Arquivo de fevereiro 24, 2009

Duke Ellington

Publicado: fevereiro 24, 2009 por Yogi em Arts, Capital, Culture, International, Media, Music, Tudo

Primeiro negro grafado numa moeda americana.

E pluribus unum, Latin for “Out of Many, One,” (dupla conotação?)

District of Columbia The District of Columbia quarter is the first of 2009 and the first in the District of Columbia and U.S. Territories Quarters Program. The District of Columbia, created in 1790, became the Nation’s capital on December 1, 1800. The 10-square-mile site, originally part of Maryland and Virginia, was chosen personally by President George Washington to fulfill the need for a new Federal district that would not be part of any state. The District of Columbia quarter reverse features native son Duke Ellington, the internationally renowned composer and musician, seated at a grand piano with the inscriptions, DISTRICT OF COLUMBIA, DUKE ELLINGTON and JUSTICE FOR ALL, the District’s motto. Edward Kennedy “Duke” Ellington was born into a middle-class family in Washington, D.C., in 1899, and started piano lessons at the age of seven. He lived in Washington until 1923, when he moved to New York City. He began performing professionally at the age of 17, and once he arrived in New York, started playing in Broadway nightclubs and eventually led his own band. Ellington made hundreds of recordings — some with John Coltrane, Billy Strayhorn, Louis Armstrong and Ella Fitzgerald – making him famous worldwide. Throughout his 50-year career, he returned often to Washington to perform, frequently staying at the Whitelaw Hotel located in his boyhood neighborhood in Washington. Throughout his life, he received numerous awards and honors, including multiple Grammy® awards and the Presidential Medal of Freedom in 1969 in honor of his ability to carry the message of freedom to all the Nations of the world through his gift of music and understanding. The District of Columbia Quarter Design Advisory Committee, established by Mayor Adrian M. Fenty, solicited and reviewed reverse design concepts from the public, narrowing more than 300 down to three, which were sent to the United States Mint for final artistic renderings. The three concepts each included an individual from a different century: Duke Ellington; Benjamin Banneker, who assisted with the original D.C. boundary survey; and Frederick Douglass, the renowned abolitionist and statesman. The artistic renderings were then proposed to the District, and the Duke Ellington design was recommended through a public vote, with the Secretary of the Treasury approving the design on July 31, 2008.

A “clicocracia” está aí para ficar na política
ou como Obama usou a internet e ganhou

O site e.politics fez um favor para políticos de todo o planeta. Reuniu num único endereço as melhores explicações da estratégia do democrata Barack Obama para vencer a eleição com a ajuda da internet de um jeito que nunca ninguém havia visto.

Os números são impressionantes:

13 milhões de pessoas cadastradas na lista de e-mail;
3 milhões de doadores fizeram 6,5 milhões de doações pela internet;
Das 6,5 milhões de doações, 6 milhões foram em valores até US$ 100;
Meio bilhão de dólares arrecadados online em 21 meses;
5 milhões de “amigos” nos sites de relacionamento social;
2 milhões de perfis no site oficial MyBarackObama.com;
3 milhões de doadores individuais;
70 mil pessoas criaram suas próprias campanhas de arrecadação de fundos para Obama
.

Um dos textos citados pelo e.politics é do Washington Post, que tem dezenas de informações fascinantes sobre como a internet acaba de criar uma nova forma de política, a “clicocracia” (uma brincadeira com o “clique” que todos produzimos no mouse). O Post entrevistou para a reportagem o jovem Joe Rospars, de 27 anos, diretor de nova mídia da campanha vitoriosa de Obama.

Eis alguns dados gerais:

Durante a campanha, mais de 7.000 mensagens padronizadas foram redigidas e enviadas por e-mail. As mensagens eram destinadas a grupos específicos de eleitores cadastrados, sobretudo para pedir mais doações. Quem já havia doado menos de US$ 200 recebia um tipo de e-mail. Quem já havia contribuído com mais de US$ 1.000, era alvo de um outro tipo de texto.

Mais de 1 bilhão (!!) de e-mails foram enviados pela campanha de Obama.

Como comparação, Obama teve 13 milhões de e-mails cadastrados. Há pouco mais de 4 anos, o democrata John F. Kerry teve 3 millhões de e-mails em sua lista. Outro democrata campeão de internet, o ex-governador de Vermont Howard Dean usava uma lista com apenas 600 mil e-mails.

Um milhão de pessoas se cadastrou para receber no celular torpedos de Obama com notícias da campanha. Considere aqui um dado fundamental: nos EUA, paga-se para mandar e para receber mensagens de texto (no Brasil, só para enviar).

As comunidades criadas nos sites de relacionamento produziram fatos na vida real: 200 mil eventos foram realizados pelos voluntários em todo o país durante a campanha de Obama.

Foram criados 35 mil grupos de voluntários pró-Obama pelo país. Desses, cerca de 1 mil no dia em que o democrata anunciou sua candidatura a presidente, em 10 de fevereiro de 2007 (pela internet, claro).

Nos últimos 4 dias de campanha, 3 milhões de telefonemas foram realizados pelos voluntários.

Esses números todos falam por si.

E no Brasil? Quantos políticos estão se preparando para fazer algo parecido em 2010 nas campanhas presidenciais, para governos estaduais etc.? Quantos candidatos têm uma equipe com garotos de 20 e poucos anos pensando em como se deve fazer política neste início de século 21? Sim, claro, aqui há menos pessoas com acesso à web. OK. Mas o número cresce de maneira espantosa. Política, interação e internet são indissociáveis.

Palpite do blog: os políticos brasileiros que se dedicarem para valer (não fazendo sites estáticos e mixurucos), desde já, a desenvolver uma estratégia bem feita para a internet terão uma vantagem comparativa não desprezível em 2010.

Por Fernando Rodrigues

Página na e.politics com as “instruções” de como fazer uma campanha “a la Obama”.