Posts com Tag ‘kuomintang’

Abaixo trecho muitíssimo interessante de um texto sobre a complexidade do debate em torno da  “indústria das drogas”.  Os autores são do Instituto Giovanni Falcone. Vai de Kuomintang, comunismo, CIA à Bush e FHC. Vale o clique.  Além disso o site é rico em conteúdo de boa qualidade. 

 

www.ibgf.org.br

Por IBGF/WFM – “Bodes Expiatórios – usuários como culpados”

“Não são novos a cumplicidade e o incentivo da CIA aos traficantes de drogas e de armas de fogo. Nos anos 40 e 50, a CIA apoiou o chamado Exército Nacionalista Chinês (Kuomintang), que combateu ferozmente os maoístas. Os recursos do Kuomintang provinham de “taxas” cobradas pela produção e pelo tráfico do ópio. Portanto, procedimento igual ao empregado, na Colômbia, pelas guerrilhas e pelos paramilitares.

Nos anos 60, a CIA apoiou, no Laos, a guerrilha anticomunista conduzida pelo Patet Lao e as ações eram financiadas pelo comércio ilegal do ópio. A mesma CIA, nos anos 80, consentiu a venda de crack nos guetos pobres de Los Angeles e os temporários traficantes nicaragüenses repassavam os lucros às milícias anti-sandinistas. Esse episódio, denunciado no Congresso americano, foi apurado pela própria CIA e arquivado sem satisfações.

No Peru, Vladimiro Montesinos, ministro e agente da CIA, sustentou a ditadura Fujimori, apesar de ser apontado como traficante internacional de drogas. E Montesinos só se complicou quando vendeu armas para a guerrilha colombiana e acabou descoberto pela própria CIA.

O militarizado Plano Colômbia, rebatizado por Bush de Iniciativa Regional Andina, tem um rico budget destinado à erradicação química da folha de coca, matéria-prima para o preparo do cloridrato de cocaína e fonte de sustentação das guerrilhas colombianas de esquerda. Na invasiva política de drogas dos EUA, o tratamento dado atualmente ao Afeganistão, maior produtor de ópio, difere substancialmente do conferido à Colômbia, maior produtora de cocaína. Nos anos 80, o então presidente americano Ronald Reagan tornou-se famoso ao declarar “Guerra contra as Drogas Internacionais”. Para justificá-la, culpou os países que permitiam a oferta e prometeu, manu militare, erradicar as áreas de cultivo e combater os traficantes, sem fronteiras. Na verdade, Reagan usou a droga como fonte geradora de capitais para contrastar o “perigo comunista”. E também como pretexto para controlar territórios e violar soberanias.

Diante de tantas ambigüidades, não se deve estranhar o fato de os norte-americanos continuarem a ser os maiores consumidores de drogas do planeta. Pior é que essa oportunista política de culpas, militarizada e criminalizante, acabou sendo imposta, em 1961, aos Estados membros da ONU, por meio da ainda vigorante Convenção Única sobre Entorpecentes.”

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From Wikipedia, the free encyclopedia

 The Blue Sky with a White Sun (Chinese青天白日pinyin: Qīng tīan bái rì) serves as the design for the party flag and emblem of the Kuomintang (KMT), the canton of the flag of the Republic of China, the national emblem of the Republic of China (ROC), and as the naval jack of the ROC Navy.

In the “Blue Sky with a White Sun” symbol, the twelve rays of the white Sun representing the twelve months and the twelve traditional Chinese hours (時辰 shíchen), each of which corresponds to two modern hours (小時 xiǎoshí, literal meaning: “little shi“) and symbolizes the spirit of progress.

The “Blue Sky with a White Sun” flag was originally designed by Lu Hao-tung, a “martyr” of the Republican revolution. He presented his design to represent the revolutionary army at the inauguration of the Society for Regenerating China, an anti-Qing society in Hong Kong, on February 211895. In 1905, Sun Yat-sen added a red field to the design to create what would become the current flag of the Republic of China.

During the Wuchang Uprising in 1911 that heralded the Republic of China, the various revolutionary armies had different flags. Lu Hao-tung’s “Blue Sky with a White Sun” flag was used in the provinces of Guangdong,GuangxiYunnan, and Guizhou, while the “18-Star Flag“, “Five-Colored Flag“, and other designs were used elsewhere.

