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Bioeletromagnetismo

Publicado: fevereiro 7, 2009 por Yogi em Media, Nature, Science, Tudo
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Células biológicas usam a bioeletricidade para armazenar energia metabólica, fazer trabalho ou desencadear mudanças internas, entre um sinal elétrico e outro. O Bioeletromagnetismo é o resultado da ação da corrente elétrica produzida por potenciais de ação junto com os campos magnéticos gerados pelo fenômeno de indução eletromagnética.

O Bioeletromagnetismo é estudado principalmente pelas técnicas de eletrofisiologia. No século XVIII, o médico e físico italiano, Luigi Galvani, registrou o fenômeno enquanto dissecava uma  em uma mesa onde ele havia conduzido experiências com eletricidade estática. Galvani cunhou o termo eletricidade animal para descrever o fenômeno, enquanto contemporâneos chamavam de galvanismo. Galvani e seus contemporâneos consideravam a ativação de músculo como resultando de uma substância fluída elétrica que percorria os nervos.

O Bioeletromagnetismo é um aspecto comum a todos as coisas vivas, incluindo plantas e animais. . A Bioenergética estuda o relacionamento das energias dos organismos vivos. A Biodinâmica trabalha com a utilização de energia e as atividades dos organismos. Alguns animais têm sensores apurados para detectarem a bioeletricidade e são altamente sensíveis a campos magnéticos, os pássaros migratórios por sua vez utilizam um sistema de navegação baseado no campo magnético da Terra. Também os tubarões, são mais sensíveis ainda, quanto a interatividade para monitorar os campos eletromagnéticos imperceptíveis para a maioria de seres humanos. Outros animais, tal como a enguia elétrica, são capazes de gerar grandes campos elétricos ao redor de seus corpos.

Dentro do campo das ciências, engenheiros biomédicos projetam e fazem uso de conceitos e teorias de circuitos eletrônicos, biologia molecularfarmacologia, e bioeletricidade. O Bioeletromagnetismo é associado com os biorrítmos e a cronobiologia. O Biofeedback é usado em fisiologia, e a psicologia utiliza para controlar ciclos rítmicos das características emotivas, mentais, físicas e também como uma técnica para ensinar o controle sobre funções bioelétricas.

O Bioeletromagnetismo envolve a interação de íons. O Bioeletromagnetismo é às vezes difícil de entender devido aos tipos de bioeletricidade divergentes, tal como inspirações, mioeletricidade (ex., fenômenos relativos aos músculos do coração), e outras subdivisões relacionadas dos mesmos fenômenos gerais de bioeletromagnetismo. Estes fenômenos são de grande importância e inspiração para os estudiosos e neurofisiologistas que estudam onde ocorrem as flutuações de voltagem bioeletromagnética entre partes do córtex cerebral, que poder ser detectáveis através de um eletroencefalografia. Este assunto é estudado principalmente com o uso de eletroencefalogramas ou “EEG.”

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Meditações metafísicas, ou, em outras traduções, Meditações sobre a filosofia primeira, que tem como subtítulo nas quais são demonstradas a existência de Deus e a distinção real entre a mente e o corpo, é o nome da obra de René Descartes escrita e publicada pelo autor pela primeira vez em 1641. Nesta obra encontra-se o mesmo sistema filosófico cartesiano introduzido no Discurso do Método.

O livro é composto por seis meditações, nas quais Descartes põe em dúvida toda crença que não seja absolutamente certa, real, factível, e a partir daí procura estabelecer o que é possível saber com segurança.

Na primeira meditação encontram-se quatro situações que podem confundir suficientemente a percepção, a ponto de invalidarem, seguramente, uma série de enunciados sobre o conhecimento. O principal destes quatro argumentos é o do gênio maligno que tem a capacidade de confundir a percepção e plantar dúvidas sobre tudo o que podemos conhecer acerca do mundo e suas propriedades. Porém, mesmo podendo falsear a percepção, não pode falsear a crença nas percepções – ou seja, ele pode contra-argumentar contra a percepção mas não contra a crença que incide sobre as percepções. Descartes também conclui que o poder de pensar e existir não podem ser corrompidos pelo gênio maligno.

