Arquivo de março 29, 2009

Paul O’nneal ex-secretário do Tesouro americano abre o jogo sobre a estratégia dos falcões para monopolizar as reservas de petróleo do Iraque.
Haja m… no ventilador.
Segura essa!

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Cuidado para não repetir mentiras, nunca houve avião algum caindo no Pentagono.
Veja e tire suas conclusões.

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Neste blog há uma série de textos sobre a atualidade do kenesianismo e certos fatores relevantes da formação econômica brasileira.  Vejam os textos:

FMI foi criado em Bretton Woods em 1944 

Fim da mendicância 

Nova ordem mundial

Testemunho de Roberto Campos

Domínio Americano

Fim do padrão-ouro

Cidadão Keynes

o grupo de Bloomsbury

Entrevista com John Kenneth Galbraith 

Keynes por Paul Singer

 

Economia do prazer

Publicado: março 29, 2009 por Yogi em Capital, Tudo
Eduardo Giannetti mostra que o padrão americano de 
riqueza não garante felicidade e recomenda investimento 
nas relações pessoais

Luiza Villaméa

  Alan Rodrigues
  Giannetti: “O excesso de 
consumo pode destruir as 
bases biológicas da vida”

Respeitado pelas análises ponderadas que costuma fazer, o economista Eduardo Giannetti é consultado sempre que o debate gira em torno dos humores do mercado e dos rumos financeiros do País. Aos 45 anos, Giannetti, um mineiro radicado em São Paulo desde a infância, acaba de reforçar sua fama como professor de história do pensamento econômico. Em sintonia com a tradição cultuada pelos grandes economistas do século XVIII, que voltavam seus estudos para o bem-estar da humanidade, ele sintetizou no livro Felicidade, recém-lançado pela Companhia das Letras, estudos que vem realizando sobre o tema há quase duas décadas. “Continuar aumentando
os padrões de consumo não vai tornar as pessoas mais felizes”, 
garante Giannetti. “A partir de um certo índice não há nenhuma 
evidência empírica de que acréscimos de renda tragam ganhos de
bem-estar subjetivo.” A seguir, os principais trechos da entrevista concedida em sua agradável casa, antes de partir para o lançamento
de Felicidade, em sua terra natal, Belo Horizonte.

ISTOÉ – Por que um economista decide estudar a felicidade?
Eduardo Giannetti –
 O que me surpreende é exatamente o contrário. Como é que os economistas, de uns tempos para cá, passaram a considerar tão pouco a questão do bem-estar. A preocupação dos grandes economistas em qualquer tempo sempre foi facilitar a busca
da realização e do potencial humano.

ISTOÉ – Seu livro mostra que, no século XVII, os filósofos iluministas acreditavam que o progresso levaria à felicidade. 
Na prática, isso não ocorreu. Por quê?
Giannetti –
 O projeto iluminista de que o progresso e a razão 
resolveriam o problema humano de realização fracassou. Continuar aumentando a renda e os padrões de consumo não vai tornar as
pessoas mais felizes com a vida que têm. Assim como na corrida armamentista, os países investem cada vez mais em armas e se 
sentem ainda mais inseguros. No consumo ocorre algo parecido. 
Os países altamente desenvolvidos se esforçam para ter um padrão
de consumo maior e se sentem cada vez mais carentes.

ISTOÉ – O projeto iluminista tem outros limites?
Giannetti –
 Sim. O limite ecológico. Se o padrão de consumo
do sonho americano se generalizar, se cada chinês passar a ter
dois automóveis na garagem, o meio ambiente e a biosfera não vão aguentar o desaforo. As bases biológicas da vida serão destruídas.

ISTOÉ – O que fazer para atingir o bem-estar?
Giannetti –
 Precisamos encontrar outros caminhos. Uma realização
que seja menos calcada no econômico e mais na ética, na espiritualidade, nas relações pessoais, na alegria de viver. Um caminho que seja menos oneroso do ponto de vista econômico-ambiental, 
que seja mais sustentável do ponto de vista ecológico.

ISTOÉ – Então a economia tem um papel secundário
na busca da felicidade?
Giannetti –
 A economia é fundamental até certo ponto. A partir
de um certo índice não há nenhuma evidência empírica de que acréscimos de renda tragam ganhos de bem-estar subjetivo.

Financial Times
Amy Kazmin
O próspero campus da Universidade Muçulmana Aligarh, no norte da Índia, representa a face moderna da comunidade muçulmana de 150 milhões de pessoas do país.

Homens jovens usando gorros e mulheres trajando burcas caminham em meio a jardins floridos e prédios indo-islâmicos no terreno da universidade, fundada há mais de um século como um farol de educação racional ao estilo Ocidental para os muçulmanos do sul da Ásia.

Mas há uma inquietação entre os 30 mil estudantes. “Agentes de inteligência estão por toda parte, observando tudo”, disse um acadêmico. É um sentimento comum, à medida que aumenta a suspeita do governo contra sua grande minoria muçulmana, especialmente após os ataques terroristas que abalaram as principais cidades indianas ao longo do ano passado.

