Arquivo de maio 11, 2009

 Viver num mundo onde religião tem tanta influência me faz pensar que vivo no passado, um tenebroso passado. 

 

O que me chamou a atenção na reportagem que segue abaixo, além de ser inusitada, foram os cometários dos leitores. Eu copiei apenas os primeiros para vocês terem uma idéia. Tem um até que cita Nietzsche. Ele diz: “Pergunte ao “pastor” se ele acredita em Deus ou Darwin, em Cristo ou Nietzsche ou ainda em Cristo ou papai noel. Ele não conhece nada de Deus, Jeová, Cristo. Se conhecesse certamente não aprovaria estas uniões.”

 

Lendo isso eu fico imaginando um pastor pregando. É claro que alguns fiés já devem ter se deparado com o pensamento do alemão, e é claro que alguns desses devem ter questionado um pastor, o que o obrigou a uma resposta. E o pior nisso tudo é que a resposta é óbvia e fácil. Basta perguntar: “Você vai acreditar em Jesus ou em Nietzsche?”

É fantástica a lavagem cerebral. As pessoas são obrigadas a não pensar, que é justamente o que nos difere dos outros animais.

 

A reportagem é do site do Terra.

11 de maio de 2009

Igreja abençoa união de pessoas do mesmo sexo

 

O casamento gay ainda é um tabu na maioria das sociedades. Tanto que boa parte delas ainda não reconheceu legalmente a possibilidade do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo.

As dificuldades que a questão enfrenta no campo civil, entretanto, não chegam nem perto do que acontece no religioso. Se o uso de preservativos ainda é condenado por muitas instituições religiosas, imaginem o casamento gay.

Na contramão – ou na vanguarda? – dessa posição está a Igreja da Comunidade Metropolitana, que há quatro anos celebra a união de casais homossexuais no Brasil.

No bolo de casamento, o símbolo da união

Tecnicamente, a Igreja não realiza casamentos. Ainda que a cerimônia seja praticamente idêntica e que o menu do site da instituição aponte para “casamento”, ela é chamada de “Benção de União de Casais Homoafetivos”.

“Existe uma diferença de conceito”, argumenta o pastor Cristiano Valério, da ICM. De acordo com o pastor, “o casal não está sendo unido no altar; eles estão vivendo juntos”.

– A Igreja dá uma benção a uma união que já é legítima, que já venceu muitos obstáculos e está consolidada. Na ICM, entendemos que os casais devem celebrar sua união depois de se conhecerem, inclusive sexualmente – afirma.

Casais celebram a união com muita fé

O pastor Valério faz questão de esclarecer porque a cerimônia é considerada uma benção. “Abençoamos a união porque não a consideramos um sacramento. Na ICM, apenas o batismo e a eucaristia são sacramentos”.

Cristiano Valério explica, ainda, o uso do termo “homoafetivo”:

– Homossexual dá a ideia de apenas sexo. Homoafetivo realça o carinho que envolve a relação. O desejo é apenas consequência. Mas a Igreja não tem nenhum problema em usar os termos “gays” ou “homossexuais” – diz.

União coletiva

Com a proximidade da Parada Gay de São Paulo, marcada para o dia 14 de junho, a ICM prepara-se para a 2ª edição da celebração de benção de união coletiva de casais homoafetivos.

O evento acontece na véspera da Parada Gay. Como toda primeira vez, a edição de 2008 foi um pouco tímida, reunindo apenas cinco casais. “A visibilidade é muito grande, alguns casais optam por celebrar em particular, ao longo do dia”, explica o pastor. Um número maior de casais é esperado para a união coletiva deste ano.

Benção coletiva de união de casais homoafetivos em 2008, na véspera da Parada Gay

“Aproveitamos sempre oportunidades para nos posicionarmos politicamente”, explica Cristiano Valério. De fato, a militância é uma marca da ICM. “E não apenas pelo movimento LGBT, mas pelos direitos das mulheres, dos negros e dos índios…”, afirma Valério.

Por essa atuação a ICM esteve na I Conferência Nacional LGBT, em 2008, e na II Conferência de Igualdade Racial, no final de semana passado. Em 2003, o fundador da Igreja, reverendo Troy Perry foi convidado pelo Govenrno Lula para discutir o Programa Nacional por um Brasil Sem Homofobia.

Essa relação entre fé e militância foi fundamental para o surgimento da Igreja. Impedido de pregar pela sua opção sexual, o Rev. Troy Perry foi compelido a fundar sua própria congregação ao ver um amigo gay ser agredido e preso pela polícia. Em seu desespero, o rapaz gritou para Perry: “Deus não se importa! Deus não se importa com os gays!”.

