Arquivo de setembro, 2009

Brasil y la crisis de Honduras

Publicado: setembro 30, 2009 por Yogi em International, Politics, Tudo

EL PAIS – TRIBUNA: JORGE HEINE

Honduras va de mal en peor. Y Brasil ha decidido tomar la sartén por el mango y liderar la búsqueda de una solución. El presidente Lula ha indicado que Manuel Zelaya se podrá quedar en la residencia de la Embajada de Brasil en Tegucigalpa “el tiempo que sea necesario”. Al ultimátum de 10 días dado por el Gobierno.

No han faltado los que han criticado a Brasil por esto. Mi buen amigo Jorge Castañeda, en una extensa entrevista en O Estado de Sao Paulo, ha llegado a decir que Brasil se estaría comportando como “un enano” más que como un “gigante diplomático” al asumir batallas menores por “un país poco decisivo”. Ello tampoco se correspondería, dice, con las aspiraciones de Brasil a ser miembro permanente del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas.

En esto el ex canciller mexicano, normalmente tan certero en sus análisis, se equivoca.

¿En qué radica la importancia de Honduras? ¿Por qué el cuarto país más pobre de América Latina, con un ingreso per cápita de apenas 1.900 dólares, es hoy el asunto más urgente en la agenda interamericana? ¿A qué se debe el que, en el último medio siglo, ningún asunto ha tenido el rechazo en las Américas que ha tenido lo de Honduras? Cuando Cuba fue suspendida de la OEA, en 1962, fue en votación dividida; el segundo país en sufrir esa suerte, 47 años después, Honduras, lo fue en votación unánime. ¿Qué nos dice ello?

El caso de Honduras debe situarse en el marco del enorme esfuerzo por recuperar y consolidar la democracia en América Latina. Por primera vez, en todos los países del hemisferio occidental, salvo en Cuba, se ha establecido la democracia. Por lo débiles de sus raíces, esta frágil planta requiere especial cuidado. Por eso, han surgido numerosos mecanismos internacionales de monitorización democrática. En ninguna parte del mundo estos mecanismos se han institucionalizado tanto como en América Latina. La Carta Democrática Interamericana, aprobada en Lima el 11 de septiembre de 2001, fue la culminación de este proceso.

Desde entonces, ha habido otros casos en que jefes de Estado en la región han terminado sus mandatos en forma prematura y abrupta. Pero en ninguno de ellos se dio lo de Honduras, donde el presidente fue sacado de su casa a punta de pistola por militares, puesto en un avión y despachado al extranjero. Si esto no es un golpe militar, ¿qué lo es?

Si el sistema interamericano es incapaz de restaurar la democracia en Honduras, uno de los países más débiles de la región, no es capaz de hacerlo en ninguna parte. Y si se permite el éxito del golpe de Estado en Honduras, se habrá sentado un precedente muy grave.

Dadas las ecuaciones de poder en el hemisferio, lo lógico sería que el liderazgo para resolver la crisis lo asumiese Washington. Sin embargo, pese a su ostensible compromiso con el multilateralismo y con la causa de la democracia en América Latina, el Gobierno del presidente Obama ha indicado que, si bien rechaza el golpe y aplica sanciones, no está en condiciones políticas de asumir el liderazgo de la resolución de esta crisis.

Durante la última década, América Latina ha asumido un papel más significativo en las relaciones internacionales, diversificando sus mercados y sus lazos diplomáticos. Esto ha ido de la mano con una disminución palpable de la influencia de los Estados Unidos en la región. También ha aumentado la cooperación política intrarregional, con una multiplicidad de mecanismos, incluyendo las Cumbres Iberoamericanas. Este importante acervo y capital político está siendo puesto a prueba en Honduras. Si los presidentes latinoamericanos no pueden resolver esta crisis, ¿qué se puede esperar de ellos en materia de diplomacia colectiva?

Si no hoy, ¿cuándo? Si no en Honduras, ¿dónde?

