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O novo livro do escritor americano Dan Brown, 

Divulgação
Capa de "O Símbolo Perdido", novo romance do escritor Dan Brown
Capa de “O Símbolo Perdido”, novo romance do escritor Dan Brown

Apesar do bom resultado, o novo livro do autor de “Anjos e Demônios” e “O Código da Vinci” não chegou perto das 8 milhões de cópias que “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, vendeu nas primeiras 24 horas. “O Código da Vinci”, mais famoso livro de Dan Brown, vendeu mais de 40 milhões de unidades em todo o mundo.

Neste recente romance, Dan Brown traz de volta o fictício simbologista de Harvard, Robert Langdon, afeito a decifrar enigmas. A história acontece ao longo de um período de 12 horas em Washington DC, cidade imersa em elementos maçônicos e monumentos ricos em simbolismos místicos.

Na nova saga, o professor é acompanhado da pesquisadora Katherine Solomon, uma estudiosa das conexões entre corpo e mente, em uma busca que envolve os segredos da maçonaria nos EUA e seus vários símbolos ocultos, bem como as antigas autoridades americanas envolvidas com tal irmandade.

“O Símbolo Perdido”, chega ao Brasil em 24 de novembro. Mais de 2 milhões de cópias foram vendidas durante a primeira semana de lançamento nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Canadá.com 20% de desconto!

Crop Circles

Publicado: setembro 9, 2009 por E=m.c² em Non Sense

Uma boa introdução a fisica quântica, ou a física das possibilidades: finda-se o ciclo do materialismo, do realismo ciêntifico, a ficção cada vez mais responde pela realidade.
Quais as possibilidades no infinito?
Pegadinhas do 3o.milênio, poderiamos chamar de início de uma nova era, mas cairíamos na chacota do absolutismo temporal.
Se somos feitos de energia o que nos materializa senão nossos pensamentos e o que mais imaterial que o próprio pensar?
Sei que mais fácil é perguntar, o saber não me cabe.

P.Bala

Não, “Anticristo” não é um filme romântico!

Toda forma de arte tem seus gênios, gênios incompreendidos e farsantes. Futebol, por exemplo. Entre os gênios: Pelé, Ronaldo Fofômeno etc. Entre os incompreendidos: Platini, Zico, Barbosa e outros que jogavam muito, mas nunca foram campeões de Copas do Mundo. Entre os farsantes: escolha um cabeça-de-bagre qualquer…

E há os polêmicos, por vários motivos – tanto o que faziam dentro do estádio, como o que faziam fora deles. Maradona, César Maluco, Romário.

O cinema também é assim. E o diretor dinamarquês Lars von Trier não é exatamente fácil de ser “enquadrado” nas categorias acima. Talvez “polêmico” seja um bom adjetivo para ele.

“Dançando no Escuro”, por exemplo, levou a Palma de Ouro em Cannes em 2000, e é adorado por quase todos que o assistem – por mais triste que ele seja. Já “Os Idiotas”, de dois anos antes, é um pouco mais difícil: mostra jovens intelectualizados que decidem se comportar em público como se tivessem problemas mentais. Por quê? Veja o filme…

Mas tudo isso para dizer que “Anticristo”, o novo e polêmico filme de Von Trier é difícil. Difícil de quê?, pergunta você, internauta.

Difícil de ver até o fim.

Difícil de entender.

Difícil de saber se você gostou ou não.

Hein?

  • Uma mulher seminua ao lado de bichos que a ignoram: quantas metáforas você vê nesta foto?

Enredo
Vamos começar pelo princípio: o enredo. Começa com um casal transando (sim, há sexo explícito), enquanto o filho deles cai pela janela e morre. O resto do filme são eles tentando lidar com isso. A mulher, deprimida. O marido, que é psiquiatra, tentando tratá-la.

OK até aí? Trata-se de um drama, claro. Mas há muitas e muitas maneiras de lidar com a depressão. “O filme todo começou quando eu tive depressão”, diz o diretor Von Trier logo no início do depoimento abaixo.
UOL Cinema
Assistindo ao filme ao filme, dá a impressão que ele quis se curar da depressão deprimindo os outros.

A cena da morte do bebê é, plasticamente, muito bonita. Se você não se importar em ver um bebê morrendo enquanto seus pais consomem o ato (tucanei o “transam”). Depois, cenas de choros, animais não-fofinhos, sustos, auto-emasculação. E outras imagens devidamente doloridas.

Metáfora religiosa. Ou não
Se você esteve no planeta Terra nos últimos dois milênios, deve imaginar que um filme chamado “Anticristo” tenha algum tipo de simbolismo religioso.

