Meditações Metafísicas – Descartes

Publicado: fevereiro 7, 2009 por Yogi em Math, Philosophy, Tudo
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Meditações metafísicas, ou, em outras traduções, Meditações sobre a filosofia primeira, que tem como subtítulo nas quais são demonstradas a existência de Deus e a distinção real entre a mente e o corpo, é o nome da obra de René Descartes escrita e publicada pelo autor pela primeira vez em 1641. Nesta obra encontra-se o mesmo sistema filosófico cartesiano introduzido no Discurso do Método.

O livro é composto por seis meditações, nas quais Descartes põe em dúvida toda crença que não seja absolutamente certa, real, factível, e a partir daí procura estabelecer o que é possível saber com segurança.

Na primeira meditação encontram-se quatro situações que podem confundir suficientemente a percepção, a ponto de invalidarem, seguramente, uma série de enunciados sobre o conhecimento. O principal destes quatro argumentos é o do gênio maligno que tem a capacidade de confundir a percepção e plantar dúvidas sobre tudo o que podemos conhecer acerca do mundo e suas propriedades. Porém, mesmo podendo falsear a percepção, não pode falsear a crença nas percepções – ou seja, ele pode contra-argumentar contra a percepção mas não contra a crença que incide sobre as percepções. Descartes também conclui que o poder de pensar e existir não podem ser corrompidos pelo gênio maligno.

Na Segunda Meditação encontra-se o argumento de Descartes acerca da certeza da própria existência, certeza que prevalece sobre qualquer dúvida:

Convenci-me de que não existe nada no mundo, nem céu, nem terra, nem mente, nem corpo. Isto implica em que também eu não exista? Não: se existe algo de que eu esteja realmente convencido é de minha própria existência. Mas existe um engandor de poder e astúcia supremos, que está deliberada e constantemente me confundindo. Neste caso, e mesmo que o enganador me confunda, sem dúvida eu também devo existir… a proposição “eu sou”, “eu existo”, deve ser necessariamente verdadeira para que eu possa expressá-la, ou para que algo confunda minha mente.

Em outras palavras, a consciência implica na existência. Em uma das réplicas às objeções que faz no livro, Descartes resumiu a passagem acima em sua hoje famosa sentença: penso, logo, existo (em latimcogito, ergo sum)

O restante do livro, que não difere muito do precedente Discurso do Método, sendo porém mais acessível, contém vários argumentos que os filósofos modernos consideraram menos convincentes, tais como os argumentos ontológicos para a existência de Deus e a suposta prova do dualismo entre mente e corpo.

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comentários
  1. disse:

    Muito phoda

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