Psiquê

Publicado: janeiro 21, 2009 por Yogi em Non Sense, Philosophy, Tudo

Ahh… agora ficou fácil. Depois que descobri que a psicanálise moderna entende que o EGO é uma criação humana, derivada de uma necessidade linguística de comunicar sua individualidade… depois disso, só há felicidade. Você não é você, mas uma reação ao anti-você. Algo errado no reino da Dinamarca. 

Ver wiki para não morar no Reino da Dinamarca: http://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquê.

comentários
  1. jppadua disse:

    Não é bem assim, Caio. O EU (ou ego, na terminologia inglesa – Das Ich, no original) não é uma reação. O fato de ele não ser inato, como o ISSO (Das Es), não quer dizer que ele só exista acidentalmente, mas apenas quer dizer que, ao contrário do ISSO, o EU precisa ser formado a partir do contato com a cultura. E não é uma necessidade lingüística, é uma necessidade cultural, da qual a linguagem é, ao mesmo tempo, veículo e parte integrante. Se não fosse pelo EU, não seríamos homo sapiens. Aliás, pelo pouco que eu sei, Lacan, mais tarde, vai mais longe, a ponto de dizer que, sem linguagem (“alíngua”, “lalangue”), nem os registros do inconsciente se estruturam.

  2. stelioneto disse:

    Pois é Caio: “eu” é um erro gramatical; assim, ao menos, é interpretado por Nietzsche na Genealogia da Moral. O agente é um erro da linguagem; uma ilusão. Não existe agente. O que existe é a ação. É redundante dizer “a luz ilumina”. Basta que se diga: “Ilumina!” Daí para chamar o agente de “eu”, é um pulo … mais um pulinho e é possível fazer desse “eu” alguém que promete e assume responsabilidades. Até aí, tudo bem: o grande problema é fazer desse “eu” um culpado que pode punir a si mesmo. Aí entramos no circuito infinito da culpa. No entanto, até onde acompanho Lacan, o “eu” se forma num jogo de espelhos: penso que é como sua própria peça num jogo de tabuleiro: é preciso “eu” para entrar no tabuleiro da linguagem, onde se dá a existência humana, inconsciente e tudo. Sendo assim, a direção do tratamento na clínica lacaniana, ao invés de visar o fortalecimento do “eu”, desvela o aparelho especular em que esse se constitui. A idéia é que isso possibilita uma nova emergência do sujeito, a partir do desejo. Uma nova apropriação da linguagem e uma nova sensibilidade.

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