignardi a desenvolver uma pesquisa mais ampla. A instituição acompanha a saúde de 1,5 mil idosos para verificar a relação entre estilo de vida, personalidade, cognição e doenças. A intenção agora é analisar como a prática meditativa interfere nessa equação – inclusive na incidência de doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. A médica Edith Horibe, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, já indica a meditação para seus pacientes. “Sem dúvida, ela permite uma vida mais longa e com saúde”, afirma. “E a técnica não exige mudanças no estilo de vida”, completa Kleber Tani, diretor da seção carioca da Sociedade Internacional de Meditação.

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Rajneesh Chandra Mohan Jain (रजनीश चन्द्र मोहन जैन) (Índia11 de Dezembro de 1931 – 19 de Janeiro de 1990) foi o fundador de um movimento filosófico-religioso, primeiro na sua terra natal e mais tarde nos Estados Unidos da América. Durante a década de 1970 foi conhecido pelo nome de Bhagwan Shree Rajneesh e mais tarde como Osho.

Embora Rajneesh nunca tenha escrito nenhum livro, muitos foram publicados por transcrições de seus discursos e palestras, livros que até hoje fazem muito sucesso em muitos países, inclusive o Brasil, país que possui um pequeno mas muito ativo grupo de discípulos e simpatizantes, espalhados em muitos dos grandes centros e em algumas comunidades mais afastadas. Muitos desses discípulos exercem algum tipo de atividade terapêutica alternativa e divulgam suas principais meditações, como a chamadaMeditação Dinâmica. Alguns técnicos dizem tratar-se de um exercício aeróbico que promove embriaguez por hiperventilação. Outros, com experiência pessoal nessa técnica, dizem que a hiperventilação não causa embriaguês, mas muita disposição física durante todo o dia; não é aconselhável deitar ou sentar-se após esta técnica, mas cuidar das atividades da vida.

Seus discípulos (Sannyasins) o apresentam como um grande contestador e libertador. Seu ensinamento, sem dúvida, enfatizava bastante a busca de liberdade pessoal e apresentava uma atitude mordaz em relação à tradição e à autoridade estabelecida. Entretanto, isso não é apresentado como uma rebeldia sem causa, mas como um transbordamento possível, vindo da meditação.

É uma figura extremamente polêmica. Em boa parte, porque ele próprio raramente procurava apaziguar ou evitar conflitos. Ele nunca foi um moralista, enfatizando sempre a consciência individual e a responsabilidade de cada um por si mesmo. As pessoas que o ouviam, gostavam muito do que ele contestava com consciência, mas não assimilavam.

Membros do seu grupo foram acusados de, deliberadamente, causar uma intoxicação com salmonela na comunidade de Condado de Wasco (no Oregon), na seqüência de alegadas tentativas para obter vantagens nas eleições do condado. Os seus discípulos garantem que ele teria morrido por envenenamento de tálio radioativo, provocado na altura em que esteve preso, durante trinta dias, nos Estados Unidos, em 1985. Alguns órgãos da imprensa chegam a divulgar que Osho teria morrido deAids.

Nos EUA, respondeu por 35 acusações e foi condenado a dez anos de prisão com sursis. Foi expulso também da Grécia, foi rechaçado da Alemanha e da Espanha e só conseguiu entrar na Irlanda porque seu piloto alegou ter um doente a bordo. Sua secretária Sheela Birustiel-Silvermann (Ma Anad Sheela) foi extraditada da Alemanha, onde estava no cárcere em Bühl e foi condenada pelo tribunal federal de Portland (Oregon), em 1986, a quatro anos e meio de prisão por fraude e envenenamento alimentar.