Una crítica recurrente a la política exterior brasileña durante los Gobiernos del presidente Lula ha sido que ha prestado demasiada atención a los temas globales (la Ronda de Doha de la OMC, el grupo IBSA, la reforma del Consejo de Seguridad de la ONU) y no suficiente a las realidades regionales. Ahora el argumento se revierte, y se plantea que al involucrarse en una cuestión regional como Honduras, Brasil estaría perjudicando sus aspiraciones más amplias. Esto no tiene sentido. Una potencia regional con aspiraciones globales que es incapaz de resolver crisis en su propio entorno no es tomada en serio en el resto del mundo.

Al asumir la crisis de Honduras como una prioridad, Brasil no hace sino expresar el consenso latinoamericano (e iberoamericano) en la materia. La noción de que esto perjudicaría a Brasil y su papel global no tiene fundamento. Si Brasilia logra con esto resolver el intríngulis de Honduras y con ello quitarle un problema de encima a Estados Unidos, Washington le estaría eternamente agradecida. Con ello, Brasilia habría comenzado a asumir el tipo de liderazgo regional que hemos estado esperando hace tiempo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubou as restrições a debates na internet durante a campanha eleitoral. As limitações estavam presentes no texto da reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional. Elas foram vetadas pelo presidente na noite desta terça-feira (29). As mudanças sancionadas por Lula estarão em vigor nas eleições de 2010.

Câmara recebe projeto popular que impede candidatos com ficha suja

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentou hoje (29), na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de iniciativa popular que amplia as exigências para os candidatos a cargos eletivos. Pelo projeto, cidadãos condenados em primeira instância ou denunciados por crimes graves, como homicídio ou tráfico de drogas, não poderão ser candidatos. Políticos que renunciam para evitar o processo de cassação por quebra de decoro parlamentar também estarão impedidos de postular um cargo, de acordo com o projeto

Lula derrubou o trecho da lei que equiparava os debates na internet às regras de TV e rádio. Pelo texto aprovado pelo Congresso, sites e blogs estariam obrigados a chamar no mínimo dois terços dos candidatos para debates em vídeo.

O presidente manteve o direito de resposta em sites e blogs previsto no projeto. A nova redação da lei eleitoral acaba com a exigência de sites de políticos no domínio “.can.br” e os permite a usarem blogs, Twitter e outras ferramentas na rede. Para não sofrerem sanções, os candidatos terão de registrar seus sites no TSE.

A campanha na internet só será permitida a partir do dia 5 de julho de cada ano, a exemplo do que acontece em outros veículos.

Doações a candidatos feitas pela internet estarão permitidas pela redação da nova lei.

A publicidade paga na internet estará completamente vedada nas próximas eleições presidenciais.

O presidente também vetou a possibilidade de cidadãos se candidatarem sem ter quitado as suas dívidas com a Justiça Eleitoral. Pelo projeto do Congresso, haveria a possibilidade da candidatura através do parcelamento posterior da dívida.

Doações ocultas
De autoria conjunta de todos os líderes da Câmara dos Deputados, a nova legislação permite a doação oculta a candidatos.

As doações poderão ser feitas aos partidos e repassadas aos candidatos pelos respectivos comitês. Desta forma, o eleitor fica impedido de saber quem doou a cada candidato.

A prática já é legal. Por meio do novo texto, entretanto, a possibilidade será detalhada e o TSE estará impedido de impor qualquer restrição nesse sentido.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) emitiu um comunicado criticando a proposta. Segundo a instituição, a nova lei dificulta a atuação da Justiça Eleitoral durante as eleições, pois as declarações de doações aos partidos só ocorrem no ano seguinte ao pleito.

Os relatores da proposta no Senado, Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), recusaram emendas que dariam mais transparência às doações.

Lula também liberou a possibilidade de doação de bens próprios, como veículos e imóveis, até o teto de R$ 50 mil para partidos e campanhas.

Voto impresso e em trânsito são mantidos
O presidente manteve a possibilidade de voto em trânsito para presidente e a impressão dos votos para conferência posterior.

As duas propostas haviam sido derrubadas no Senado Federal, mas foram retomadas pelo relator na Câmara dos Deputados, o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), na votação a toque de caixa que aprovou o projeto no dia 16 de setembro.

