Arquivo de janeiro 22, 2009

*Um amor de verão…

Publicado: janeiro 22, 2009 por E=m.c² em Arts, Poetry

Enamorar-se,

Exílio ao paraíso
Que me importa se o regresso ferirá
Vivo o porvir no presente

Choro
Sorrio

Habito o globo
Sou como um tolo

Encontro o perdido
Há muito escondido
No armazém da alegria
Parecendo alegoria
Revestindo a fantasia
De alguém que já sofria

Agradeço ser real
Formosa soberana
Serei sua mucama
Levarei café na cama

Despertarei num sussuro
Idílio de um burro
Cego
Surdo
Mudo
Dominado

Simplismente apaixonado

A ti, por quem me pherdy.

*publicado em O PILOTIS JURÍDICO – ano de 2002.

O Mestre e a Vaca

Publicado: janeiro 22, 2009 por Yogi em Culture, History, Literature, Psy, Tudo

Conta-se que um mestre e seu discípulo peregrinavam em uma região muito pobre e pediram pousada em um humilde casebre. O dono da casa recebeu-os cordialmente e desculpou-se por não poder oferecer mais do que uma xícara de leite. Explicou que toda a sua alimentação dependia de uma magra vaquinha, cujo leite era uma parte consumido e em parte trocado por outros alimentos, na cidade. E assim sobrevivia a família, em uma indizível penúria. 

No dia seguinte, despediu-se o mestre e, ao afastar-se da casa, viu a tal vaquinha, pastando mansamente, à beira de um barranco. Ordenou ao discípulo: “Empurre a vaca no barranco”.

O discípulo, mesmo sem entender, obedeceu e a pobre vaquinha estatelou-se, morta, no fundo do barranco. O mestre deu-se por satisfeito e seguiram a viagem. 

Anos se passaram, sem que o discípulo esquecesse aquela família e se recriminasse por ter sido, talvez, o carrasco de seu destino.

Um dia, quando seu mestre já havia morrido, o discípulo voltou àquela região e procurou o casebre onde morava a família. Encontrou, em seu lugar, uma imensa casa, ricamente decorada, abençoada com grande fartura . O dono da casa se tornara um próspero comerciante e seus filhos, já homens feitos, estavam trabalhando, produtivos, felizes e saudáveis. 

Espantado, o discípulo indagou as causas de tão profunda mudança, ao que o dono da casa explicou: “Lembra-se da vaquinha que nós tínhamos? Ela caiu do barranco e, sem ela, nós passamos alguns dias de terrível necessidade e fome. Porém, diante da miséria, tivemos que buscar soluções alternativas e fomos descobrindo potenciais de que nem sequer desconfiávamos. Criamos novas possibilidades, fomos crescendo e o resultado é esse que você vê. 

Então, finalmente, o discípulo entendeu a sabedoria de seu falecido mestre.

A pergunta a ser feita é : “Qual a vaquinha (ou vaquinhas) que eu tenho que empurrar do barranco, a fim de conhecer e melhor utilizar os meus potenciais para a felicidade?”

Post em homenagem ao meu Prof. Dácio Augusto, Processo Civil da PUC-Rio.


Swastika

Publicado: janeiro 22, 2009 por Yogi em Culture, History, Media, Philosophy, Tudo

The swastika in a decorative Hindu form.

The swastika in a decorative Hindu form. The swastika (from Sanskritsvástika स्वस्तिक ) is an equilateral cross with its arms bent at right angles, in either right-facing () form or its mirrored left-facing () form. The swastika can also be drawn as a traditional swastika, but with a second 90° bend in each arm. Archaeological evidence of swastika-shaped ornaments dates from the Neolithic period. It occurs mainly in the cultures that are in modern day India and the surrounding area, sometimes as a geometrical motif and sometimes as a religious symbol. It was long widely used in major world religions such as HinduismBuddhism and Jainism. Etymologically it means su + astika or good existence or swa + astika self existence.