Na Segunda Meditação encontra-se o argumento de Descartes acerca da certeza da própria existência, certeza que prevalece sobre qualquer dúvida:

Convenci-me de que não existe nada no mundo, nem céu, nem terra, nem mente, nem corpo. Isto implica em que também eu não exista? Não: se existe algo de que eu esteja realmente convencido é de minha própria existência. Mas existe um engandor de poder e astúcia supremos, que está deliberada e constantemente me confundindo. Neste caso, e mesmo que o enganador me confunda, sem dúvida eu também devo existir… a proposição “eu sou”, “eu existo”, deve ser necessariamente verdadeira para que eu possa expressá-la, ou para que algo confunda minha mente.

Em outras palavras, a consciência implica na existência. Em uma das réplicas às objeções que faz no livro, Descartes resumiu a passagem acima em sua hoje famosa sentença: penso, logo, existo (em latimcogito, ergo sum)

O restante do livro, que não difere muito do precedente Discurso do Método, sendo porém mais acessível, contém vários argumentos que os filósofos modernos consideraram menos convincentes, tais como os argumentos ontológicos para a existência de Deus e a suposta prova do dualismo entre mente e corpo.

Veja também

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Também chamada de “ciência espiritual” , a antroposofia (“conhecimento do ser humano”) é uma filosofia que foi erigida por Rudolf Steiner. Ele a apresenta como um caminho para se colocar em busca da verdade que preenche o abismo historicamente criado desde a escolástica entre fé e ciência. Na visão de Steiner a realidade surge no encontro dos mundos da idéia e da percepção.

Steiner coloca que, ao se pensar o pensar começamos a acessar uma consciência diferente da cotidiana. A primeira experiência que podemos ter de um conceito que não encontra correspondente nas percepções do mundo é a vivência do próprio eu. É a primeira instância de uma experiência no puro pensar. A partir daí muito mais pode ser vivenciado no puro pensar, vários conceitos que não encontram correspondentes em percepções físicas, mas para isso Steiner diz ser necessário ampliar nossa a capacidade de nossa consciência e apresenta exercícios para tal.

A base epistemológica da antroposofia está contida na obra A filosofia da liberdade, assim como em sua tese de doutoramento, Verdade e ciência. Estes e vários outros livros de Steiner anteciparam a gradual superação do idealismo cartesiano e do subjetivismo kantiano da filosofia do século XX. Assim como Edmund Husserl e Ortega y Gasset, Steiner foi profundamente influenciado pelos trabalhos de Franz Brentano, e havia lido Wilhelm Dilthey em detalhe. Por meio de seus primeiros livros, de cunho epistemológico e filosófico, Steiner tornou-se um dos primeiros filósofos europeus a superar a ruptura entre sujeito e objeto que Descartes, a física clássica, e várias forças históricas complexas gravaram na mente humana ao longo de vários séculos.

Steiner definiu a antroposofia como “um caminho de conhecimento para guiar o espiritual do ser humano ao espiritual do universo.” O objetivo do antropósofo é tornar-se “mais humano”, ao aumentar sua consciência e deliberar sobre seus pensamentos e ações; ou seja, tornar-se um ser “espiritualmente livre”.

Steiner ministrou vários ciclos de palestras para médicos, a partir dos quais surgiu um movimento de medicina antroposófica que se espalhou pelo mundo e agora inclui milhares de médicos, psicólogos e terapeutas, e que possui seus próprios hospitais e universidades médicas. Outras vertentes práticas da antroposofia incluem: a arquitetura (Goetheanum), aagricultura biodinâmica, a educação infantil e juvenil (pedagogia Waldorf), a farmácia homeopática (Wala, Weleda, Sirimim), a filosofia (A “Filosofia da Liberdade”), a euritmia (“o movimento como verbo visível e som visível”), e os centros para ajuda de crianças especiais (Vilas Camphill).