João e Maria – Chico Buarque

Publicado: setembro 29, 2009 por Yogi em Tudo

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Vinicius de Moraes – Como Dizia o Poeta (c/ Toquinho)

Publicado: setembro 29, 2009 por Yogi em Tudo

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Wave – Tom Jobim & Toquinho

Publicado: setembro 29, 2009 por Yogi em Tudo

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Cientistas caçam asteroides que ameaçam a Terra

Publicado: setembro 28, 2009 por Yogi em Nature, Science, Tech, Tudo

 

DAVID SHIGA
da New Scientist

O ponto fraco que se movimenta devagar no céu parece sem perigo. O telescópio no topo da montanha que o detectou aponta que ele está se tornando uma ameaça muito séria, no entanto. É um asteroide, um jamais visto antes.

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Pesquisas rápidas com telescópios descobrem milhares de asteroides a cada ano, mas há algo muito peculiar sobre este. O software do telescópio decide acordar vários astrônomos com uma mensagem de texto, que eles jamais esperaram receber. O asteroide está em rota de colisão com a Terra. É do tamanho de um edifício. Grande o bastante para arrasar uma cidade inteira. E, claro, ele estará aqui em três dias.

Por mais inverossímil que possa parecer, o cenário é bastante plausível. Certamente, é realista o suficiente para que a força aérea dos Estados Unidos recentemente reunisse cientistas, oficiais militares e responsáveis por setores de atendimento à emergência pela primeira vez, a fim de avaliar a capacidade do país para enfrentar o fenômeno, caso ele ocorra.

Os especialistas foram convidados a imaginar como as respectivas organizações responderiam no caso de um asteroide imaginário, chamado Innoculatus, colidir com a Terra após um alerta de três dias. O asteroide consistia em duas partes: um amontoado de escombros de 270 metros de diâmetro destinado a cair no oceano Atlântico, na costa oeste da África, e uma rocha de 50 metros, no melhor estilo Hollywood, diretamente em Washington.

O exercício, que ocorreu em dezembro de 2008, expôs o arrepiante perigo que os asteroides proporcionam. Não somente inexiste um plano para um possível choque de asteroides, como também nossos sistemas de alerta antecipado –que poderia fazer uma diferença entre a vida e a morte– são totalmente inadequados. A reunião criou apenas a chamada de conscientização que o organizador Peter Garreston esperava criar. Há bastante tempo, ele estava preocupado quanto à ameaça de um impacto. “Como contribuinte, eu apreciaria minha Força Aérea dando uma olhada em algo que seria, certamente, tão mau como terrorismo nuclear em uma cidade e, potencialmente, um evento de extermínio de uma civilização”, observa Garreston.

A última rocha espacial que poderia nos deixar em calafrios era a TC3 2008. O objeto, do tamanho de um carro, explodiu na atmosfera sobre o Sudão em outubro do ano passado. Um telescópio captou a imagem do asteroide apenas 20 horas antes do impacto -em uma distância de 500 mil km-e os astrônomos disseram que tivemos sorte por receber qualquer aviso.

Felizmente, o TC3 2008 era demasiadamente pequeno para causar qualquer dano no chão, mas ele demonstrou como somos cegos para observar objetos grandes o suficiente para causar danos sérios. Mal começamos a rastrear os milhões de asteroides que cruzam o céu nas vizinhanças da Terra, tampouco aqueles que, com o impacto, têm um poder destrutivo semelhante ao de uma bomba nuclear.

Impactos de asteroides não são tão raros como se pode pensar. É amplamente aceito que um asteroide ou cometa, cujo diâmetro variava entre 30 ou 50 metros, explodiu sobre Tunguska, na Sibéria, em 1908, achatando árvores em dezenas de quilômetros ao redor. A chance de um impacto semelhante é de 1 em 500 a cada ano. Dito de outra forma, isso significa 10% de chances de um impacto nos próximos 50 anos.

“Asteroides de 50 metros me assustam até a morte”, disse Timothy Spahr, diretor do Minor Planet Center, em Massachussets. “Posso ver facilmente um objeto de 50 metros caindo em três dias, e causando um pandemônio absoluto.”

Durante o exercício da força aérea dos Estados Unidos, os cientistas participantes explicaram que, com aviso tão pequeno, não haveria esperança de prevenir o impacto. Mesmo que o Inoculatus fosse menor que os 50 metros propostos, pesaria centenas de milhares de toneladas, o que exigiria um enorme impulso para mudar a sua trajetória consideravelmente. Para desviar o rumo de um asteroide, a força teria que ser aplicada com anos de antecedência.