O QUE OS AMIGOS DO EDITOR DO UOL TABLOIDE ACHARAM DO FILME

Não se reprima: se cure e deprima

Zé Ruela

De depressão, já me basta a realidade

Resmungo, o Chato

De deprimido, já me basta o Resmungo

Reclama, a namorada do Resmungo

Acho que o diretor bebe as mesmas coisas que eu

Zé Cachacinha

Soma-se a isso o fato de o filme se passar em uma floresta chamada Éden – não foi o Jardim do Éden o palco do “Gênesis”, o primeiro livro da Bíblia?

E são apenas dois personagens: o cara (Ele) e a mulher (Ela). Estaria Von Trier recontando a origem do mundo, do universo, da religião? Afinal, há passagens bem simbólicas. E sem explicações. Afinal, explicações para quê? Este é um filme de arte, bicho. Maior barra.

O filme ainda faz menções às perseguições que as mulheres sofreram na Idade Média, acusadas de bruxas.

Diante disso tudo, dá para evitar pensar que este é um filme de fundo religioso? Sim, dá. Você passa tanto tempo sofrendo, sentindo dor, sofrendo e sentindo dor, que talvez termine o filme sem ver sombra alguma de religião ali – e sem entender se é um filme a favor das religiões, contra as religiões e totalmente à margem disso.

Depressão tem cura?
Sabendo que o diretor começou este filme para curar sua depressão, e sendo nós humanos que queremos sempre o bem do próximo, resta-nos torcer para que Von Trier tenha curado sua depressão. E que ele prepare outro filme, mas para nos curar da depressão que entramos ao assistir a “Anticristo”.

Financial Times
Daniel Dombey
em Washington (EUA)

  • Agentes de segurança de companhias particulares em Bagdá (Iraque) em foto de 2007

    O alvo de muitas das acusações é a Blackwater, empresa de segurança privada hoje conhecida como Xe, que perdeu sua licença para operar no Iraque após 17 iraquianos serem mortos em um tiroteio na praça Nisour, em Bagdá.

    Enquanto o Departamento de Justiça americano acusa de homicídio cinco antigos prestadores de serviço da Blackwater no Texas, o caso na Virgínia é civil, promovido a partir de acusações de sobreviventes e das famílias enlutadas, contra a própria Blackwater.

    Nos últimos dias, os argumentos do caso de Virgínia foram ofuscados por dois depoimentos anônimos de cidadãos americanos que, em nome dos querelantes, alegam terem testemunhado crimes cometidos pela Blackwater e seu fundador, Erik Prince. Este deixou o cargo de diretor executivo neste ano, mas ainda é membro do conselho.

    “Cidadão 1” diz ter entrado na Blackwater depois de ser liberado do serviço aos marines. Ele explica porque preferiu ficar anônimo: “Temo a violência contra mim em retaliação por submeter esta declaração… descobri com meus colegas da Blackwater e com antigos colegas que pessoas forneceram ou planejavam fornecer informações sobre Erik Prince e a Blackwater foram mortas em circunstâncias suspeitas.”

    “Cidadão 2” já faz acusações diretas: “Em várias ocasiões após minha partida do serviço do Sr. Prince, seus administradores me ameaçaram pessoalmente de morte e violência”.

    A empresa com base na Carolina do Norte não respondeu a pedidos de esclarecimentos.

    Entretanto, em um memorando levado ao tribunal nesta semana em apoio à moção dos réus para limitar os comentários extrajudiciais dos promotores, seus advogados chamaram os documentos de “afirmativas obscenas que, mesmo que fossem verdadeiras, seriam absolutamente irrelevantes para qualquer questão diante deste tribunal”. Além disso, denunciaram a “campanha para que este caso seja julgado pela mídia e o impacto resultante prejudicial para os potenciais jurados”.

    O memorando acrescenta: “A promotoria simplesmente se envolveu em uma campanha organizada para fomentar a cobertura da imprensa das alegações inflamatórias e não substanciadas contidas nos depoimentos dos ‘cidadãos’.”

    Em seu depoimento, “Cidadão 1” alega que a Blackwater usou sacos de ração para contrabandear armas para o Iraque e “sabia que parte de seu pessoal usava de força excessiva, injustificada e fatal intencionalmente” e não fez nada para detê-los. Ele conta três incidentes nos quais os funcionários da Blackwater atiraram sem motivo contra carros iraquianos, com resultados fatais. Ele disse que os incidentes foram filmados, mas que os funcionários da empresa apagaram as fitas.