A Igreja da Comunidade Metropolitana é o ramo brasileiro da Metropolitan Community Churches, fundada pelo reverendo Troy Perry em 1968, em Los Angeles (EUA).

Atualmente com 60 mil membros e mais de 300 igrejas em 22 países ao redor do mundo, a MCC realizou o primeiro casamento público entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos, no ano de 1969.

O primeiro casamento gay público dos Estados Unidos ocorreu há 30 anos

Na mesma ocasião, ingressou com uma petição para o reconhecimento legal para casamentos entre homossexuais naquele país.

Desde a sua fundação, a MCC e seus membros têm sido vítimas da violência e da intolerância religiosa. O Ver. Troy – hoje aposentado – já recebeu diversas ameaças de morte e cerca de 22 templos em todo o mundo já foram incendiados.

A ICM chegou ao Brasil há cinco anos. Consequentemente, sua presença no país ainda é pequena: chega a apenas nove cidades: São Paulo e Campinas (SP); Belo Horizonte e Divinópolis (MG); Fortaleza (CE); Teresina (PI); Curitiba e Umuarama (PR); e Vitória (ES).

Somente em três delas (São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza), tem os serviços completos, que incluem ação social e militância pelo movimento LGBT.

Pastor Cristiano: “queremos adorar Deus sem máscaras”

Embora a entrevista enfoque principalmente a união de pessoas do mesmo sexo, o pastor faz questão de enfatizar que “a ICM celebra a união de qualquer casal, homoafetivos ou heterosexuais”.

– Na ICM fazemos o que chamamos de inclusão radical. Aceitamos e pronto. Não existe um ser humano no planeta que não seria bem vindo na ICM. Nosso objetivo é adorar Deus sem usar máscaras – afirma o pastor Cristiano Valério.

(fotos: Igreja Cristã Metropolitana)

774 Comentários »

  1. Isso é um absurdo no livrode genesis Deus fala que criou o homem e a mulher cada um com forme a sua espécia fez o homem macho, e a mulher femea, esse cara que se intitula pastor só se for do diabo, oque ele está fazendo não tem fundamento biblico nenhum

Comentário por RUI — 11 de maio de 2009 @ 13:15

  1. Ja passou da hora do Estado interferir nas relacoes pessoais/domesticas de cidadaos em dias com suas obrigacoes. Isso nunca fez o menor sentido

Ja no campo religioso, sem duvida um ganho expressivo.

Comentário por Rodrigo Abreu — 11 de maio de 2009 @ 13:17

  1. Absurdo…

Isso foge literalmente das leis de Deus…
Deus criou Adão e Eva… e em nenhum momento Adão e IVO….

absurdo… isso virou modinha….

Comentário por Queila — 11 de maio de 2009 @ 13:17

  1. quis dizer….PARAR de interferir nas relacoes domesticas.

Comentário por Rodrigo Abreu — 11 de maio de 2009 @ 13:18

  1. Isso não é Igreja nem aqui e nem no INFERNO, é apenas uma seita de perdição, NADA MAIS OU MENOS QUE ISSO.

Comentário por Eduardo — 11 de maio de 2009 @ 13:18

  1. Em primeiro lugar, essa “seita” denominada, IGREJA DA COMUNIDADE METROPOLITANA, não tem nada a ver com evangélicos. Em segundo lugar, esse Senhor que se intitula líder religioso, não sabe se é pastor ou padre. E como evangélico convicto, posso afirmar, baseado na biblia, que o casamento de pessoas do mesmo sexo, não esta e nem estara previsto e escrito em qualquer capitulo, versiculo ou linha da Biblia Sagrada.. Acho isso tudo uma aberração aos ensinamentos de Deus…

Comentário por Alessandro Ruas — 11 de maio de 2009 @ 13:19

  1. Ja passou da hora do Estado parar de interferir nas relacoes pessoais/domesticas de cidadaos em dias com suas obrigacoes. Isso nunca fez o menor sentido

Ja no campo religioso, sem duvida um ganho expressivo.

Comentário por Rodrigo Abreu — 11 de maio de 2009 @ 13:19

  1. Finalmente alguém que, à primeira vista, não coloca o preconceito medíocre e imbecil que atualmente toma conta das instituições religiosas em primeiro lugar na hora de aceitar essas pessoas e colocar em prática o que Cristo nos deixou de ordem: “amarmos uns aos outros como a nós mesmos”…
    Vivemos num tempo que não há mais lugar para preconceito. Lamentável que pessoas ainda pensem que homossexualismo seja “coisa do diabo”…

Comentário por Victor — 11 de maio de 2009 @ 13:20

  1. Cada coisa que fundamento biblico isso nao existe tenho nojo de pessoas preconceituosa deixa o mundo ser feliz pow nao tao matando e nen roubando mas se tivesse voçeis tanbem estaria os julgandos nossa que coisa rediculas ; se preocupe com vç mesmo e seje feliz sem querer estragar a felicidades deles mas tanben na biblia esta que devemos amar um ao outro porque somos irmao nao ficar redicularizando uns aos outros.preocupe-se com voçe mesmo e deixa as pessoas ser feliz do jeito que elas(eles) achar melhor.