Na verdade, uma arma nuclear pioraria as coisas: ao quebrar o asteroide em pedaços, alguns deles poderiam causar danos -até mesmo a partir da criação de uma tempestade de meteoros com potencial de destruir os satélites em órbita na Terra.

Esteja preparado

“Até agora, os EUA têm a maior parte da responsabilidade de lidar com o problema. É hora de outros países assumirem partes iguais a respeito do assunto”, diz Richard Crowther, do Conselho de Ciência e Tecnologia do Reino Unido.

LSST Corporation
Telescópio que será aplicado para monitorar asteroides ainda não tem verba para construção
Telescópio que será aplicado para monitorar asteroides e outros corpos não tem verba

O auxílio vêm de dois novos observatórios norte-americanos, projetados para pesquisar de todo o céu visível de suas localizações, em um período curto de dias. O Telescópio de Pesquisa Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida (Pan-Starrs, na sigla em inglês) será composto por quatro telescópios de 1,8 metro –o primeiro deles já está funcionando no Havaí. Há planos para construção de um telescópio de 8,4 metros no Chile em 2015 –mas o projeto ainda está levantando fundos. Os equipamentos vão melhorar as chances de uma detecção precoce, e vão estender em até um mês o aviso de identificação de objetos com 30 metros de diâmetro.

Impactos de asteroides são muito mais raros que furacões e terremotos -mas têm o potencial de causar danos muito maiores. “Não se trata de algo que precise de bilhões de dólares por ano em gastos, mas deve ter alguma prioridade na lista de coisas com as quais deveríamos estar preocupados”, diz Irwin Shapiro, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, em Massachussetts. O dinheiro seria aplicado para dar uma ideia mais nítida sobre quando o próximo asteroide poderia cair. “Pelo que sabemos hoje”, observa, “poderia ser na próxima semana.”

 

Do Valor Econômico.

BRASÍLIA – Atendendo a demanda da indústria de fundos de pensão, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje novas regras para investimento do patrimônio de R$ 450 bilhões das entidades. Foi elevado de 50% para 70% o limite para aplicação em ações, e criados dois novos segmentos para as aplicações: “investimentos estruturados” e “exterior”.

O titular da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena, justificou que, com a queda dos juros, as entidades vinham clamando pela ampliação do leque de investimentos.

Segundo ele, na posição de junho o patrimônio dos fundos de pensão estava majoritariamente aplicado em renda fixa, com 64% do total, de forma que detinham 15% da divida mobiliária interna. Outros 30% do patrimônio estavam em ações, 3% em imóveis e 3% em empréstimos e financiamentos imobiliários.

Ele não sabe se a tendência brasileira será seguir o padrão internacional, onde esses investidores institucionais aplicam principalmente no mercado de renda variável (cerca de 60%). “O certo é que os fundos terão que fazer esforços para garantir rentabilidade, tomando mais riscos”, disse Pena. 

Sobre uma possível insegurança trazida pelas novas regras, ele destacou que não é papel da SPC “tutelar as decisões das entidades, que são privadas. Apenas dar alternativas, fixar limites máximos e fiscalizar”, complementou ele.

Pela decisão do CMN, as entidades de previdência privada poderão continuar aplicando todo (100%) o patrimônio em títulos públicos federais. Ou 80% em papéis privados e 20% em títulos de crédito. Em renda variável, o limite geral sobe de 50% para 70% em ações listadas no Novo Mercado da BM & FBovespa. 

Se as ações estiverem listadas no Nível 2 da Bovespa o limite sai de 50% para 60%. No caso de papéis listados no mercado de balcão organizado Bovespa Mais, o limite sobe de 40% para 50%, permanecendo 35% em ações tradicionais, 20% em sociedades de propósito específico e 3% em outros (ouro, etc).

Antes incluída na renda variável, a nova categoria investimentos estruturados permite colocar até 10% em fundos multimercados e outros 10% em fundos de investimento imobiliário.

O CMN abriu ainda a possibilidade de os fundos de pensão buscarem aplicações externas, no limite de 10% do patrimônio global. A trava é que as operações só poderão ser feitas por meio de fundos de investimento no exterior, já criados mas ainda sem operação no mercado, segundo Pena.