    “Cidadão 2” alega que Prince operava uma rede de empresas para “esconder as contravenções, fraudes e outros crimes… de forma a evitar a detecção de esquemas de lavagem de dinheiro e de evasão de impostos”. Ele acrescenta que Prince se “considera um cruzado cristão com a tarefa de eliminar os muçulmanos e a fé islâmica do mundo e que enviou intencionalmente determinadas pessoas que compartilhavam sua visão de supremacia cristã ao Iraque, sabendo e querendo que esses homens usassem todas as oportunidades disponíveis para matar os iraquianos”.

    Em uma observação bizarra, o depoimento do “Cidadão 2” diz: “Muitos desses homens usavam sinais dos Cavaleiros Templários, guerreiros que lutaram nas cruzadas”. Além disso, o documento refere-se à “troca de mulheres e um círculo sexual” dirigido pelas “operações da Carolina do Norte do Sr. Prince”.

    Os réus -inclusive empresas da Blackwater e o próprio Prince- argumentaram que os querelantes não têm evidências e usam “alegações sensacionalistas e sem fundamentos” para induzir os jurados a preconceitos.

do Guia da Folha

Ampulhetas gigantes espalhadas pela cidade zeraram nesta sexta-feira (7) a contagem regressiva para que a lei antifumo entre em vigor. A partir de agora, fica proibido o fumo em locais fechados –incluindo restaurantes, bares e casas noturnas.

Pensando em uma alternativa para os fumantes, o Guia consultou cerca de 85 estabelecimentos e comprovou que ainda há muita confusão sobre o que pode ou não ser feito para adequar os espaços à norma. Selecionamos dezenas de locais onde ainda é possível dar tragos, entre comes e bebes. E isso sem deixar as marcas da fumaça nos vizinhos.

BARES

Bar Brahma Aeroclube
Localizado na região norte, dentro do Campo de Marte, tem uma pequena área na entrada rodeada por um jardim. Nesse deque, 16 mesas com guarda-sóis servirão clientes fumantes com chope da casa e cardápio assinado por Olivier Anquier. Não fumantes ficam no salão interior isolados por uma porta de vidro, que deve ser mantida fechada.
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Maria do Carmo/Folha Imagem
Senzala Bar e Grill (foto), que terá jardim isolado
Senzala Bar e Grill (foto), que terá jardim isolado para os fumantes

Bar Brahma
Até hoje (dia 7), garante que ficam prontas as adaptações para receber fumantes. Do boulevar, uma área coberta com varanda, serão retiradas as proteções laterais e o ambiente será isolado por meio de portas. Boa acomodação para os dias de chuva, ofecere 150 lugares.
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Bar da Dida
O pequenino bar, que um dia foi uma garagem, tem a maioria de suas mesas na calçada e no estacionamento do salão de beleza vizinho. Lá, em 13 mesas ao ar livre, fumantes podem aproveitar cerca de 40 rótulos de cachaça.
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Bardot Boteco Bistrô
No andar superior, o terraço passou a funcionar sem o toldo que o recobria para receber fumantes. Durante a chuva, entretanto, não há cobertura para proteger os visitantes. Até sexta, segundo os proprietários, será instalada uma porta para vedar o ambiente do resto da casa, como exige a lei.
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Champanharia Ovelha Negra
Ótima pedida para quem curte espumantes, o boteco classudo tem um espaço pequeno na entrada onde será permitido fumar. No local, mesas mais altas serão espalhadas para deixar a área mais aconchegante. As portas e janelas ficam fechadas para que a fumaça não se espalhe para o ambiente dos não fumantes.
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Corleonne
Com toldo retrátil, vai permitir que seus visitantes fumem no espaço externo. Nessa varanda, isolada por portas de vidro do interior do bar, estão dez mesas.
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Enoteca Decanter
O wine-bar dentro da importadora tem ambiente sofisticado, no qual impressiona a carta de vinhos com 50 opções da bebida servida em taça. A área externa, sem tantos requintes, tem apenas três mesas. Sem toldos ou proteção lateral, fica ao lado de um pequeno jardim, onde é possível fumar à vontade.
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Jacaré Grill
Apesar de não permitir o fumo em nenhum de seus ambientes, inaugurou um pequeno terraço instalado em sua entrada. Essa espécie de “pracinha” conta com oito mesas e alguns bancos de madeira. Mesmo simpática, não protege seus frequentadores de possíveis aguaceiros.
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Tadeu Brunelli/Divulgação
Pirajá (foto) se prepara para receber fumantes do lado externo, em local próximo às árvores
Pirajá (foto) se prepara para receber fumantes do lado externo, em local próximo às árvores