[editar]Rajneesh segundo seus defensores

O pensamento de Rajneesh está exposto em mais de 1000 livros que podem elucidar sobre a sua filosofia. Segundo referem os seus admiradores, Osho não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotespolíticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem optimista que apontava para um futuro onde a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por conseqüência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio, recordando aquilo que a consciência imediata esqueceu. Segundo esta visão, a humanidade parece-se a um conjunto de cegos guiados por outros cegos (imagem que também faz parte do ideário cristão). Os seus seguidores reconhecem-no como uma das figuras mais importantes da história da humanidade, sendo injustiçado pela humanidade ignorante. Todo o trabalho de Osho é de desconstrução e silêncio. Desconstrução de dogmas arcaicos e amarras psicológicas que aprisionam e limitam o ser humano. Segundo Osho, todo o planeta (com raras exceções) está doente. Mas é uma doença auto-imposta. Liberdade é o fundamento de um homem auto-realizado e digno. O Silêncio, por sua vez é a comunhão da criatura com sua essência divina e pura. O silêncio é re-encontrado pela meditação, onde o homem experimenta seu verdadeiro ser. Os seus discípulos garantem que, depois de expulso dos Estados Unidos da América, Osho não conseguiu qualquer visto para permanência nos países que visitou após o incidente, devido a pressões norte-americanas. De facto, nenhuma das acusações feitas têm consistência objectiva – fruto apenas do temor e ódio das instituições representadas pelo governo norte-americano, referem os seus discípulos. Deixou o seguinte epitáfio: “OSHO.. Nunca nasceu…nunca morreu…apenas visitou este planeta Terra entre 1931 e 1990”.

Maheshani, meditate as being absorbed in the yoni cakra, with yoni on the tongue, yoni in the mind, yoni in the ears and yoni in the eyes. Mighty Lady, all sadhana is vain unless with the yoni. Therefore,reject other pujas and do Yoni Puja. Maheshani, there is no siddhi without devotion to the Guru – Yoni Tantra, X

The Tantrik tradition has come to be viewed as synonymous in the West with sexuality. And, to some extent, that’s the case in Asia too, mostly because of the pervasive influence of Western education. What is the truth?

The Web pages on this site cover a multitude of different subjects and this reflects the tantrik tradition which spans a huge range of topics.

Many interested in the topic, however, think tantra is equivalent to sex and focus on one specific rite, particular to the Kaula and Vamachara schools of tantra, and on the “five things”, the so-called Panchamakara, including sexual intercourse, that are part of it. Vatsyayana’s Kama Sutra, for instance, has little or nothing to do with the tantrik tradition but it is true that prior to the Muslim and Christian invasions of the sub-continent, the culture had a healthy interest in sexuality and also had the sensual language of Sanskrit to express it.

The first inconvenient point about the tantrik tradition is that in the overwhelming majority of texts, it is demanded that a practitioner be initiated by a guru (female or male), who belongs to a lineage or sampradaya. If someone practises tantrik rites, uses a mantra or yantra from books, without being competent (adhikara), not only is there no success, but, on the contrary, he or she is cursed by the goddess. Or so the texts say.

“Beguiled by false knowledge as propagated, certain persons, deprived of the guru-shishya tradition, imagine the nature of the Kuladharma according to their own intellect. If merely by drinking wine, men were to attain fulfilment, all addicted to liquor would reach perfection. If mere partaking of flesh were to lead to the high state, all the carnivores in the world would become eligible to immense merit. If liberation were to be ensured by sexual intercourse with a shakti, all creatures would become liberated by female companionship.” (Kularnava Tantra, II, 116- 118).

The possibility exists that it was comparatively late that the tantrik schools went “underground”. Judging from texts like the Kalika Purana, it seems that tantrik sexuality was a part of everyday life.

The panchamakara (five “m”s) are maithuna (intercourse), madya (liquor), mudra (bean), mamsa (flesh) and matsya (fish). They form part of a rite performed by those of the class called Viras (heroes). According to the tradition, practitioners fall into three classes: divya (divine), vira (heroic) and pashu (beastlike).

Yet the vira, or heroic sadhana, is only a part of the Kaula tradition and, if we believe the texts themselves, is only for a certain category of practitioners (sadhakas (m) and sadhvinis (f)) who can benefit from it. It is prohibited for the pashu, who is likely to misunderstand both it and its inner significance on a superficial level. For those not competent to practise this rite, it is poisonous.

