Arquivo de março 12, 2009

Estão produzindo um longa metragem sobre o Genghis Khan (o mesmo roteirista do Appocalipse Now), previsto para 2010.

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MIT meeting on the world crisis.

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Meditações na  Filosofia Primeira. 

 

Veja também: 

Meditações Metafísicas

The Epistemological Foundation – Descartes’ God

O Valor de Lakatos

Publicado: março 12, 2009 por Yogi em Culture, Media, Nature, Philosophy, Science, Tudo
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Lakatos nasceu com o nome Imre (Avrum) Lipschitz em uma família judia em DebrecenHungria em 1922. Graduou-se em matemáticafísica, e filosofia da Universidade de Debrecen em 1944. ele evitou a perseguição nazista dos judeus mudando seu nome para Imre Molnár. Sua mãe e sua avó morreram em Auschwitz. Ele se tornou um communista ativo durante a Segunda Guerra Mundial. Ele mudou seu sobrenome mais uma vez para Lakatos (serralheiro) em honra de Géza Lakatos.

Lakatos nunca obteve a cidadania britânica, e com efeito permaneceu apátrida

O seu pensamento e propósta de harmonização de idéias conflitantes. 

Lakatos’ contribution to the philosophy of science was an attempt to resolve the perceived conflict between Popper’s Falsificationism and the revolutionary structure of science described by Kuhn. Popper’s theory implied that scientists should give up a theory as soon as they encounter any falsifying evidence, immediately replacing it with increasingly ‘bold and powerful’ new hypotheses. However, Kuhn described science as consisting of periods of normal science in which scientists continue to hold their theories in the face of anomalies, interspersed with periods of great conceptual change.

Lakatos sought a methodology that would harmonize these apparently contradictory points of view. A methodology that could provide a rational account of scientific progress, consistent with the historical record.

For Lakatos, what we think of as ‘theories’ are actually groups of slightly different theories that share some common idea, or what Lakatos called their ‘hard core’. Lakatos called these groups ‘Research Programs’. Those scientists involved in the program will shield the theoretical core from falsification attempts behind a protective belt ofauxiliary hypotheses. Whereas Popper generally disparaged such measures as ‘ad hoc’, Lakatos wanted to show that adjusting and developing a protective belt is not necessarily a bad thing for a research program. Instead of asking whether a hypothesis is true or false, Lakatos wanted us to ask whether a research program is progressive or degenerative. A progressive research program is marked by its growth, along with the discovery of stunning novel facts. A degenerative research program is marked by lack of growth, or growth of the protective belt that does not lead to novel facts.

Falsificationism, (Popper‘s theory), proposed that scientists put forward theories and that nature ‘shouts NO’ in the form of an inconsistent observation. According to Popper, it is irrational for scientists to maintain their theories in the face of Natures rejection, yet this is what Kuhn had described them as doing. But for Lakatos, “It is not that we propose a theory and Nature may shout NO rather we propose a maze of theories and nature may shout INCONSISTENT1. This inconstancy can be resolved without abandoning our Research Program by leaving the hard core alone and altering the auxiliary hypotheses.

One example given is Newton‘s three laws of motion, which define quantities such as force. Within the Newtonian system (research program) these are not open to falsification as they form the programs hard core. This research program provides a framework within which research can be undertaken with constant reference to presumed first principles which are shared by those involved in the research program, and without continually defending these first principles. In this regard it is similar to Kuhn‘s notion of a paradigm.

Lakatos also believed that a research program contained ‘methodological rules’ some that instruct on what paths of research to avoid (he called this the ‘negative heuristic’) and some that instruct on what paths to pursue (he called this the ‘positive heuristic’).

Lakatos claimed that not all changes of the auxiliary hypotheses within research programs (Lakatos calls them ‘problem shifts’) are equally as acceptable. He believed that these ‘problem shifts’ can be evaluated both by their ability to explain apparent refutations and by their ability to produce new facts. If it can do this then Lakatos claims they are progressive2. However if they do not, if they are just ‘ad-hoc‘ changes that do not lead to the prediction of new facts, then he labels them as degenerate.

