O Custo do Preconceito por Radix

Publicado: janeiro 25, 2009 por Yogi em Culture, Juris, Psy, Science, Tech, Tudo
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O que conta é o que vc faz – não o que vc diz que faria.

Ninguem gosta de admtir uma verdade desconfortável sobre si mesmo, especialmente em assuntos sensíveis como sexo, raça, idade e até cinturas “supersize”, quando o assunto vem a baila. Isso faz a tarefa do cientista comportamental uma coisa dificil, não só pq os participantes de testes mentem para quem faz o teste, mas principalmente pq mentem para si mesmos.

Assim, avaliar a qualidade das assumpssões humanas e viéses ocultos requereferramentas inteligentes. Uma das mais empregadas, conhecida como teste da associação implícita, mede o quão rápido pessoas associam palavras descrevendo características faciais com diferentes imagens de faces que apresentam essas características. Quando as características são “favoráveis”, tipo riso ou prazer, normamente a associaqção é mais rápida do que quando podem ser, inconscientemente, vistas de forma desfavorável, tipo velho se o participante é jovem, ou negro se o participante é branco. Assim, este procedimento detecta viéses que os participantes dizem não ter consciência.

Até onde estas pequenas diferenças no que são essencialmete tarefas artificiais refletem ações e escolhas reais do dia a dia estava, até recentemente, não testado. Mas isso tem mudado.

Nas próximas semanas, importantes revistas científicas publicarão estes 3 estudos:

1. Num “paper” a ser publicado mes que vem na revista científica Social Cognition (Cognição Social), um grupo liderado por Eugene Caruso da Univ. de Chicago reporta o uso de uma técnica chamada análise conjunta (conjoint analysis), que eles adotaram do campo de pesquisa de mercado e adaptaram para estudar tendências e viéses implícitos, em situações mais realistas.

Isso possibilitou a medição, eles afirmam, do que foi chamado de “imposto do estereótipo”, ou seja, o preço que alguem paga por suas noções preconcebidas de peso e sexo.

A “conjoint analysis” (uso o termo em ingles por não estar certo da tradução acima), em marketing, pede a participantes que avaliem uma série de produtos que variam numa série de atributos importantes, tipo televisões de vários tamanhos, marcas e preços. Variando esses atributos de uma forma sistemática, os pesquisadores podem calcular cokm boa precisão o quanto vale cada “trait”. Assim eles podem calcular, por exemplo, o quanto um público classe média alta está disposto a pagar a amsi por cada polegada de tela a mais.

Dr. Caruso e sua equipe recrutaram 101 estudantes para tomar parte numa equipe de competição de “trivia game” (um jogo de perguntas sobre coisas banais/triviais) com um prêmio em dinheiro. Cada participante foi apresentado com perfis dos colegas em potencial na equipe e solicitado a dar uma nota a sua “desejabilidade”.

Os membros em potencial varaivam suas características em várias “dimensões”. Três destas eram nível de escoleridade, o QI (quociente intelectual) e a experiência prévcia em jogos desse tipo. Adicionalmente, cada prefil tinha uma foto que mostrava se o candidadto era gordo ou magro.

Depois do teste, os participantes eram perguntados quais os fatores que mais ou menos importaram na sua nota. Esperadamente, o peso foi a menos importante. Noentanto, suas decisões de fato revelaram que nenhuma outra característica teve mais influência que se a pessoa era gorda ou magra. De fato, eles eram dispostos a sacrificar um bocado para estarem numa equipe de magros. Eles estavam dispostos a sacrificar 11 pontos de QI (50% da faixa disponível – entre 105 3 127) por um colega adequadamente magro.

2. A mesma técnica aplicada a salário, num grupo de estudantes em fase de graduação, lhes foi solicitado que avaliassem várias hipóteses de trabalho em firmas de consultoria, com excelentes salários, locais e esquema de folgas, que variavam de forma sistemática. Alem disso, na ficha de cada emprego havia uma foto do futuro chefe.

Tudo foi coerente em se tratando do salário, local e esquema de folgas, mas o sexo do chefe foi bem mais importante do que eles afirmaram que era (para participantes masculinos e femininos ocorreu o mesmo). De fato, eles estavam dispostos a sacrificas 22% do salário para terem um chefe homem.

3. Outro artigo, desta vez na revista Science (uma das mais imprtantes e famosas), por Dra. Kerry Kawakami da Universidade de York no Canadá joga mais lenha nessa fogueira, mostrando como a auto-perceoção das pessoas é inacurada, desta vez mostrando características claramente racistas num grupo de 120 estudantes, um preconceito redondamente negado por todos.

O experimento da Dra Kerry é muito bem engendrado mas meio longo de descrever e eu estou com um pouco de preguiça agora.

Mas resumindo, parece que as pessoas são bem mais preconceituosas do que elas pensam ou dizem que são.

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Eu, particularmente, me interesso pelo preconceito com pessoas ditas feias, que tenho percebido desproporcional às vantagens imperceptivelmente oferecidas às ditas bonitas.

Na década de 1970 um caso ficou famoso, quando a grande e hoje já inexistente companhia aérea Panam teve que demitir várias comissárias de bordo e saiu demtindo as que eram consideradas as mais feias ou gordas, o que acabou resultando numa inovadora ação judicial trabalhista.

Desde essa épocxa acompanho o assunto, que é mais óbvio no universo feminino (“procura-se moça de boa aparência”), mas eu tenho detectado muito no universo masculino tambem, já que é a única coisa que pode justificar os altos salários pagos a um cara incopétenye e burro como eu, por exemplo.

Brincadeira a parte, esse último é um dos preconceitos em que mais se têm preconceito de falar, um assunto que incomoda muito certas pessoas ao se depaparem com ele.

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