Further, tantrik groups which do not fall into the Kulachara or Vamachara divisions, do not drink wine or use sex in a ritual context. Some may substitute ginger for flesh, milk for wine and the symbolic union of two flowers for copulation.

The influential Kaulavali Nirnaya Tantra, a digest of many of the greatest of the Kaula tantras, says that drinking is either divya, vira or pashu. The first is the realisation that the Goddess as wine-nectar is within, the second uses alcohol, while for the pashu it is prohibited as it is done without understanding. To a vira who wants to be liberated, ordinary prohibitions do not apply. Wine is Shakti and flesh is Shiva.

And the Kularnava Tantra says that the divine person, or divya, realises that wine flows from the 1,000 petal lotus, flesh is the sense of duality, fish is the disordering of the senses and sexual intercourse is the union of Kundalini with supreme Shiva. Indeed, the commentary to the famousKarpuradistotra goes further and says that true sexual intercourse is union with the goddess within. Intercourse with any other woman is adultery. That may be true for the divya, but not for the vira. (See Vira Sadhana)

These considerations make it clear that far from tantra being synonymous with sex, sexuality is a part of the sadhana (work on oneself) and the tradition, and then, perhaps, only at a certain stage and for a certain time.

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SÁBADO, 20 DE DEZEMBRO DE 2008

Uma entrevista com John Hagelin

Por Dennis Hughes, Share Guide Publisher   

John Hagelin, Ph.D. é uma autoridade mundial sobre os fundamentos da consciência humana. Sob a orientação de Maharishi Mahesh Yogi, ele tem dado grandes contribuições na reformulação sistemática da antiga ciência Vêdica da consciência. Perito na teoria do Campo Quântico Unificado, a contribuição científica do Dr. Hagelin no campo das partículas físicas e cosmologia inclui alguns dos mais citados trabalhos em Física.

Ele é o co-desenvolvedor daquilo que é agora considerado a principal candidata a Teoria do Campo Unificado, e dedica-se a aplicar as últimas descobertas científicas acerca da compreensão das leis naturais para o benefício individual e da sociedade. Em 1992, Dr. Hagelin aceitou ser presidente do recentemente formado Partido da Lei Natural (Natural Law Party). Sob a sua liderança, o partido se tornou o primeiro “partido alternativo” a alcançar “status” de partido nacional na Comissão Eleitoral Federal e ter seu candidato presidencial qualificado igualmente aos fundos federais

The Share Guide: Nós todos sabemos que o mundo está num estado frágil hoje, em muitos níveis. Que passos nós podemos dar como indivíduos para promover a saúde de nosso planeta?

Dr. John Hagelin: O impacto de nossas ações, individualmente e coletivamente, é inconcebivelmente vasto. Nós todos podemos apreciar, em alguma extensão, o impacto ambiental do comportamento poluidor. Mas, baseado naquilo que sabemos sobre o universe, o verdadeiro impacto de nossas ações é amplo demais. Por exemplo, a teoria do caos estabelece que nossos muitos minutes de ação podem ter incalculavelmente largos efeitos. Isso coloca uma grande carga de responsabilidade em todos. Exercitar a consideração do senso comum e tomar cuidados com nosso ambiente é um bom começo. Mas se nós realmente queremos proteger nosso planeta contra os efeitos negatives do comportamento humano, devemos fazer nosso pensamento e ação, espontaneamente, ficar de acordo com a Lei Natural. Devemos alinhar nosso comportamento com a Inteligência Universal que governa o universo e sustenta milhões de espécies na Terra. Felizmente, é natural um comportamento espontâneo alimentador da vida, a fisiologia do cérebro humano dificilmente etá conectada à experiência da Iluminação (os os mais elevados estados da consciência em que nós diretamente experimentamos e nos tornamos conectados com a Inteligência Cósmica, ou Campo Unificado na terminologia da física moderna. O desenvolvimento de nosso potencial cerebral total e a resultante expansão da compreensão humana como Ser Universal, devem ser o alvo da Educação hoje.

The Share Guide: Campo Unificado é outro termo para a Consciência Cósmica?