Hi Fi
Tem um ambiente instalado em um terraço completamente a céu aberto, onde será possível fumar. Segundo os proprietários, o espaço, que tem capacidade para 80 pessoas, receberá até hoje uma porta para que seja isolado do restante da construção.
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Pé de Manga
Em uma enorme área ao ar livre, reúne três grandes mangueiras e um pequeno lago. É nesse cenário, isolado do restante do bar por meio de portas, que estão cerca de 60 mesas onde o fumo é livre. O espaço, entretanto, só pode acolher tragos dos visitantes até a 1h, quando as mesas da área externa têm de ser recolhidas devido ao Programa de Silêncio Urbano (PSIU).
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Pirajá
Do lado externo dessa simpática esquina há uma área aberta, próxima às árvores. Lá, quando as janelas estiverem fechadas, até 60 clientes podem desfrutar do bom chope da casa na companhia do cigarro. Nas laterais, porém, o fumo segue proibido.
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San Sebastian
Um mezanino que não era utilizado pelo bar foi vedado com ajuda de uma porta de vidro para receber clientes fumantes. A área, que é descoberta, pode receber até 36 pessoas.
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Senzala Bar & Grill
Um amplo jardim, repleto de árvores, é o cenário onde os clientes podem desfrutar do cigarro. São 45 mesas isoladas do ambiente interno por meio de uma porta de vidro, que, segundo os donos do bar, será mantida fechada.
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O Torcedor
As longas colunas do estádio do Pacaembu fazem companhia para as mesas desse bar, que fica na praça Charles Miller. Em sua área externa, 44 mesas podem ser usadas por fumantes.
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Veredas
É em sua varanda, sem toldo ou proteção lateral, que estão dez mesas ideais para receber fumantes. O espaço é isolado por porta de vidro, mas só funciona até a 1h, quando as mesas têm de ser recolhidas por conta do Programa de Silêncio Urbano (PSIU).
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Site do Millor

Ninguém perguntou mas eu respondo. Sobre a nova ortografia. Pô, no meu tempo de vida já passei por quatro reformas. Durante mais de dez anos combati (ou escrevi irresponsavelmente, vocês decidem) os famigerados “sinais diacríticos diferenciais”. Já enchi. Língua é a falada. A língua escrita, ortográfica, procura, mal e mal, registrar isso. Serve pra normatizar, encinar os burocratas a escrever serto. Mas nada disso adianta quando a tevê Globo – língua falada – decide que o nome é Roráima e não Rorãima, como sempre se disse aqui em casa. Agora então que acabaram com os acentos, a Globo ganha de goleada com seu Roráima escandido pelo Bonner pra 30 milhões de pedintes, perdão, ouvintes.

Escrever bem não tem nada a ver com ortografia. Basta você ver como escreve a maioria dos que escrevem ortografia perfeitamente, isto é, seguindo todas as regras. Mediocridade, quase sempre. Já Yeats, o grande poeta irlandês, um dos maiores do mundo, escrevia tudo errado ortográfica e gramaticalmente. Isso no tempo em que tudo era rimado e metrificado.
Repito, isso de escrever gramatical ou ortograficamente certo não tem nada a ver com escrever bem. Tem a ver com sensibilidade em suas várias formas. O admirável Rubem Braga, uma perfeição de estilo, nos aconselhava sabiamente: “Quando você tiver uma dificuldade gramatical, não quebra a cabeça não. Dá uma voltinha”.

A que vem isso? A nada. Ou a tudo. Minha implicância com gramatiquismos e gramatiquices começa com a crase, que o poeta Ferreira Gullar diz que “não foi feita pra humilhar ninguém”. Tem razão: a crase foi feita pra humilhar todo mundo.

Por que todo mundo erra na crase? Já vi crase “errada” em placa de mármore de ministério. E estou vendo aqui, debaixo do meu nariz, na meia dúzia de quilômetros em volta das obras do Metrô, uma centena de cartazes da Odebrecht, a poderosa empreiteira, cheia de agrônomos, engenheiros, calculistas e, possivelmente, gramáticos: OBRAS A 100 metros, OBRAS À 250 metros. DESVIO a 200 metros. OBRAS à 300 metros. A Odebrecht emprega a crase por metragem.

Repito-me: por que todo mundo “erra” na crase? Uma regrinha idiota que qualquer idiota aprende num minuto. E esquece no minuto seguinte. Porque é artificial, inventada pelos gramáticos.

Exemplo? À bessa, que agora virou à beça (por quê?), era uma palavra só, abessa, que os sábios da escritura (Camões) dividiram em duas pra poder tascar a crase em cima de uma delas.