 National Emblem of the Republic of China

When the government of the Republic of China was established on January 11912, The “Five-Colored” flag was adopted as the national flag, but Sun Yat-sen did not consider its design appropriate, reasoning that horizontal order implied a hierarchy or class like that which existed during dynastic times. Thus, when he established a rival government inGuangzhou in 1917, he brought over the “Blue Sky with a White Sun” flag for the party and the “Blue Sky, White Sun, and a Wholly Red Earth” (then the naval ensign) for the nation. This officially became the national flag in 1928, and continued to serve as the naval ensign; the “Blue Sky with a White Sun” flag was adopted as the naval jack at the same time.

In the early years of the Republic, under the KMT’s political tutelage, the KMT party flag shared the same prominence as the ROC flag. A common wall display consisted of the KMT flag perched on the left and the ROC flag perched on the right, each tilted at an angle with a portrait of National Father Sun Yat-sen displayed in the center.

Since the ROC government moved to Taiwan and especially in the years since the end of martial law the KMT flag has lost some of its prominence. However, it is still frequently seen in political rallies and other meetings of KMT and the pan-blue coalition.

The flag and the KMT party emblem made news during the ROC legislative elections of 2004, when President Chen Shui-bian suggested that the Kuomintang’s flag and party emblem violated the ROC’s National Emblem Law for being too similar to the national emblem of the Republic of China. Chen stated that the law forbids the ROC’s emblem and flag from being used by non-governmental organizations and warned that the KMT would have three months to change its flag and emblem if his Democratic Progressive Party won a majority of seats in the legislature. The KMT responded by asking the government to change the national emblem, saying the KMT emblem existed first. However, the pan-green coalition failed to win a majority, and Chen took no action for the remainder of his presidency.

Party Emblem of the Kuomintang

Ocorreram duas Guerras do Ópio: a primeira no período 1839-1842 e a segunda no período 1856-1860. Foram guerras entre a China e a Grã-Bretanha. A primeira guerra do ópio foi iniciada pela Grã-Bretanha usando como motivo o combate feito pelo imperador e líder chinês ao contrabando de ópio com a prisão, expulsão dos traficantes e apreensão do ópio contrabandeado. O contrabando de ópio era praticado principalmente pelos comerciantes ingleses situados em Cantão. Com a vitória da Inglaterra a China foi forçada a assinar o Tratado de Nanquim em 1842 pelo qual foi humilhantemente submetida a franquear ao comércio com a Inglaterra cinco portos e a extinguir a sua firma comercial encarregada de efetuar o comércio com os empresários ocidentais e pagar uma indenização de guerra e entregar ao domínio inglês a ilha de Hong-Kong, além de permitir que em cada um dos cinco portos permanecesse fundeado um navio de guerra inglês.
A segunda guerra do ópio teve como motivo o fato de oficiais chineses terem revistado um navio de bandeira inglesa. Nesta segunda campanha a Grã-Bretanha teve como aliada a França. Com a derrota da China foi imposto o Tratado de Tianjin que obrigou a China a abrir mais 11 portos ao comércio com as potências ocidentais, a garantir liberdade de movimentação aos mercadores europeus e aos missionários cristãos. de Marxist Internet Archive

A Guerra do Ópio, Sun Yat-sen e os Três Princípios do Povo (16/11)

Uma boa leitura para os dias que correm é sobre a formação da China moderna. Invejam a prosperidade e o crescimento chineses, mas as vitórias atuais da China são resultado de um longo processo de consolidação do Estado nacional. Se você tiver tempo, saiba o que era a China do século 19 lendo sobre as Guerras do Ópio. E conheça um pouco do fundador da China moderna, o nacionalista Sun Yat-sen, com os seus Três Princípios do Povo. São o direito à soberania, à democracia e ao bem-estar. Note que eles se encaixam perfeitamente no que poderia ser um programa de governo progressista para o Brasil. Do Blog do Alon

Recomendo a leitura da matéria “A Nova Guerra do Ópio”, falando de Irã, Afeganistão, Russia e EUA, do Le Monde diplomatique Brasil. Clique aqui para ler o texto completo.