Dr. John Hagelin: O Campo Unificado é o mais profundo nível da realidade física descoberto pela Ciência. É um campo universal de inteligência da Natureza que governa o vasto universo em perfeita ordem. Consciência Cósmica é o estado de Iluminação, um estado de consciência humana em que a mente individual experimenta (e se identifica com) a inteligência universal. Nesse estado, o ego individual expande-se para se tornar o Cosmos. Todos os indivíduos são indivíduos Cósmicos e suas ações são suportadas espontaneamente por toda a vida.

The Share Guide: Estou interessado na conexão entre a meditação individual e o Campo Unificado. Como isso se dá, em relação com a prática de meditação diária? E como isso se transforma em criação de paz no mundo?

Dr. John Hagelin: A conexão é simples. Durante a meditação, a consciência rapidamente se expande para uma experiência de consciência universal (o Campo Unificado). A consciência individual se identifica temporariamente com a consciência universal no mais simples estado de consciência, o estado que os fisiologistas chamam “pura consciência”. Entretanto, nem todas as técnicas de meditação atingem essa experiência de pura consciência. Minhas observações foram com práticas de meditação que facilitam esta experiência fundamental de uma maneira eficaz e eficiente. Entre essas práticas está a Meditação Transcendental (MT) desenvolvida por Maharishi Mahesh Yogi, extensivamente procurada e amplamente praticada. Ela é segura, altamente eficaz e universal; funciona para pessoas de todas as convicções religiosas e culturais.

The Share Guide: Na palestra que você deu ano passado em São Francisco, você disse que “grupos de meditação agora são uma tecnologia comprovada para a paz, ao mesmo tempo em que nossa tecnologia de armamento pode assegurar a destruição”. Por favor explique!

Dr. Hagelin:

Mais de 50 estudos, publicados nos mais apreciados jornais científicos, têm demonstrado repetidamente que grupos de meditação podem vencer a violência e a guerra, em áreas de conflito. Neutraliza as tensões religiosas, étnicas e políticas em seu início, que são o combustível social do conflito. Já é demonstrado que previne o terrorismo global e reduz o crime, a violência doméstica e todas as negatividades nascidas do estresse social agudo.

The Share Guide: Muitos de nós entendemos que a meditação desenvolve nossa invencibilidade natural às idas e vindas de nossa vida diária. Mas desse estado de calma, como funciona o “princípio da proporcionalidade” do grupo de meditação?

Dr. Hagelin:

Quando dois alto-falantes próximos emitem o mesmo som, estas ondas sonoras se somam construtivamente. Eles produzem um volume equivalente a quatro alto-falantes (o quadrado do número de alto-falantes que são dois). Este é um princípio universal de comportamento de onda. Quando uma ondulação no Campo Unificado é gerada por indivíduos em proximidade física íntima, o poder das ondas combinadas deles/delas cresce como o quadrado do número de indivíduos. Isto é o que a pesquisa confirma. Por causa disto, grupos relativamente pequenos podem ter um impacto social enorme. Realmente, 8,000 indivíduos meditando juntos por períodos extensos podem transformar eventos mundiais. Isto tem sido rigorosamente demonstrado.

The Share Guide: Eu sei que você está trabalhando em um plano para colocar isto em ação. Por favor discuta o programa em que milhares de pandits vão meditar durante o ano todo na Índia!

Dr. Hagelin: 8.000 especialistas em meditação, em dedicação exclusiva, podem mudar o destino de civilização. Isto tem sido amplamente demonstrado. Estamos aumentando o número para 40.000 apenas por um fator de segurança.Um pandit védico é um meditador que, além de sua prática de Meditação Transcendental pratica o Vôo Iogue, práticas avançadas de promoção da paz que são tecnologias avançadas da antiga sabedoria Vêdica conhecidas como Yagyas. Estes Yagyas reforçam o impacto da paz mundial obtida pela meditação. Tenho levantado fundos para estabelecer esse grupo permanente de 8.000 a 40.000 de meditadores profissionais, em dedicação exclusiva, na Índia, onde é muito rentável. Obtivemos cerca de US$ 90 milhões, que é suficiente para sustentar quase 8.000 pessoas. Uma vez conseguindo reunir e treinar esse grupo, prevejo que vislumbraremos um mundo totalmente novo. Espero consegui-lo até Primavera de 2003. Rezo para que América e o mundo possam evitar qualquer confronto desastroso até lá.