A antroposofia possui seus detratores. Os críticos designaram-na como um culto com similaridades em relação aos movimentos da Nova Era. Se for um culto, contudo, é um que fortemente enfatiza a liberdade individual. Ainda, alguns críticos sustentam que os antropósofos tendem a elevar as opiniões pessoais de Steiner, muitas das quais são estranhas às visões das religiões ortodoxas, da ciência e das humanidades, ao nível das verdades absolutas. Se existe alguma verdade nesta crítica, a maior parte da culpa pertence não a Steiner, mas a seus estudantes. Steiner freqüentemente estimulou seus estudantes a testarem tudo o que ele dizia, e em muitas ocasiões, até mesmo implorou a eles que não tomassem nada do que dissesse com base na fé ou autoridade.

Outra crítica afirma que alguns antropósofos parecem distanciar suas atividades públicas da possível inferência de que a antroposofia é baseada sobre elementos esotéricos religiosos, tendendo a apresentá-los ao público como uma filosofia acadêmica não-sectária. Uma dificuldade em avaliar essa crítica é que ela contém um preconceito oculto porque ignora uma questão que a antroposofia procurou levantar e responder: é possível para aquele que pensa ser tanto cientificamente quanto espiritualmente cognitivo, ao mesmo tempo? A antroposofia afirma que isso é possível. A crítica supramencionada, por outro lado, assume que não é possível, e portanto encontra uma contradição entre a afirmação de um não-sectarismo e um embasamento na experiência supra-sensível.

A visão negativa do Brasil entre americanos, britânicos, franceses e alemães está crescendo, segundo indica uma pesquisa encomendada pela BBC. De acordo com o levantamento, divulgado nesta sexta-feira, 23% dos americanos veem o Brasil como uma influência negativa no mundo. No ano passado, esse percentual era de 19%. O índice de americanos que veem o Brasil como influência positiva teve uma queda de 14 pontos no último ano, de 61% para 47%.

A percepção negativa do Brasil cresceu ainda de 23% para 33% na França, de 28% para 40% na Alemanha e de 31% para 35% na Grã-Bretanha.

Apesar disso, na média entre os 21 países pesquisados, a visão negativa do Brasil caiu em relação à mesma pesquisa realizada no ano passado, e a visão geral sobre o Brasil continua positiva em 18 deles.

Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados nos 19 países pesquisados nos dois anos consideram o Brasil como uma influência positiva no mundo, enquanto somente 24% veem o país como uma influência negativa.

O México, que entrou na pesquisa pela primeira vez neste ano, é o país com o maior índice de visões positivas sobre o Brasil (78%), seguido pela China (65%) e pelo Chile (64%).

Os únicos dois países nos quais a visão negativa prevalece sobre a visão positiva são a Turquia, com 45% de visão negativa, e a Alemanha, com 40%. Na Grã-Bretanha, há um equilíbrio estatístico entre visões negativas (35%) e visões positivas (32%).

Apesar do crescimento da visão negativa sobre o Brasil no último ano, os públicos francês e americano mantêm no geral com uma visão positiva sobre o país – 47% nos Estados Unidos e 42% na França.

Em três países a maioria não tem uma opinião formada sobre o Brasil – Japão, onde 62% se disseram neutros em relação ao país ou não souberam responder, Índia, onde esse índice chegou a 61%, e Rússia, com 58%.

Para Sam Mountford, diretor da empresa de pesquisas GlobeScan, que realizou o levantamento, o aumento das visões negativas sobre o Brasil em alguns países europeus e nos Estados Unidos pode ser em parte explicada pelo fato de o país estar mais em evidência no cenário internacional, graças ao crescimento de sua importância econômica global.

“Quando os países crescem em evidência econômica e política, eles tendem a polarizar mais as opiniões”, diz Mountford. “As pessoas ficam mais atentas a economias que têm impacto sobre elas.” Segundo ele, isso pode ser evidenciado também pelo fato de a percepção positiva em relação a outros países emergentes como China e Rússia ter sofrido uma acentuada queda em relação ao ano passado.

Uma análise qualitativa feita posteriormente com uma pequena amostra, para analisar as motivações por trás das respostas, trouxe ainda outras explicações como as preocupações com o meio ambiente e o desmatamento da Amazônia e com a corrupção. “O aumento da percepção do Brasil como um gigante econômico emergente pode estar trazendo estas questões à tona na mente das pessoas”, analisa Mountford.