Though once commonly used all over much of the world without stigma, because of its iconic usage in Nazi Germany the symbol has become controversial in the Western worldSteven Heller, of the School of Visual Arts, has argued that from the moment it was “misappropriated” by the Nazis, it became a mark and weapon of hate, and could not be redeemed.[1]

Contents

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Muralha da China

Publicado: janeiro 22, 2009 por Yogi em Capital, Culture, History, Politics, Tech, Tudo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 

  Patrimônio Mundial da UNESCO
A Grande Muralha
 

A Muralha da China
Informações
Inscrição: 1987
Localização: 40°21’16″N, 116°00’23″E
Critérios: C (i)(ii)(iii)(iv)(vi)
Descrição UNESCO: fr en

 

A chamada Muralha da China, ou Grande Muralha, é uma impressionante estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial.

Embora seja comum a idéia de que se trata de uma única estrutura, na realidade consiste em diversas muralhas, construídas por várias dinastias ao longo de cerca de dois milênios. Se, no passado, a sua função foi essencialmente defensiva, no presente constitui um símbolo da China e uma procurada atração turística.

As suas diferentes partes distribuem-se entre o Mar Amarelo (litoral Nordeste da China) e o deserto de Góbi e a Mongólia(a Noroeste).

Índice

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[editar]História

A muralha começou a ser erguida por volta de 220 a.C. por determinação do primeiro imperador chinês, Qin Shihuang(também Qin Shi HuangdiCh’in Che Huang TiShih Huang-ti ou Shi Huangdi ou ainda Tchi Huang-ti). Embora a Dinastia Qin (ou Ch’in) não tenha deixado relatos sobre as técnicas construtivas que empregou e nem sobre o número de trabalhadores envolvidos, sabe-se que a obra aproveitou uma série de fortificações construídas por reinos anteriores, sendo o aparelho dos muros constituído por grandes blocos de pedra, ligados por argamassa feita de barro. Com aproximadamente três milquilômetros de extensão à época, a sua função era a de conter as constantes invasões dos povos ao Norte.

Com a morte do imperador Ch’in, iniciou-se na China um período de agitações políticas e de revoltas, durante o qual os trabalhos na Grande Muralha ficaram paralisados. Com a ascensão da Dinastia Han ao poder, por volta de 205 a.C., reiniciou-se o crescimento chinês e os trabalhos na muralha foram retomados ao longo dos séculos até ao seu esplendor na Dinastia Ming, por volta do século XV, quando adquiriu as atuais feições e uma extensão de cerca de sete mil quilômetros, estendendo-se de Shanghai, a leste, a Jiayu, a oeste, atravessando quatro províncias (HebeiShanxiShaanxi e Gansu) e duas regiões autônomas (Mongólia eNingxia).

A magnitude da obra, entretanto, não impediu as incursões de mongóis, xiambeis e outros povos que ameaçaram o império chinês ao longo de sua história. Por volta do século XVI perdeu a sua função estratégica, vindo a ser abandonada.

No século XX, na década de 1980Deng Xiaoping priorizou a Grande Muralha como símbolo da China, estimulando uma grande campanha de restauração de diversos trechos que, entretanto, foi questionada. A requalificação do monumento para o turismo sem normas para o seu adequado usufruto, aliado à falta de critérios técnicos para a restauração de alguns trechos (como o próximo a Jiayuguan, no Oeste do país, onde foi empregado cimento moderno sobre uma estrutura de pedraargamassada, conduzindo ao desabamento de uma torre de seiscentos e trinta anos), gerou várias críticas por parte de preservacionistas, que estimam que cerca de dois terços do total do monumento estejam em ruínas.

[editar]Características

 

Grade Muralha, China: mapa com a localização dos diversos trechos.

Por não se tratar de uma estrutura única, as características da Grande Muralha variam, de acordo com a região em que os diferentes troços se inscrevem. Por exemplo, perto de Beijing, os muros foram construídos com blocos de pedras de calcário; em outras regiões, podem ser encontrados o granito ou tijolos no aparelho das muralhas; nas regiões mais ocidentais, de desertos onde os materiais são mais escassos, os muros foram construídos com vários elementos, entre os quais faxina (galhos de plantas enfeixados). Em geral os muros apresentam uma largura média de sete metros na base e de seis metros no topo, alçando-se a uma altura média de sete metros e meio.