Comentário por Augusto — 11 de maio de 2009 @ 13:22

  1. lamentavel que para não entrar em atrito com a igreja catolica apostolica romana se chame de pastor esse padre.
    Por outro lado, vai em contra de toda a escritura da biblia, sendo assim, por que Pastor??

Comentário por angel — 11 de maio de 2009 @ 13:23

  1. Ai entra aquele lance q tbm ta na biblia… sobre o livre arbitrio. Se a pessoa acha q está feliz ao lado d outra do msm sexo, quem somos nós, meros seres mortais, para julgar? Não cabe a ninguém aki na terra condenar a atitude de ninguém. Só Deus poderá julgar se vc teve ou não uma vida correta e digna d salvação… Sou lesbica tenho uma relação estavel com outra mulher e em breve teremos nosso primeiro filho. E estou muito mais feliz doq já estive com qualquer outro homem com quem tive relação no passado.

Comentário por Lesbica — 11 de maio de 2009 @ 13:23

  1. QUE IGREJA É ESTA??? DE ALGUMA FORMA ELES TEM QUE ARRANJAR “FIÉIS” SE ESTA É UMA IGREJA QUE REALMENTE SEGUE AS LEIS DE DEUS NÃO DEVERIA IR CONTRA A VONTADE DE DEUS. ISTO É UM ABSURDO, TEMOS QUE ACEITAR OS GAYS, MAS NÃO CASAMENTO EM IGREJA.

Comentário por Nilson — 11 de maio de 2009 @ 13:23

  1. 1º que essa cara não é pastor nem aqui nem na china, 2º Deus condena esse tipo de união e a palavra de Deus não se contradiz, Deus usa até a palavra abonição p/ esse tipo de união, 3º esse sacramento não existe! Esse pseudo “pastor” tá enganando muito gente com esse ensinamento idiota e falso qt ao que Deus abençõa. Isso tá mais p/ desejo intimo dele do que p/ benção!!

Comentário por Fábio Pedrosa — 11 de maio de 2009 @ 13:24

  1. Gostaria que esclarecesse minha dúvida: se a união gey é correta por que Deus criou o homem e a mulher ? não deveria ser tudo diferente para que fosse natural essa união ? ou será que o homem quer ir contra essa realidade ? aguardo sua explicação

Comentário por RUTE — 11 de maio de 2009 @ 13:24

  1. ABOMINAVEL A DEUS E CULTUAR O ODIO E O PRECONCEITO

NAO O AMOR…

SEUS BURROS!

Comentário por Rodrigo Abreu — 11 de maio de 2009 @ 13:24

  1. Que fazer né?
    Pergunte ao “pastor” se ele acredita em Deus ou Darwin, em Cristo ou Nietzsche ou ainda em Cristo ou papai noel.
    Ele não conhece nada de Deus, Jeová, Cristo. Se conhecesse certamente não aprovaria estas uniões.

Comentário por junior — 11 de maio de 2009 @ 13:25

  1. ENGRAÇADO RUI, POIS DEUS TBM DISSE NÃO A VIOLÊNCIA, NÃO AS DROGAS E QUE ESTÃO FAZENDO? ACHO Q SE CADA UM TEM O DIREITO DE VIVER COMO QUEIA E COMO ACHAR MELHOR… E ALÉM DO MAIS MTOS DESSES CASAIS ASSUMEM Q DEUS TBM DISSE MULTIPLICAI-VOS… QDO OS MSMS ADOTAM CRIANÇAS ENQUANTO OUTROS ABANDONAM… AMAR E SERVIR SEMPRE A DEUS SEM DISCRIMINAR E JULGAR… SER FELIZ DEPENDE D NÓS MSM INDEPENDENTE QUEM ESTEJA DO NOSSO LADO… Q CADA HOMEM CONSIGA O AMOR E A FELICIDADE ETERNA.. POIS DEUS NOS COLOCOU NESTE MUNDO P APRENDER, AMAR E NÃO JULGAR, NÃO DESPRESAR… NÃO SOU HOMOSSEXUAL MAS ACREDITO Q ELES E ELAS FAZEM MTA DIFERENÇA NESTE MUNDO… Q TDS ACREDITEM EM SEUS SONHOS… E SEJAM FELIZES.. E PARABÉNS AO PASTOR ACHO UMA GRANDE INICIATIVA POIS MTOS PRECISAM D PESSOAS COMO O SR. APENAS PARA DAR A BENÇÃO…

Comentário por DEBRINHA — 11 de maio de 2009 @ 13:26

LÚCIA VALENTIM RODRIGUES
da Folha de S.Paulo, em Roma

O diretor Ron Howard, 55, aprende com seus erros. Após fazer “O Código Da Vinci”, adaptação do livro de Dan Brown, e ser um fracasso de crítica, ele adapta “Anjos e Demônios” –que estreia no Brasil no dia 15–, do mesmo autor, com mais ação, ritmo muito mais acelerado e, surpreendentemente, nenhum sexo.