Lakatos believed that if a research program is progressive, then it is rational for scientists to keep changing the auxiliary hypotheses in order to hold on to it in the face of anomalies. However, if a research program is degenerate, then it faces danger from its competitors, it can be ‘falsified’ by being superseded by a better (i.e. more progressive) research program. This is what he believes is happening in the historical periods Kuhn describes as revolutions and what makes them rational as opposed to mere leaps of faith (as he believed Kuhn took them to be).

Mais na wikipedia, a enciclipedia livre.

O Pensamento de Thomas Kuhn

Publicado: março 12, 2009 por Yogi em Culture, Media, Philosophy, Politics, Science, Tudo
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Thomas S. Kuhn ocupou-se principalmente do estudo da história da ciência, no qual mostra um contraste entre duas concepções da ciência:

  • Por um lado, a ciência é entendida como uma atividade completamente racional e controlada. (PERSPECTIVA FORMALISTA).
  • Em outro lado, a ciência é entendida como uma atividade concreta que se dá ao longo do tempo e que em cada época histórica apresenta peculiaridades e características próprias. (PERSPECTIVA HISTORICISTA).

Este contraste emerge na obra A Estrutura das Revoluções Científicas, e ocasionou o chamado giro histórico-sociológico da ciência, uma revolução na reflexão acerca da ciência ao considerar próprios da ciência os aspectos históricos e sociológicos que rodeiam a atividade científica, e não só os lógicos e empíricos, como defendia o modelo formalista, o qual estava a ser desafiado pelo enfoque historicista de Kuhn.

Enfoque historicista

Segundo o enfoque historicista de Kuhn, a ciência desenvolve-se segundo determinadas fases:

  1. Estabelecimento de um paradigma.
  2. Ciência normal.
  3. Crise.
  4. Revolução científica.
  5. Estabelecimento de um novo paradigma.
  1. A noção de paradigma resulta fundamental neste enfoque historicista e não é mais que uma macroteoria, um marco ou perspectiva que se aceita de forma geral por toda a comunidade científica (conjunto de cientistas que compartilham um mesmo paradigma e realizam a mesma atividade científica) e a partir do qual se realiza a atividade científica, cujo objetivo é esclarecer as possíveis falhas do paradigma ou extrair todas as suas consequências.
  2. ciência normal é o período durante o qual se desenvolve uma atividade científica baseada num paradigma. Esta fase ocupa a maior parte da comunidade científica, consistindo em trabalhar para mostrar ou pôr a prova a solidez do paradigma no qual se baseia.
  3. Porém, em determinadas ocasiões, o paradigma não é capaz de resolver todos os problemas, que podem persistir ao longo de anos ou séculos inclusive, e neste caso o paradigma gradualmente é posto em cheque, e começa-se a considerar se é o marco mais adequado para a resolução de problemas ou se deve ser abandonado. Então é quando se estabelece uma crise, que ademais supõe a proliferação de novos paradigmas que competem entre si tratando de impor-se como o enfoque mais adequado.
  4. Finalmente se produz um revolução científica quando um dos novos paradigmas substitui ao paradigma tradicional. A cada revolução o ciclo inicia de novo e o paradigma que foi instaurado dá origem a um novo processo de ciência normal.

Desta maneira, o enfoque historicista dá importância a fatores subjetivos que anteriormente foram passados por alto na hora de explicar o processo de investigação científica. Kuhn mostra que a ciência não é só um contraste entre teorias e realidade, senão que há diálogo, debate, tensões e até lutas entre os defensores de distintos paradigmas. E é precisamente nesse debate ou luta onde se demostra que os cientistas não são só absolutamente racionais, não podem ser objetivos, pois nem a eles é possível afastar-se de todos os paradigmas e compará-los de forma objetiva, senão que sempre estão imersos em um paradigma e interpretam o mundo conforme o mesmo. Isto demostra que na atividade científica influi tanto interesses científicos (ex: a aplicação prática de uma teoria), como subjetivos, como por exemplo, a existência de coletividades ou grupos sociais a favor ou contra uma teoria concreta, ou a existência de problemas éticos, de tal maneira que a atividade científica vê-se influenciada pelo contexto histórico-sociológico em que se desenvolve. Também é verdade que, epistemologicamente falando, Thomas Kuhn se guia por um paradigma para estudar a formação dos paradigmas!

Da wikipedia, a enciclopedia livre.