Além dos muros, em posição dominante sobre os terrenos, a muralha compreende ainda elementos comoportastorres de vigilância e fortes.

As torres, cujo número é estimado por alguns autores em cerca de quarenta mil, permitiam a observação da aproximação e movimentação do inimigo. As sentinelas que as guarneciam serviam-se de um sistema de comunicações que empregava bandeiras coloridas, sinais de fumaça e fogos. De planta quadrada, atingiam até dez metros de altura, divididas internamente. No pavimento inferior podiam ser encontrados alojamentos para os soldados, estábulos para os animais e depósitos de armas e suprimentos.

Os fortes guarneciam posições estratégicas, como passos entre as montanhas. Eram dotados de escadas para a infantaria e de rampas para a cavalaria, funcionando como bases de operação. Eram dominados por uma torre de planta quadrada, que se elevava a até doze metros de altura, e defendiam grandes portões de madeira.

[editar]Principais portas

Dentre suas passagens mais importantes (關口 simplificado: 关口) destacam-se:

  • Porta Shanhai (山海關)
  • Porta Juyong (居庸關)
  • Porta Niángzi (娘子關)

[editar]Curiosidades

  • Afirma-se que a Grande Muralha é a única estrutura construída pelo Homem a ser vista da Lua. Isso, porém não é verdade[1].
  • Acredita-se que os trabalhos na muralha ocuparam a mão-de-obra de cerca de um milhão de homens (duzentos e cinqüenta mil teriam perecido durante a sua construção), entre soldados, camponeses e cativos.
  • Calcula-se que a Grande Muralha tenha empregado cerca de trezentos milhões de metros cúbicos de material, o suficiente para erguer cento e vinte pirâmides de Queops ou um muro de dois metros de altura em torno da Linha do Equador.
  • A Muralha da China após concurso informal internacional em 2007, foi considerada uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo.

Convocação do Bonde!!!!!

Publicado: janeiro 22, 2009 por E=m.c² em Non Sense

Entre livros e flores

Publicado: janeiro 22, 2009 por Yogi em Arts, Literature, Music, Poetry, Tudo

 

É imenso o prazer que sinto, quando recebo – como obra do acaso – um pequeno ramo de flores – diminutas flores, para guardar num livro, deixá-la ali como uma lembrança ininterrupta da alegria de viver. Os faunos e as ninfas voltam a povoar o mundo, com seus flautins e músicas misteriosos. O mistério se instaura de imediato e permite cabriolas, azafamadas profundezas. Como um intermezzo lírico no meio da selva de concreto e o ritmo frenético do dia a dia, flores e livros compõem o espírito seja como um samba de Nelson Cavaquinho, cantado por Elizete, seja como uma música de Cole Porter, entoada por Ella. Ou ainda, egressos de uma encenação em que Dioniso se louvado, perfumado e enfeitado pelas bacantes em êxtase e entusiasmo, livros e flores são dádivas para a construção do mundo.

Li o Radiguet, com o diabo no corpo. Um livro espantoso.

(prosa avulsa de oswaldo martins)

http://osmarti.blogspot.com

Muita informação

Publicado: janeiro 22, 2009 por Gustavo Niskier em Tudo

A tal revolução criada pela comunicação global em larga escala foi um tiro no pé. Se durante regimes de exceção a população não conhece as informações por elas serem controladas, no chamado “mundo livre” a mesma desinformação acontece ao avesso.

CNN, GloboNews, BBC, “o mundo em tempo real em sua casa” faz com que na verdade recebamos uma quantidade absurda de diferentes informações, sem que possamos avaliá-las com cuidado. Como a mídia hoje é um grande negócio (e só isso), a notícia é produto. São lanççadas nos jornais as boas, ruins, as úteis e inúteis, tudoaomesmotempoagora, apenas para venda de publicidade.

O mesmo jornal, em 30 minutos, fala desde o terror global, crise economica, como no peso do Obina ou na porrada que a Luana tomou, fazendo com que a notícia se perca. Após um jornal nacional parece que sabemos tudo o que ocorre no mundo e não sabemos nada.