Arquivo de junho 12, 2009

Jamiroquai – Virtual Insanity

Publicado: junho 12, 2009 por Yogi em Tudo

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Da BBC Brasil

A melhor maneira de evitar o desmatamento de florestas tropicais envolve uma mistura de duas ideias: o estabelecimento claro dos direitos de propriedade sobre a terra e um incentivo econômico para que esses proprietários não cortem as árvores, diz artigo publicado na revista britânica The Economist que chega às bancas nesta sexta-feira.

Segundo a revista, “Se essas políticas podem funcionar em algum lugar, é no Brasil, que possui 60% da maior floresta tropical do mundo. O Brasil tem motivos poderosos para preservar a Amazônia”.

“O desmatamento causa danos terríveis à reputação de um país que é pioneiro em energia renovável. Ele põe em risco a fábrica de chuvas da Amazônia, que permite ao Brasil ser um dos maiores exportadores de produtos agrícolas”, afirma a reportagem.

Segundo a revista, o Brasil, pelo menos, tem leis que restringem o desmatamento, além de um sofisticado sistema de monitoramento, mas “o problema é implementar a lei numa vasta área, onde muitos dos moradores não gostam das regras”.

“O primeiro passo é um registro próprio de terras confirmando quem possui o quê. Cerca de 15% a 20% da Amazônia pertence a proprietários privados, que deveriam manter 80% da floresta intactos (apesar de isso não ocorrer com frequência)”.

“A maior parte restante é de terras federais, mas na prática, está lá para quem quiser: títulos de propriedade são forjados, pessoas são mortas e o desmatamento se acelera por causa de disputas.”

Segundo o artigo, a lei aprovada este mês no Congresso, que legitima a propriedade de terrenos de até 1.500 hectares ocupados antes de 2005 e proíbe registros posteriores, tenta por fim “à bagunça”.

A lei arrisca beneficiar proprietários que usaram de violência para tomar posse da terra, diz a Economist, e o governo deveria complementar a lei com a decisão de tornar o resto da Amazônia em propriedade pública, como parques ou reservas.

“No momento faz sentido econômico cortar árvores: aqueles que o fazem podem vender madeira e transformar a terra em fazendas e ranchos para a criação de gado. Então a segunda ideia para salvar as florestas se baseia em mudar incentivos econômicos, pagando as pessoas para que não cortem árvores – uma ideia conhecida no jargão da diplomacia de mudanças climáticas como ‘redução de emissões por desmatamento e degradação’ (REDD, na sigla em inglês).”

“Como os países ricos já desmataram suas florestas enquanto se desenvolviam, parece justo que eles agora paguem parte deste custo”, afirma a Economist.

Apesar das dificuldades, vale tentar, diz a revista, simplesmente porque evitar o desmatamento é extremamente eficiente para desacelerar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

“O REDD merece um lugar no acordo mundial sobre clima a ser negociado em Copenhague em dezembro, para substituir o Protocolo de Kyoto que expira em 2012(…) Mas eles (esquemas de créditos de carbono) só têm alguma chance de funcionar se os países onde operarem definirem claramente os direitos sobre terras florestais. Mesmo com falhas, a tentativa do Brasil em fazê-lo é um passo adiante”, conclui o artigo.

A melhor maneira de evitar o desmatamento de florestas tropicais envolve uma mistura de duas ideias: o estabelecimento claro dos direitos de propriedade sobre a terra e um incentivo econômico para que esses proprietários não cortem as árvores, diz artigo publicado na revista britânica The Economist que chega às bancas nesta sexta-feira.

Segundo a revista, “Se essas políticas podem funcionar em algum lugar, é no Brasil, que possui 60% da maior floresta tropical do mundo. O Brasil tem motivos poderosos para preservar a Amazônia”.

“O desmatamento causa danos terríveis à reputação de um país que é pioneiro em energia renovável. Ele põe em risco a fábrica de chuvas da Amazônia, que permite ao Brasil ser um dos maiores exportadores de produtos agrícolas”, afirma a reportagem.

Segundo a revista, o Brasil, pelo menos, tem leis que restringem o desmatamento, além de um sofisticado sistema de monitoramento, mas “o problema é implementar a lei numa vasta área, onde muitos dos moradores não gostam das regras”.