The Share Guide: O que é o Vôo Iogue?

Dr. Hagelin: É uma técnica avançada de Meditação Transcendental derivado do Yoga Sutra de Patañjali. Durante a prática, o corpo, involuntariamente, começa a saltar, a partir da posição de lótus, num esforço espontâneo para voar. Historicamente, essa prática tem sustentação na habilidade corporal de flutuar e voar. É praticada hoje porque pesquisas demonstram que essa é a mais poderosa técnica de redução do estresse e conflito social. É uma tecnologia para a paz mundial.

The Share Guide: O que você quer dizer quando diz que a meditação é um quarto estado da consciência, distinto dos três estados conhecidos: vigília, sonho e sono? E, por favor, fale sobre o quinto estado, consciência transcendental ou iluminação!

Dr. Hagelin: Pura Consciência, a experiência direta do Campo Unificado, é um quarto estado de consciência, fisiologicamente e subjetivamente diferente da vigília, sonho e sono. Essa descoberto e publicado pela primeira vez em 1970, por Robert Keith Wallace e colaboradores. Mas, em primeiro lugar, essa experiência é um estado temporário. Com a prática regular de meditação, a experiência de consciência universal se torna permanentemente estabelecida, de forma que a percebemos durante a vigília, o sonho e o sono. Isso, então, constitui um quinto estado da consciência humana, tradicionalmente conhecido como Iluminação. Neste estado de 24 horas de felicidade, todas as ações estão em plena sintonia com a Lei Natural, que espontaneamente dá suporte à vida.

The Share Guide: Muitas pessoas são céticas quanto ao conceito de que grupos de meditação têm um efeito na paz mundial, e podem não aceitar os estudos citados em sua lista de pesquisas. Como você responde a esse ceticismo?

Dr. Hagelin: Não se trata de mera opinião. O método científico possui métodos incontestáveis de estabelecer fatos científicos, através de rigorosa experimentação. A eficácia de grupos de meditação em reduzir o crime e a guerra tem sido extensivamente estudado e rigorosamente estabelecido, mais do que qualquer fenômeno na história da ciência social. É um fato científico; não existe nenhum espaço para argumentação!

The Share Guide: Como nós percebemos, quando meditando, que não estamos conectados com nosso Self e sim com a Consciência Cósmica?

Dr. Hagelin: A experiência de Pura Consciência é auto-evidente e óbvia. Tal como acontece quando você desperta e sabe que está acordado. Se você não está absolutamente certo que você está acordado, existem chances de você estar sonhando. Da mesma forma, se você não tiver certeza de que está experimentando a Pura e Ilimitada Consciência, você provavelmente não a estará. Pode ser o momento de tentar um sistema mais eficaz de meditação.

The Share Guide: Você recomenda o conceito de “por entre parênteses” na sua atividade diária períodos de meditação de manhã e à noite. Isso lhe permite relaxar na sua natureza eterna por meio da meditação e desempenhar ações em todo o mundo deste ponto vantajoso.

Dr. Hagelin: Sim, é uma rotina maravilhosa. A experiência regular da Pura Consciência é necessária para estabilizá-la, através disso, alcançar a Iluminação.

The Share Guide: Você tem sido candidato presidencial. No livro ‘Uma Razão para Votar’, você é totalmente otimista quando declara que o maior épico da historia Americana será ‘a história de um povo que exigiu de seu governo, e de seu país, a partir de um ponto bem estabelecido, uma auto-serviência da oligarquia político industrial e de seus patrocinadores corporativos que, acima de tudo, procuram preservar seus status quo. Você também declara que essa é a ‘história de um povo que retorna a seu país pelos princípios da Lei Natural sobre a qual foi fundado’. Mas muitos de nós, onde quer que olhemos, vemos que nossos líderes agem fora da Lei Natural. Como nós, como indivíduos, podemos mudar a maré dos atuais acontecimentos que conduzem à degradação social e ambiental?