 

“Situado na rota do ópio, entre os campos de papoula do Afeganistão e o mercado europeu da heroína, o Irã está numa verdadeira guerra contra o tráfico. Mas a repressão é quase inútil. Única solução: estimular lavouras alternativas nos campos afegãos”. Cédric Gouverneur

A Revolução Cultural

A polêmica Revolução Cultural (1966-1969), empreendida por Mao Tsé-Tung com o apoio de sua esposa, Jiang Qing, destituiu os quadros do Partido Comunista Chinês, que queriam uma linha política e econômica mais moderada. Em 1968, Mao Tsé-tung destituiu Liu Shaoqi e, em 1971, tirou do poder seu sucessor,Lin Biao. Foram criados os guardas vermelhos, que se fundamentavam no chamado Livro Vermelho, que continha citações de Mao.

Mais tarde, apoiou a política de Zhou Enlai, consolidando o crescimento econômico e ultrapassando o isolamento da China. Em 1972, recebeu o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em Pequim. Nos últimos anos de vida, com a saúde seriamente afetada, caiu sob a influência da facção radical do partido (Bando dos Quatro), organizada em torno de Jiang Qing. Apesar da desmaoização iniciada após sua morte, Mao Tsé-Tung teve especial aceitação nos países do Terceiro Mundo como teórico da guerra popular revolucionária.

Mao Tse-Tung na wiki em PT.

Mao Zedong na wiki em EN. 

 

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Esse é o nome do partido comunista que governa Taiwan. O líder chinês na Guerra do Ópio foi general do partido. Logo após a “reconquista” da China contra os Inglêses, quando ingressaram no século da vergonha, com a perda de Hong-Kong para a inglaterra, muitos migraram e constituiram Taiwan. Quem quiser ler mais, sugiro wiki em português e wiki em inglês. A definição abaixo é do Dicionário Político, mantido pela Marxists Internet Archive.

O Kuomintang (Partido Nacionalista do Povo) foi fundado na China em 25 de agosto de 1912, teve sua origem na “Liga Revolucionária Unida” (Tongmenghui) fundada em 20 de agosto de 1905, que por sua vez foi originada da “Sociedade para o Despertar da China” (Xingzhonghui) fundada em 24 de novembro de 1894. Sun Yatsen esteve à frente da fundação de todas estas organizações. Após a sua morte, assumiu a liderança do Kuomintang Chiang Kai-shek.

Chinês que arrematou bronzes de Yves Saint-Laurent diz que vai dar calote
da BBC Brasil

Um homem que arrematou duas estatuetas de bronze chinesas no leilão da coleção particular do estilista francês Yves Saint-Laurent em Paris disse que não pretende pagar pelas peças pois elas seriam propriedade do governo chinês.

As peças, uma cabeça de coelho e uma cabeça de rato, foram leiloadas na semana passada por 15,7 milhões de euros (cerca de R$ 47 milhões) pela Christie’s.

As estatuetas do século 18 estavam no centro de uma polêmica envolvendo a casa de leilão, que é dona da coleção do estilista, e o governo chinês, que vinha pedindo a restituição das peças, saqueadas do Palácio de Verão, em Pequim, em 1860, por soldados britânicos e franceses.

O comprador, o chinês Cai Mingchao, é consultor do Fundo Nacional de Tesouros da China, um órgão engajado na repatriação de tesouros saqueados do país.

Ele disse que sua decisão de arrematar as peças foi um “ato patriótico”. “Acredito que qualquer chinês faria alguma coisa em um momento como esse”, disse em uma entrevista coletiva.

“Mas quero deixar claro que não tenho dinheiro para pagar por isso”, ressaltou.

A China tentou impedir a venda das peças e ameaçou retaliar a Christie’s.

Tensão diplomática

Apesar dos protestos da China, a Christie’s afirma que as esculturas foram compradas legalmente por Yves Saint-Laurent e seu parceiro, Pierre Bergé, e manteve o leilão, que foi autorizado pela Justiça francesa.

O governo francês afirmou que não foi oficialmente comunicado de nenhum procedimento oficial para a restituição das peças por parte do governo chinês.

Segundo correspondentes, o incidente pode acirrar ainda mais as já tensas relações diplomáticas entre França e China, que estão estremecidas desde a passagem da tocha olímpica por Paris, marcada por manifestações pró-Tibete.

As críticas do governo chinês se tornaram ainda mais virulentas após o encontro do presidente francês, Nicolas Sarkozy, com o Dalai Lama, em dezembro do ano passado, durante uma cerimônia com personalidades que receberam o prêmio Nobel da Paz, na Polônia.