“O primeiro passo é um registro próprio de terras confirmando quem possui o quê. Cerca de 15% a 20% da Amazônia pertence a proprietários privados, que deveriam manter 80% da floresta intactos (apesar de isso não ocorrer com frequência)”.

“A maior parte restante é de terras federais, mas na prática, está lá para quem quiser: títulos de propriedade são forjados, pessoas são mortas e o desmatamento se acelera por causa de disputas.”

Segundo o artigo, a lei aprovada este mês no Congresso, que legitima a propriedade de terrenos de até 1.500 hectares ocupados antes de 2005 e proíbe registros posteriores, tenta por fim “à bagunça”.

A lei arrisca beneficiar proprietários que usaram de violência para tomar posse da terra, diz a Economist, e o governo deveria complementar a lei com a decisão de tornar o resto da Amazônia em propriedade pública, como parques ou reservas.

“No momento faz sentido econômico cortar árvores: aqueles que o fazem podem vender madeira e transformar a terra em fazendas e ranchos para a criação de gado. Então a segunda ideia para salvar as florestas se baseia em mudar incentivos econômicos, pagando as pessoas para que não cortem árvores – uma ideia conhecida no jargão da diplomacia de mudanças climáticas como ‘redução de emissões por desmatamento e degradação’ (REDD, na sigla em inglês).”

“Como os países ricos já desmataram suas florestas enquanto se desenvolviam, parece justo que eles agora paguem parte deste custo”, afirma a Economist.

Apesar das dificuldades, vale tentar, diz a revista, simplesmente porque evitar o desmatamento é extremamente eficiente para desacelerar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

“O REDD merece um lugar no acordo mundial sobre clima a ser negociado em Copenhague em dezembro, para substituir o Protocolo de Kyoto que expira em 2012(…) Mas eles (esquemas de créditos de carbono) só têm alguma chance de funcionar se os países onde operarem definirem claramente os direitos sobre terras florestais. Mesmo com falhas, a tentativa do Brasil em fazê-lo é um passo adiante”, conclui o artigo.

Michael Bond1
Nature 456, 170-171 (13 November 2008) | doi:10.1038/456170a; Published online 12 November 2008

J. BOURG/REUTERS/CORBIS

The Dalai Lama is keen for Buddhists and scientists to interact.

In the troubled relationship between science and religion, Buddhism represents something of a singularity, in which the usual rules do not apply. Sharing quests for the big truths about the Universe and the human condition, science and Buddhism seem strangely compatible. At a fundamental level they are not quite aligned, as both these books make clear. But they can talk to each other without the whiff of intellectual or spiritual insult that haunts scientific engagement with other faiths.

The disciplines are compatible for two reasons. First, to a large degree, Buddhism is a study in human development. Unencumbered by a creator deity, it embraces empirical investigation rather than blind faith. Thus it sings from the same hymn-sheet as science. Second, it has in one of its figureheads an energetic champion of science. The current Dalai Lama, spiritual leader of Tibetans, has met regularly with many prominent researchers during the past three decades. He has even written his own book on the interaction between science and Buddhism (The Universe in a Single Atom; Little, Brown; 2006). His motivation is clear from the prologue of that book, which Donald Lopez cites in his latest work

Not all scientists are convinced by the need for this dialogue, and some are profoundly suspicious. When the Society for Neuroscience invited the Dalai Lama to give the inaugural lecture at its 2005 annual meeting in Washington DC, more than 500 researchers signed a petition objecting. They claimed it was inappropriate for a religious leader to address a scientific meeting, and that the study of empathy and compassion and how meditation affects brain activity, on which the Dalai Lama had been invited to speak, was too flaky to be taken seriously (see

It is unclear if the petitioners’ motives were also political — many of the signatories were of Chinese origin — but their concerns over scientific integrity are hard to justify. Science has nothing to fear from a religious leader who has declared that should science prove some Buddhist concept wrong, “then Buddhism will have to change”. Lopez, whose book is more a history of the discourse between Buddhism and science than an examination of how the two inform each other, makes much of the Dalai Lama’s doctrinal flexibility. He suggests that this stems partly from the Tibetan leader’s desire to show that his religion is not the primitive superstition that many nineteenth-century European writers — and modern Chinese communists — have described. Perhaps so, but it must also derive from the Buddhist desire to know reality and not hide behind false assumptions about the world or our own nature.