Os ativos dessas aplicações são os negociados em 70 países com convênio com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estão incluídos fundos de índices de bolsas de valores internacionais que sejam lançados na BM & FBovespa.

O limite para aplicação das fundações em imóveis subiu de 3% para 8% do patrimônio, enquanto o de empréstimos e financiamentos a participantes caiu de 25% para 15%.

Os limites de diversificação continuam os mesmos, podendo a entidade deter até 10% de papéis de emissão do patrocinador; 10% em debêntures de empresas de capital aberto e 20% em papéis de bancos. O limite no controle de qualquer empresa subiu de 20% para 25%.

Para aplicação em derivativos foi criado o teto de 15% do patrimônio em garantias de margens na bolsa. Também foi ampliado de 360 para 720 dias, o limite de prazo para desenquadramento de passivo com uso de superávit.

(Azelma Rodrigues | Valor)


BRASÍLIA – Atendendo a demanda da indústria de fundos de pensão, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje novas regras para investimento do patrimônio de R$ 450 bilhões das entidades. Foi elevado de 50% para 70% o limite para aplicação em ações, e criados dois novos segmentos para as aplicações: “investimentos estruturados” e “exterior”.

O titular da Secretaria de Previdência Complementar (SPC), Ricardo Pena, justificou que, com a queda dos juros, as entidades vinham clamando pela ampliação do leque de investimentos.

Segundo ele, na posição de junho o patrimônio dos fundos de pensão estava majoritariamente aplicado em renda fixa, com 64% do total, de forma que detinham 15% da divida mobiliária interna. Outros 30% do patrimônio estavam em ações, 3% em imóveis e 3% em empréstimos e financiamentos imobiliários.

Ele não sabe se a tendência brasileira será seguir o padrão internacional, onde esses investidores institucionais aplicam principalmente no mercado de renda variável (cerca de 60%). “O certo é que os fundos terão que fazer esforços para garantir rentabilidade, tomando mais riscos”, disse Pena. 

Sobre uma possível insegurança trazida pelas novas regras, ele destacou que não é papel da SPC “tutelar as decisões das entidades, que são privadas. Apenas dar alternativas, fixar limites máximos e fiscalizar”, complementou ele.

Pela decisão do CMN, as entidades de previdência privada poderão continuar aplicando todo (100%) o patrimônio em títulos públicos federais. Ou 80% em papéis privados e 20% em títulos de crédito. Em renda variável, o limite geral sobe de 50% para 70% em ações listadas no Novo Mercado da BM & FBovespa. 

Se as ações estiverem listadas no Nível 2 da Bovespa o limite sai de 50% para 60%. No caso de papéis listados no mercado de balcão organizado Bovespa Mais, o limite sobe de 40% para 50%, permanecendo 35% em ações tradicionais, 20% em sociedades de propósito específico e 3% em outros (ouro, etc).

Antes incluída na renda variável, a nova categoria investimentos estruturados permite colocar até 10% em fundos multimercados e outros 10% em fundos de investimento imobiliário.

O CMN abriu ainda a possibilidade de os fundos de pensão buscarem aplicações externas, no limite de 10% do patrimônio global. A trava é que as operações só poderão ser feitas por meio de fundos de investimento no exterior, já criados mas ainda sem operação no mercado, segundo Pena.

Os ativos dessas aplicações são os negociados em 70 países com convênio com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estão incluídos fundos de índices de bolsas de valores internacionais que sejam lançados na BM & FBovespa.

O limite para aplicação das fundações em imóveis subiu de 3% para 8% do patrimônio, enquanto o de empréstimos e financiamentos a participantes caiu de 25% para 15%.

Os limites de diversificação continuam os mesmos, podendo a entidade deter até 10% de papéis de emissão do patrocinador; 10% em debêntures de empresas de capital aberto e 20% em papéis de bancos. O limite no controle de qualquer empresa subiu de 20% para 25%.

Para aplicação em derivativos foi criado o teto de 15% do patrimônio em garantias de margens na bolsa. Também foi ampliado de 360 para 720 dias, o limite de prazo para desenquadramento de passivo com uso de superávit.

(Azelma Rodrigues | Valor)