Dr. Hagelin: Infelizmente, como nação, tendemos a ter o governo que merecemos. É justamente o karma, especialmente numa democracia, onde nós é que elegemos o governo. Por isso, não podemos esperar um governo melhor a menos e até que despertemos as massas. É nisso que eu estou pessoalmente focalizado hoje, sobre o aumento da consciência coletiva da nação e do mundo. Isto pode soar como uma tarefa impossível, mas é mais fácil do que parece. Não é realmente necessário esclarecer a todos, ou mesmo alcançar a todos. Podemos alçar nosso poder, por intermédio daqueles que estejam acordados, podendo exercer uma influência desproporcional sobre a sociedade. Este é o poder da meditação coletiva. Grupos com experiência no Campo Unificado, de nossa realidade cósmica comum, potentemente estimulam este campo universal e têm um profundo efeito sobre o despertar de todos. Ele criam indomáveis ondas de positividade e paz. Cada grupo de meditação, repetidamente, demostrou reprimir a violência social e até mesmo a guerra aberta em áreas de conflito, como o Oriente Médio. Para mais informação sobre isto, vocês podem ler o excelente livro ‘Paz Permanente’ (Permanent Peace) de Robert M. Oates ou visitar o seu site http://www.createpermanentpeace.com.

The Share Guide: Você disse, em sua palestra de São Francisco, que nós devemos exercitar nossa Criatividade Cultural em nossa influência política. Para isso teremos que, na esfera política, aderir a um partido alternativo como o Partido Verde ou o Partido da Lei Natural, em vez de tentar reconstruir o Partido Democrático. O livro ‘Destruindo o Partido’, de Ralph Nader, mostra o quanto as probabilidades estão amontoadas contra esses partidos, mas eu tenho ouvido você dizer repetidamente que ‘os partidos alternativos empurram a nação para novas direções’. Você poderia cuidadosamente elaborar isso?

Dr. Hagelin: Noventa por cento de todas as idéias que nós gostamos em nossa democracia, originalmente, vieram de partidos alternativos. Esses partidos têm um poder que é desproporcional ao seus tamanhos. O Partido Democrático, durante décadas de liderança na Casa branca e no Senado, tem demonstrado a sua fidelidade a interesses particulares. Hoje, é demonstrado sua impotência em face a um Partido Republicano que intimida pela guerra. Mas a militância política sem uma profunda transformação em nossa consciência nacional, é também insuficiente para efetuar mudanças substanciais. Nós necessitamos mirar para a causa base da inércia e corrupção na política. Temos que elevar a consciência coletiva da nação.

The Share Guide: Existem outros partidos alternatives sérios além do Partido Verde e do Partido da Lei Natural? E o Partido Libertário e o Partido Reformista?

Dr. Hagelin: Esses partidos têm idéias que merecem ser ouvidas. De todos esses partidos, entretanto, o Partido da Lei Natural tem a mais completa e abrangente plataforma de estudos e soluções sustentáveis em harmonia com a Lei Natural,acrescido de um elenco de ativistas dedicados verdadeiramente maravilhoso. (Para mais informações visite http://www.naturallaw.org)

The Share Guide: Quais são suas sugestões de referência (livros e websites) e como nós podemos ficar informados do atual trabalho de meditação em grupo?

Dr. Hagelin: Meu livro, Manual for a Perfect Government, é conciso e ainda suficientemente compreensível. Recomendo um exame minucioso do Projeto para a Perpétua Paz Mundial, no website http://www.maharishi.invincibledefence.org. E, como mencionado antes, recomendo o livro Permanent Peace em http://www.createpermanentpeace.com.

Veja também dois vídeos selecionados de John Hagelin.

Meditações na  Filosofia Primeira. 

 

Veja também: 

Meditações Metafísicas

The Epistemological Foundation – Descartes’ God