Entre os demais países pesquisados, além do aumento da visão negativa sobre a China e a Rússia, a pesquisa indicou uma melhora na visão do público sobre os Estados Unidos, graças em parte à eleição do presidente Barack Obama, apesar de a visão geral sobre o país continuar negativa.

As visões positivas sobre os Estados Unidos aumentaram de 35% para 40%, enquanto as visões negativas caíram de 47% para 43%.

No caso da China, o índice de visões positivas caiu seis pontos, para 39%, enquanto 40% dos entrevistados disseram ter uma visão negativa do país.

Em relação à Rússia, o índice de visões negativas aumentou oito pontos desde o último ano, para chegar a 42%, com 30% de visões positivas sobre o país.

Irã, Paquistão e Israel são os países incluídos na pesquisa com os maiores índices de percepção negativa no mundo. No caso do Irã, 55% dos pesquisados disseram, na média, ver o país como uma influência negativa no mundo. Para o Paquistão, o índice de percepções negativas foi de 53%.

A percepção de Israel era negativa para 51% dos pesquisados. Dentre os 21 países nos quais foi feito o levantamento, apenas nos Estados Unidos a maioria do público teve uma visão positiva de Israel, enquanto na Rússia as opiniões ficaram divididas.

A maior parte da pesquisa foi realizada antes do início das operações militares de Israel na Faixa de Gaza, no final de dezembro.

A ofensiva israelense contra o grupo palestino Hamas, na Faixa de Gaza, fez com os ataques contra judeus em várias partes do mundo atingissem níveis alarmantes, afirmou nesta sexta-feira Abraham Foxman, diretor da Liga Antidifamação dos Estados Unidos, um grupo que combate práticas antissemitas.

Segundo Foxman, o impacto da ofensiva foi muito além de Gaza e Israel, fazendo com que judeus e sinagogas fossem atacados em alguns países e houvesse um aumento da retórica antissemita em diversas partes.

“Em todos os meus anos na Liga Antidifamação, eu nunca fiquei tão preocupado sobre a segurança dos judeus como estou hoje”, disse Foxman, durante um encontro com líderes judeus em Palm Beach, no Estado americano da Flórida.

Segundo ele, durante as três semanas da ofensiva em Gaza, foram registrados pelo menos 113 incidentes com características antissemitas na França, índice que corresponde ao número de incidentes registrados no período de três meses do ano de 2007.

Também durante a ofensiva, teriam sido registrados 220 casos de antissemitismo na Grã-Bretanha, um aumento de oito vezes em relação ao mesmo período de 2008.

Foxman também citou que em protestos contra a ofensiva na Europa e na América Latina, manifestantes gritavam lemas antissemitas.

Ainda segundo o diretor da Liga Antidifamação, foram registradas charges no Brasil que comparavam a ação de Israel com políticas nazistas.

Ele ainda citou o caso de dois israelenses que foram baleados por um homem de origem palestina no final de dezembro, na Dinamarca, e o de um time de basquete israelense que teve que deixar a quadra após a platéia chamá-los de “assassinos”.

Ele ainda afirmou que houve ataques a sinagogas na Bélgica, Grécia e nos Estados Unidos.

“Não há país no mundo, da Áustria ao Zimbábue, passando pela Islândia, que não esteja experimentando um retorno do vírus do antissemitismo”, afirmou.

Foxman também criticou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmando que “sua retórica e suas ações encorajaram e fortaleceram o antissemitismo”.

No início de janeiro, Chávez anunciou a expulsão do embaixador israelense em protesto contra ofensiva em Gaza.

Em um dos incidentes mais graves na Venezuela, um grupo de cerca de quinze homens invadiu e depredou uma antiga sinagoga em Caracas.

“O ataque aconteceu em uma atmosfera de intimidação e de ameaças que foi estimulada pelas comparações entre Israel e o nazismo feitas por Chávez e seu regime”.

Segundo ele, alguns jornais venezuelanos também pediram um boicote a negócios controlados por judeus.

Casos parecidos teriam sido registrados na Itália, na África do Sul, Argentina e Suíça.