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A Revolução Cultural

A polêmica Revolução Cultural (1966-1969), empreendida por Mao Tsé-Tung com o apoio de sua esposa, Jiang Qing, destituiu os quadros do Partido Comunista Chinês, que queriam uma linha política e econômica mais moderada. Em 1968, Mao Tsé-tung destituiu Liu Shaoqi e, em 1971, tirou do poder seu sucessor,Lin Biao. Foram criados os guardas vermelhos, que se fundamentavam no chamado Livro Vermelho, que continha citações de Mao.

Mais tarde, apoiou a política de Zhou Enlai, consolidando o crescimento econômico e ultrapassando o isolamento da China. Em 1972, recebeu o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em Pequim. Nos últimos anos de vida, com a saúde seriamente afetada, caiu sob a influência da facção radical do partido (Bando dos Quatro), organizada em torno de Jiang Qing. Apesar da desmaoização iniciada após sua morte, Mao Tsé-Tung teve especial aceitação nos países do Terceiro Mundo como teórico da guerra popular revolucionária.

Mao Tse-Tung na wiki em PT.

Mao Zedong na wiki em EN. 

 

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Esse é o nome do partido comunista que governa Taiwan. O líder chinês na Guerra do Ópio foi general do partido. Logo após a “reconquista” da China contra os Inglêses, quando ingressaram no século da vergonha, com a perda de Hong-Kong para a inglaterra, muitos migraram e constituiram Taiwan. Quem quiser ler mais, sugiro wiki em português e wiki em inglês. A definição abaixo é do Dicionário Político, mantido pela Marxists Internet Archive.

O Kuomintang (Partido Nacionalista do Povo) foi fundado na China em 25 de agosto de 1912, teve sua origem na “Liga Revolucionária Unida” (Tongmenghui) fundada em 20 de agosto de 1905, que por sua vez foi originada da “Sociedade para o Despertar da China” (Xingzhonghui) fundada em 24 de novembro de 1894. Sun Yatsen esteve à frente da fundação de todas estas organizações. Após a sua morte, assumiu a liderança do Kuomintang Chiang Kai-shek.

Chinês que arrematou bronzes de Yves Saint-Laurent diz que vai dar calote
da BBC Brasil

Um homem que arrematou duas estatuetas de bronze chinesas no leilão da coleção particular do estilista francês Yves Saint-Laurent em Paris disse que não pretende pagar pelas peças pois elas seriam propriedade do governo chinês.

As peças, uma cabeça de coelho e uma cabeça de rato, foram leiloadas na semana passada por 15,7 milhões de euros (cerca de R$ 47 milhões) pela Christie’s.

As estatuetas do século 18 estavam no centro de uma polêmica envolvendo a casa de leilão, que é dona da coleção do estilista, e o governo chinês, que vinha pedindo a restituição das peças, saqueadas do Palácio de Verão, em Pequim, em 1860, por soldados britânicos e franceses.

O comprador, o chinês Cai Mingchao, é consultor do Fundo Nacional de Tesouros da China, um órgão engajado na repatriação de tesouros saqueados do país.

Ele disse que sua decisão de arrematar as peças foi um “ato patriótico”. “Acredito que qualquer chinês faria alguma coisa em um momento como esse”, disse em uma entrevista coletiva.

“Mas quero deixar claro que não tenho dinheiro para pagar por isso”, ressaltou.

A China tentou impedir a venda das peças e ameaçou retaliar a Christie’s.

Tensão diplomática

Apesar dos protestos da China, a Christie’s afirma que as esculturas foram compradas legalmente por Yves Saint-Laurent e seu parceiro, Pierre Bergé, e manteve o leilão, que foi autorizado pela Justiça francesa.

O governo francês afirmou que não foi oficialmente comunicado de nenhum procedimento oficial para a restituição das peças por parte do governo chinês.

Segundo correspondentes, o incidente pode acirrar ainda mais as já tensas relações diplomáticas entre França e China, que estão estremecidas desde a passagem da tocha olímpica por Paris, marcada por manifestações pró-Tibete.

As críticas do governo chinês se tornaram ainda mais virulentas após o encontro do presidente francês, Nicolas Sarkozy, com o Dalai Lama, em dezembro do ano passado, durante uma cerimônia com personalidades que receberam o prêmio Nobel da Paz, na Polônia.

Dois bronzes chineses reclamados pela China foram vendidos por um total de 28 milhões de euros (R$ 66,8 milhões) nesta quarta-feira durante leilões da coleção Yves Saint Laurent-Pierre Bergé em Paris.

Tratam-se das cabeças de rato e coelho em bronze da coleção de arte de Yves Saint Laurent (1936-2008), símbolo de humilhação na China porque recordam um dos piores episódios da invasão do país por tropas da França e Reino Unido, potências coloniais em 1860.

As peças em bronze, que procedem da fonte zodiacal do Palácio de Verão do imperador Quianlong (1735-1795), noroeste de Pequim, saqueado em 1860 por soldados franceses e britânicos, dão um toque político ao leilão parisiense.

O governo da China tentou impedir a venda das duas peças, mas a justiça francesa rejeitou o pedido apresentado por advogados chineses.

“O saque do Palácio de Verão [Yuanmingyuan] por franceses e britânicos permanece na memória dos chineses como um crime imperdoável. Para os franceses, seria como se os prussianos em 1870 tivessem arrasado Versalhes, saqueado o Louvre e incendiado a Biblioteca Nacional”, disse Bernard Brizay, autor de um livro sobre esse episódio.

Durante a segunda guerra do ópio, em outubro de 1860, as tropas francesas e britânicas invadiram Pequim, depois da negativa da corte imperial de autorizar a abertura de embaixadas como estabelecia o tratado de Tianjin, assinado dois anos antes.

Os soldados saquearam o antigo Palácio de Verão e depois o incendiaram em represália pela morte e tortura de reféns ingleses e franceses.

Este palácio era uma maravilha de estilo ocidental, construído com a ajuda dos jesuítas, na zona nordeste da capital chinesa, onde os imperadores se refugiavam do calor de verão insuportável da Cidade Proibida.

Na véspera, a China denunciou o que considera uma chantagem política por parte de Pierre Bergé, o companheiro de Saint Laurent, que disse estar disposto a entregar os dois bronzes chineses de sua coleção em troda dos direitos humanos e do retorno do Dalai Lama ao Tibete, informa a imprensa.

“Exercer uma chantagem política é prosseguir de fato com a política baseada na força, algo que a História rejeitará”, declarou Jiang Kun, membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e vice-presidente da Associação Chinesa de Artes Folclóricos.

Wang Qiutong, presidente de uma associação cultural de Hong Kong, declarou à imprensa: “Há 150 anos, incêndio e saque; 150 anos depois, chantagem. O comportamento de Pierre Bergé é pura e simplesmente uma lógica de gangster”.