Em exibição para a imprensa, em Roma, na semana passada, foi consenso entre jornalistas que este longa é melhor que o anterior. O sucesso se explica numa palavra: liberdade.

7.mai.09-Katsumi Kasahara/AP
Diretor Ron Howard, atores Tom Hanks e Ayelet Zurer e produtor Brian Grazer (da esq. à dir.) posam na divulgação do filme (Tóquio)
Diretor Ron Howard, atores Tom Hanks e Ayelet Zurer e produtor Brian Grazer (da esq. à dir.) posam na divulgação do filme (Tóquio)

Howard e os roteiristas David Koepp e Akiva Goldsman cortaram, fundiram personagens e reescreveram uma boa parte do final. “Faz parte de uma adaptação ter de escolher. Fazendo uma autocrítica, diria que fui muito devotado ao original em “Código Da Vinci”. Neste filme resolvi mudar mais. E, depois de tantos comentários, achamos que Robert Langdon podia ganhar um corte de cabelo”, diz o diretor, em evento de lançamento europeu. “Isso foi meu maior desafio”, brinca Tom Hanks, 52.

Ele está novamente no papel do simbologista de Harvard Robert Langdon, que é chamado para desvendar os mistérios em torno de uma série de assassinatos. Um extremista sequestra e mata de hora em hora quatro cardeais cotados para a vaga aberta com a morte do papa. À meia-noite, uma bomba vai explodir dentro do Vaticano durante esse conclave.

Brown aprovou as mudanças: “Foi interessante testemunhar o processo de transformar um texto denso num thriller inteligente e de rápida diversão, mas nada foi feito pensando em agradar aos católicos”.

O filme mantém acesa a polêmica com a Igreja Católica, sempre presente no que concerne ao autor americano.

No dia seguinte à sessão na capital italiana, o bispo Antonio Rosario Mennonna, de 102 anos, entrou com uma denúncia na Procuradoria de Roma e de Potenza, chamando o filme de “difamatório e ofensivo aos valores da igreja e ao prestígio da Santa Sé” e conclamando os fiéis católicos a não irem vê-lo.

O líder da Liga Católica nos EUA, William Donohue, disse que Hollywood “inventou uma história para difamar a igreja” e classificou o filme de “anticatólico”. Ron Howard agradeceu e disse que esse tipo de polêmica ajuda no marketing.

Durante as filmagens, o longa teve negado acesso a várias partes do Vaticano, que foram recriadas em estúdio em Los Angeles. “Não esperava cooperação”, diz o diretor. “Nunca estive no cartão de Natal da igreja, mas esse ataque acontece sem ninguém ter visto o filme”.

O diretor convidou representantes da igreja para assistir, “mas todos declinaram”. O astro de US$ 20 milhões Tom Hanks fez uma espécie de “anticampanha”. “Se você acha que o filme vai atacar sua fé, simplesmente não vá ao cinema.

Nós imploramos, por favor, não vá”, disse em tom jocoso.

Uma festa que estava programada para acontecer em Roma foi cancelada por interferência extraoficial do Vaticano. “Foi deixado claro por alguns canais que a igreja não aprovava aquilo”, disse o diretor.

Sem beijo

Vivida pela israelense Ayelet Zurer, a mocinha foi transformada em uma mulher mais realista. A atriz diz que no livro Vittoria Vetra parecia uma “super-heroína”: “Afinal, ela é muito inteligente, contesta Einstein e ainda é sexy”.
Na versão cinematográfica, ela é “uma mulher que você consegue encontrar na rua”.

Talvez por isso ela não tenha encantado Langdon, com o qual não tem nenhuma cena romântica. Hanks relativiza: “Nas 24 horas em que se passa o filme eles não conseguiriam achar tempo para um beijo.

Pensamos em mudar a locação de uma das mortes para um hotel onde eles pudessem transar, ou um carro grande, como um Alfa Romeo, mas não ficou bom no roteiro”, ri ele.

A jornalista LÚCIA VALENTIM RODRIGUES viajou a convite da Sony Pictures