Uma profunda insegurança ainda perturba os muçulmanos da Índia, 62 anos após a separação traumática do subcontinente governado pelos britânicos, resultando na Índia, um país de maioria hindu, e no Paquistão, de maioria muçulmana.

Apesar de suas famílias terem permanecido na ostensivamente secular Índia, os muçulmanos indianos dizem que são tratados como cidadãos de segunda classe de lealdade duvidosa, quando não como traidores e terroristas.

As percepções de discriminação foram reforçadas por um relatório de 2006 do governo, que apontou que os muçulmanos formavam a comunidade mais carente educativa, econômica e socialmente da Índia, com um status semelhante aos dalits, a casta mais baixa entre os hindus e antes conhecidos como “intocáveis”.

Entretanto, enquanto a Índia se prepara para as eleições parlamentares a partir do próximo mês, os muçulmanos estão debatendo como melhor se afirmarem politicamente para aliviar suas queixas e impedir sua comunidade de ficar ainda mais para trás na economia da Índia, que se desenvolve rapidamente. “Os muçulmanos estão pensando: ‘Se outros partidos não estão dispostos a nos dar a nossa parte, nós temos que reorganizar nosso voto'”, disse Mohammad Muqim, presidente do departamento de filosofia da Aligarh.

Por décadas após a independência, os muçulmanos foram um apoio certo ao Partido do Congresso, com seu professo compromisso com o secularismo. Seu principal rival, o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata, retrata a Índia como uma sociedade hindu e acusa o Partido do Congresso de “apaziguamento das minorias”.

Nos últimos anos, os muçulmanos viram outros grupos oprimidos, incluindo os dalits, ganharem um maior poder político para suas comunidades, ao votarem em candidatos de sua própria casta.

Mas os muçulmanos, dispersos por todo o país, têm tido dificuldade em ganhar influência no sistema eleitoral de voto pluralitário.

Apesar de corresponderem a 14% da população, os muçulmanos normalmente detêm apenas 6% a 9% das cadeiras parlamentares, dispersos por vários partidos. Alguns distritos eleitorais com número significativo de muçulmanos há muito são reservados para representantes hindus das castas mais baixas, como parte do esforço de Nova Déli de corrigir as injustiças causadas pelo sistema de castas.

Em outras partes, os votos são fragmentados quando os partidos concorrentes lançam candidatos muçulmanos rivais.

Sempre houve uma desilusão com os políticos muçulmanos, em meio à suspeita de que os partidos nacionais promovem conscientemente aqueles com passado manchado ou questionável como sendo “representantes” dos muçulmanos.

“Os maus caráteres da sociedade muçulmana estão sendo protegidos pelos partidos políticos”, disse Saleem Peerzada, um engenheiro formado pela Aligarh. “Eles não querem que surja uma liderança muçulmana educada, real, eficaz.”

A Índia sem dúvida conta com histórias de sucesso muçulmanas. Sua vasta indústria cinematográfica é dominada por superastros muçulmanos. A Wipro, uma das maiores empresas de software do país, é controlada por um muçulmano, Azim Premji. Os muçulmanos estão espalhados pelo governo, entre os profissionais liberais e pelo setor privado.

Mas mesmo muitos muçulmanos bem-sucedidos sentem que sua comunidade enfrenta barreiras entrincheiradas que podem ser removidas apenas com uma maior força política.

“Nossa experiência nos compele -a política é obrigatória”, disse Amanullah Khan, que passou 25 anos promovendo a educação entre os muçulmanos e se queixa da relutância das autoridades em reconhecer as escolas administradas por muçulmanos. “Nós precisamos ter um partido político sob nossa própria liderança, com o qual possamos negociar melhor.”

Para isto, Khan, um novato na política, planeja concorrer nas eleições parlamentares com o partido Frente Democrática Unida de Assam. O partido muçulmano com três anos conquistou 10 cadeiras no Legislativo estadual de Assam e lançará 25 candidatos nas eleições nacionais.

O partido Parcham, fundado por Peerzada, se concentra na disputa das eleições para prefeitos e vereadores nas áreas muçulmanas.

Enquanto isso, o Conselho Milli de Toda a Índia, uma organização muçulmana, começou a apoiar candidatos, como parte de uma estratégia de unificar o voto dos muçulmanos. Manzoor Alam, seu secretário-geral, diz que a influência muçulmana pode não ser sentida por uma década, mas “em 2019, nós chegaremos a um ponto em que nenhum partido político poderá ignorar as exigências genuínas dos muçulmanos”.

Para alguns, não há nenhum momento a perder, dada a profunda desilusão entre muitos jovens muçulmanos. “Eles estão sendo pressionados contra a parede”, disse Abusaleh Shariff, um demógrafo que ajudou a escrever o relatório sobre o status dos muçulmanos. “A questão é, no final eles pegarão em armas e partirão para uma revolução?”