During the past two decades, the Dalai Lama has directed his enthusiasm for modern scientific knowledge largely through the Mind and Life Institute, a non-profit organization based in Boulder, Colorado, which promotes dialogue and research partnerships between science and Buddhism. The institute holds regular private conferences at which scientists and Buddhists explore their respective views of the world. Pier Luigi Luisi’s book Mind and Life is a first-hand account of one of these meetings, held over a week in 2002 in Dharamsala, India, where the Dalai Lama lives. The discussion, entitled ‘the nature of matter, the nature of life’, covered everything from particle physics to the evolution and nature of consciousness. One glance at the guest list, which included the Nobel prize-winning physicist Steven Chu and the biologist Eric Lander, should dispel any doubts about how seriously the scientific community takes such collaborations.

Luisi, a biologist himself, does a fine job of capturing the ebb and flow of debate and the delicate dynamics of cross-cultural interaction. Some of the dialogue is riveting, in particular when the participants come up against each other’s characterization of reality. When Chu describes how physicists measure the properties of simple particles as if the particles were independent entities, there is a buzz of scepticism from the monks in the Tibetan benches; his depiction conflicts with the Buddhist idea that it makes sense to consider something only in terms of the parts or properties that make it up. What the monks want to know is whether, say, the electron “is really something out there that has those properties?” Chu responds: “we don’t actually ask that question!”

Buddhism seems to offer a kind of science of introspection.

What does science get from such an exchange? At the least, it encourages alternative ways of thinking about reality. Yet there is one area in which dialogue between Buddhists and scientists could lead to genuine advances in understanding: the study of consciousness. Here, Buddhism offers something that science lacks — a tried and tested way of observing and altering, through careful attention to meditation, the subjective workings of the mind. Neuroscientists can show how the practices used by meditators result in physiological changes in the brain, but as several of the Dharamsala conference participants attest in the book, neuroscience does not yet have the tools to explore the various states of consciousness they experience. Buddhism seems to offer a kind of science of introspection.

As a research exercise, the East–West discourse on consciousness sounds harmonious, but at a deep level, it is anything but. Both Luisi and Lopez identify this as an area of great conceptual divergence. Whereas cognitive science’s best guess is that consciousness is an emergent property of neuronal organization, Buddhists see it at some pure subtle level as not contingent on matter at all, but deriving instead from “a previous continuum of consciousness” — the Dalai Lama’s words — that transcends death and has neither beginning nor end. That is hard to test. Furthermore, it seems impossible for anyone to grasp such Buddhist notions of consciousness without experiencing them, because there is no way yet of quantifying them — and that means years of meditation. As Chu says in Mind and Life: “It’s like a physicist explaining electromagnetic waves to someone who doesn’t know mathematics.”

Despite this, Luisi’s depiction leaves you with the impression that if cognitive scientists and Buddhists can learn a little more of each other’s language, they might be on to something. Consciousness aside, the book is stimulating whatever your field or expertise, because it is likely to offer a way of looking at the world that you had not tried. Readers will also get a short, sharp primer into the nature of fundamental particles and the origins of life, and the philosophy behind Buddhist ethics. Lopez’s book, by contrast, is more likely to excite those seeking an in-depth analysis of Buddhism’s historical relationship with science. He purports to offer a ‘guide for the perplexed’ — presumably those who are perplexed that the two disciplines should be compatible at all. His scholarly treatment should provide succour, yet he gets off to a sticky start by pondering what it means to group the words ‘Buddhism’ and ‘science’ in the same phrase, concluding that it depends on “what one means by Buddhism, what one means by Science, and, not insignificantly, what one means by and”. It would take more than a week in Dharamsala to unpack that one.

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Buddhism and Science: for the alleviation of human suffering, we need both science and spirituality.

Nature 436, 1071; 2008

Top

Two books exploring the relationship between Buddhism and science reveal surprising synergies — and hint that insights into the brain may come from studying the religion’s practices, finds Michael Bond.

BOOK REVIEWEDBuddhism and Science: A Guide for the Perplexed

by Donald S. Lopez

University of Chicago Press: 2008. 280 pp. $25, £13

BOOK REVIEWEDMind and Life: Discussions with the Dalai Lama on the Nature of Reality

by Pier Luigi Luisi & Zara Houshmand

Columbia University Press: 2008. 232 pp. $24.95, £14.95